segunda-feira, novembro 30, 2009

Impermanência

"My life, lonely life".

De nada material se pode levar dessa vida... absolutamente nada. Vira e mexe lembro daquela frase do "Clube da Luta", que muito me faz repensar sobre valores: "Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar coisas das quais não precisamos".
Um dia você ostenta. Tem 3 laptops, um iphone, um telão de LCD, anéis caros... e no outro dia chega em casa e não tem mais nada. Nada. Saber que a vida não é permanente pode nos trazer dor, mas quando pensa melhor, ela é tudo que temos.

Tudo é substituível. Até nós mesmos.
Qualquer dia vai vir uma (coloque o nome do seu desafeto aqui) e vai substituir o seu local, que você considerava tão único graças a todos os traços da sua personalidade. E tudo vai ficar só guardado na lembrança e até isso é impermanente.

Se a vida é tão única e volátil, por que vivemos cercados de tanta mediocridade?
Nothing lasts forever.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Catch

"To do, what the others do.
To lie like the others do to me.
To fake like the others do.
To steal like the others do to me.
To act like the others do.
To kill like the others do to me
To bribe like the others do"
(Hellbitat - MindFlow)

Sleep alone to get used to it again. Change tires alone to just learn how to do it. Make my own breakfast to get used to do it again. Change the CDs I hear in my car to forget about it. Cut my hair different just to look at the mirror and don't recognize me. Rent movies I never did just to feel I can do it without approval. Travel around the world without reccomendations. Listen 80's music all the time just to prove I don't need to turn on the radio. Drive just to feel I have some kind of control of my life. Go to a fancy restaurant and pay the bill just to remind me I can. Die my hair and pay for it only cuz' I can.

As you can see, I don't need no one to make me a hell of a catch.
Although, it makes life a little funnier.

domingo, novembro 15, 2009

What doesn't kill you...

Por que quando minha alma se entristece, os domingos são sempre chuvosos?
(...)

Nietzsche, grande pensador que passou tantos malefícios na vida, dizia: "what doesn't kill you, makes you stronger". Concordo. O que eu não concordo é com essa sensação de vazio, o coração acelerado, a dor de barriga e o desprezo pela comida que sinto toda vez que preciso encarar uma situação deveras difícil. Como se chover o domingo inteiro não bastasse...
Eu já passei por isso. Devia saber melhor. Devia ter ficado mais forte. Mas é sempre um baque... é sempre um amálgama de sentimentos ruins, a impotência, a dor, a nostalgia. Vontade de fugir.
Eu, com 24 anos. Vinte-e-quatro-anos. Não sou mais uma menina. Não tenho tempo para esperar alguém mudar de vida e então me acompanhar. Não tenho tempo pra brincadeiras, noites vazias. Não tenho! Daqui pra frente, a vida vai afunilando cada vez mais e é preciso ter sabedoria na hora de tomar certas decisões. Porque o tempo corre... o tempo é implacável.
Fico esperando que alguma coisa mude aqui dentro e eu possa entender melhor essas vicissitudes. Andei lendo um livro daqueles que, em outras épocas, eu repudiaria. É bem interessante. Dá vontade de mudar tudo: o cabelo, o guarda-roupa, o emprego, as músicas que ouço no carro. Mas aqui dentro, Deus, o que falta mudar?

Que idéias é preciso se incutir na cabeça para levar uma vida melhor, mais tranquila? Onde se consegue essa paz de espírito que tanto almejo? Depois de quantas decepções a gente finalmente aprende? HEIN?

Não, não vou chorar. Vou viver um dia após o outro. Vai me incomodar, eu sei. A posse e o ciúme, principalmente esses dois, são ervas daninhas que eu vou arrancar pela raiz do meu jardim. Não quero andar lado a lado com esses dois, nunca mais. Vou arrancar e jogar do outro lado do muro. Vou andar sozinha, eu sei... e escolho andar por onde vão meus pés.... vou sentir frio, medo, saudade e tudo isso. Mas de uma maneira boa, aprendendo. E quando eu voltar, espero ter aprendido não só outra língua, como também a viver a vida apenas por mim, sem necessitar ver aquele sorriso todos os dias pra me impulsionar.

Nessas horas vou olhar no espelho e lembrar que a pessoa mais importante da minha vida sou eu.

# Adeus, menino.

quinta-feira, novembro 05, 2009

shitty, shitty life.

It's a shitty life, after all.

Cansada. Tô vendendo a minha alma a preço de qualquer-coisa-sem-valor, em troca na verdade eu não quero dinheiro. Só quero paz de espírito.

Não tenho dúvidas que oficialmente minha vida virou um inferno. E não se trata do inferno astral, que dura cerca de um mês antes do seu aniversário e depois acaba quando finalmente esse dia chega.

O meu inferno parece durar muito mais.

Nem Dante saberia descrever com perfeição a inquietação de espírito que estou vivendo. Sinto que o mundo não foi nem um pouco justo comigo. Ninguém. Nem ele, nem minha mãe, nem minhas amigas, nem meu coração. Não consigo ver saída pra nada e nem mesmo estar escrevendo, o que me ajuda a organizar os pensamentos, está servindo.

Será que eu fiz tão má escolha assim?

Acredito que o pressuposto maior da vida seja o aprendizado. Se não tenho a liberdade de minhas escolhas, provavelmente nunca enfrentarei os entraves necessários para adquirir maturidade, sabedoria e mais outras qualidades interentes à vida adulta (oi, estou velha).

Cercear é um papel para poucos, diria quase que exclusivo dos pais em relação a filhos pequenos, talvez irresponsáveis, talvez sem senso algum.

E eu me pergunto em qual categoria me encaixo, se do subversivo provei tão pouco ou quase nada. Pergunto-me qual preço tenho de pagar, a quantia que devo devolver a quem se acha no direito de opinar, a partir do momento que atendi a todas as expectativas de quem queria ver algo de bom em mim. Deve ser, no entanto, um tanto dificultoso enxergar-me além.

Se eu tivesse três pedidos pra fazer nesse meu aniversário, eu os listaria:

1. Adiar o dia 6 de novembro em duas semanas, aproximadamente;

2. Colocar um chip na cabeça da minha mãe;

3. Não ter de trabalhar até de madrugada no dia que, em tese, deveria ser meu.


I feel like giving up.