segunda-feira, dezembro 20, 2010

Mágica sensibilidade

Adoro o Natal. Sei que, ao longo de minha existência de ¼ de século, muitas coisas ruins aconteceram comigo no mês de dezembro. A despeito disso, sinto que nessa época do ano existe uma mágica no ar...
Coisa de quem é sonhador.
Eu não tenho vergonha de me taxar assim. Não me parece ingenuidade, nunca pareceu. Sonhadores são geralmente pessoas sensíveis ao extremo, fato que aos olhos de uma sociedade que luta pra parecer forte, pode parecer ruim.
Não pra mim. Acho que ter sensibilidade à flor da pele te permite enxergar o mundo através de olhos mágicos, observar e apreciar coisas que pouca gente presta atenção.
O conforto do sensível não é se sentir aceito pela massa. É, por vezes, se sentir só em meio a multidões, com a diferença que não se trata daquela solidão ruim, que dói – e sim a solitude, o orgulho solitário de quem sabe que não se encaixa na grande maioria e se sente bem com isso. Sente que aquele pedaço de mundo pelo qual passa fica um pouco mais especial quando ele está por ali.
Solitários felizes pois vivem em uma órbita paralela, e quase sem querer, constantemente externalizam o bem-estar que só encontram dentro de si. Com isso, seus costumes tão peculiares são frequentemente incompreendidos, confundidos com arrogância quando na verdade apenas exalam uma singularidade que não foi construída sobre padrões.
Não se trata de uma opção. Essas pessoas nasceram assim.
O espírito do sensível encontra refúgio em noites chuvosas, em uma música do Frank Sinatra, em um livro empoeirado, em um filme em preto e branco, no frio de cidades grandes. A beleza e o romance sempre estão em seus olhos. Nas pequenas coisas. E sua serenidade não precisa ser alimentada com agentes externos que depreciam sua saúde, sua beleza. Orgulha-se disso.
Não existe uma fórmula pronta na felicidade tímida destes seres. É algo que só mesmo sentindo para entender – a afinidade com o pouco apreciado, o pouco observando, o que muitas vezes ficou negligenciado.
A consciência de que almas compatíveis a si são poucas no mundo por vezes pode lhe render momentos indesejados de solidão. Porém, graças seu caráter lapidado com base em valores singulares – arriscaria dizer, até “fora de moda” –existe sempre a certeza de que o encontro com o seu par também não será padronizado. Será apenas especial. Mágico.
O fato de me sentir confortável com as chuvas e o frio incomum de dezembro me relembram que tenho mais resiliência do que pensava. É a capacidade de me manter como sempre fui, a despeito das rasteiras da vida haverem se concentrado marcantemente nessa época do ano. De não deixar a dureza das experiências ruins me tornarem uma insensível. E a mágica do Natal continua no ar...
Muito me apetece ser assim.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Cannabis e suas ilusões...

Vou fazer um comentário aqui.
Sou contra a maconha. Sempre fui. Acho-a fedorenta, desnecessária (para fins que não sejam medicinais) e a tenho como válvula de escape de quem não tem a mínima capacidade de se acalmar/divertir de maneira saudável e que não prejudique a si mesmo ou à família.

Deveria ser legalizada?
Na minha humilde opinião NÃO. Acho também cigarro uma grande bosta, pois assim como a maconha, é fumaça que você coloca dentro dos seus pulmões que foram feitos para inalar 21% de O2, 78% de nitrogênio e 1% de todos os demais gases. Fora disso, há prejuízo. Fato.
Pelo que eu vejo, legalizar cigarro não fez bem algum à sociedade. Faz com que os idiotas que levantam essa bandeira (incluo nisso inclusive pessoas da minha família, com as quais já atestei que conversar sobre isso é como conversar com a parede, tamanha capacidade que o vício tem de bloquear a mente) se sintam livres para inalar essa bosta em qualquer lugar, fazendo mal a si mesmo e aos que são obrigados a conviver com isso, se matando aos poucos e aos poucos entristecendo aqueles que se preocupam com ele.

Pra mim a maconha vai ter o mesmo destino, se for legalizada. Não vai ajudar em NADA. Não vai diminuir o tráfico. Certo?
Porque além da maconha ainda existe muita bosta no meio do tráfico e pra dar um jeito nisso por meio da legalização, teríamos que viver numa anarquia, onde as pessoas têm a permissão do Estado pra se matar lentamente.

Por quê maconheiro defende a legalização da maconha? Porque é viciado. Não pensa no futuro, não pensa na família, não pensa no exemplo que pode dar pros filhos, não pensa. E ainda pode parecer preconceito, mas pelo que eu vejo no dia a dia, pessoas que consomem a cannabis são, em sua grande maioria (há exceções, que confirmam a regra) têm pouco o que fazer (pois o ócio é um catalisador), não são lá muito articulados, fedem e constantemente se sentem ofendidos quando são taxados de viciados. Meio contraditório.

Insistem nos mesmos relinches sem base sólida. Acabam consigo mesmo e com os que gostam dele. Até o dia em que não haverá mais ninguém que realmente nutra sentimentos por ele, a não ser os mesmos maconheiros que o acompanham e que se fingem de amigos para apenas ter alguém que lhe confirme a ilusão de que o mundo é hipócrita. Ilusão de que é normal, cool, popular.

Hipócrita é você que diz que não é viciado.

Makes me sick.