sexta-feira, outubro 30, 2009

Looking for a painkiller.

Procurando um modo de matar a dor. Na hora, parece impossível. Daí então eu acho em um diário meu, já velho e desgastado pelo tempo, a seguinte frase:

Não importa quanta merda aconteça, eu sei que vou ficar bem”.

Sinto um tanto surreal ler isso, que veio na época de uma pessoa de 19 anos. Talvez o linguajar deixe a desejar, mas a idéia é boa...
Depois de refletir, sento. Meu rosto continua vermelho e eu odeio o fato de chorar e sempre ficar com o nariz igual o de rena de papai Noel.
Ouço musicas que sempre enlevaram meu astral, principalmente aquelas que deixei de ouvir por castração alheia.
Procuro meus DVDs do Sex and The City, que são fortes painkillers.
Jogo tudo de dentro da minha gaveta: as blusas, as cuecas, as meias. Tudo vai pro chão da cozinha ainda sem destino certo.
Também não vou à cozinha para me deparar com essas peças.
Ligo a televisão a procura de um programa satisfatório. No momento, pouca coisa satisfaz. Então não adianta.
Não posso ter tempo vago pois senão meus pensamentos me traem e eu já avisei a eles que não posso pensar sobre isso. Não quero. Senão o processo fica mais difícil.

Deito, agora escrevo. Chego à conclusão: esses truques externos não ludibriam meu coração, porque continuo precisando de um painkiller bem forte.
E eis que a resposta vem de uma maneira tão bonita, tão sincera e de uma pessoa tão próxima: eu mesma.

Porque encontrei algo que eu mesma escrevi e havia esquecido:

Existe algo que eu preciso dizer: você está mal, chorando, ou apenas desgostoso da vida. Ficar sozinho numa situação dessas é realmente difícil – e eu digo isso com conhecimento de causa – e até acredito que passar por essa dor seja necessário para o crescimento pessoal. Tudo que vem depois do coração ter afrouxado fica mais fácil.
Mas nunca é tão difícil quando os amigos estão presentes... eles até fazem espairecer pensamentos a respeito dos futuros entraves indispensáveis que teremos de passar quando a festa acabar, a luz apagar e a cama ficar mais sozinha.
Isso tudo eu falei pra dizer que eu tô feliz. Não sinto necessidade de me prender a vícios para me enganar; não sinto vontade de falar mal dos outros que me fizeram mal. Acredito que muitos me ensinaram bastante coisa. A maioria padeceu por motivos fortes e não fazem falta ou atormentam-me de forma alguma”.

Às vezes eu me surpreendo comigo mesma... e a minha capacidade de se recuperar.
Deus, meu bom Deus que sabe que falta apenas 7 dias para eu fazer 24 anos – ele sim sabe o que é melhor pra mim. Enquanto isso, eu faço a minha parte: espero, creio e conto com a ajuda dos amigos.

É isso.

terça-feira, outubro 27, 2009

Guess I'll hang my tears out to dry

When I want rain, I get sunny weather
I'm just as blue as the sky...
Since love has gone can't pull myself together
Guess I'll hang my tears out to dry.

Friends ask me out... I tell 'em I'm busy
I must get a new alibi.
I stay at home and ask myself: "Where is he?"
Guess I'll hang my tears out to dry.

* bom período frutífero vem aí pela frente.

quarta-feira, outubro 21, 2009

jazz...

Incrível como o jazz me acalma. Se a alma estiver perturbada, funciona como o melhor remédio de todos... fico quietinha como se tivessem me dado calmante. Reconfortante saber que existem tantas fontes alternativas para se relaxar, de forma que os tóxicos antes tão ovacionados (não por mim, sou nerd ok), não chegam nem aos seus pés.
Ouvir música boa sempre é melhor.
Ouvindo "Guess I'll Hang My Tears Out To Dry" eu de fato consigo me imaginar andando por uma calçada molhada de Nova York. Ah... que sonho...

Recomendo: "Quiet Nights", da Diana Krall e "Duets" do Frank Sinatra.