quinta-feira, dezembro 31, 2009

De Manaus pro mundo


Faltam algumas horas pra eu embarcar. A viagem vai ser longa. De Manaus pra São Paulo; São Paulo pra Toronto; Toronto pra Montréal... onde tudo é em francês, da língua até a cultura em seus mínimos detalhes.
Só de pensar no frio que tá fazendo agora por lá, fico com dor de barriga. Roupa de frio não falta, mas logo eu, que sempre fui friorenta no mundo, fico bem nervosa de pensar que vou vivenciar temperaturas baixíssimas como -10, -15...
Mas é isso. Conta como experiência. Finalmente vou colocar meu passaporte pra funcionar, sair da órbita brasileira e ver um pouco o mundo. Pretendo passar por New York (SONHO DA MINHA VIDA) durante um fim de semana, afinal, tirar o visto foi tão difícil e eu ainda nem o usei.
A saudade já bate mesmo antes de ir... da família, amigos, namorado (que dorme comigo tão gostoso sempre :~) e até da minha cama, do calor, de tudo. Preciso tentar. Preciso saber como é fazer bonequinho de neve, anjos no chão, tomar um café na Starbucks e afins.
Afinal, o mundo é grande demais e eu não posso ficar só aqui.

:)

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Esperar a espera

"Should I wait for you... my substitute for love?"
(Drowned World/Substitute For Love - Madonna)

Acho um tanto intragável ouvir, com certa frequência, que se deve fazer as coisas sem esperar nada em troca. É inegável e totalmente humano querer um reconhecimento, ainda que mínimo, pelos esforços ou até mesmo pequenas ações que fazemos em favor de outrem. Por que não?
Coloquei numa balança tudo que fiz até então. Foi coisa pra caramba. Não acho que tenha sido pouco ou muito, apenas fiz, de bom grado, por questões afetivas. Agora me pergunto: foi o suficiente para que eu possa esperar a minha espera? (a redundância foi proposital).
Mais uma vez, vou me apegar aos ditados populares: they say if you love someone, you let it go. If he comes back, he's yours; that's how you know.

Ei, acho que eu mereço um reconhecimento sim.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Impermanência

"My life, lonely life".

De nada material se pode levar dessa vida... absolutamente nada. Vira e mexe lembro daquela frase do "Clube da Luta", que muito me faz repensar sobre valores: "Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar coisas das quais não precisamos".
Um dia você ostenta. Tem 3 laptops, um iphone, um telão de LCD, anéis caros... e no outro dia chega em casa e não tem mais nada. Nada. Saber que a vida não é permanente pode nos trazer dor, mas quando pensa melhor, ela é tudo que temos.

Tudo é substituível. Até nós mesmos.
Qualquer dia vai vir uma (coloque o nome do seu desafeto aqui) e vai substituir o seu local, que você considerava tão único graças a todos os traços da sua personalidade. E tudo vai ficar só guardado na lembrança e até isso é impermanente.

Se a vida é tão única e volátil, por que vivemos cercados de tanta mediocridade?
Nothing lasts forever.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Catch

"To do, what the others do.
To lie like the others do to me.
To fake like the others do.
To steal like the others do to me.
To act like the others do.
To kill like the others do to me
To bribe like the others do"
(Hellbitat - MindFlow)

Sleep alone to get used to it again. Change tires alone to just learn how to do it. Make my own breakfast to get used to do it again. Change the CDs I hear in my car to forget about it. Cut my hair different just to look at the mirror and don't recognize me. Rent movies I never did just to feel I can do it without approval. Travel around the world without reccomendations. Listen 80's music all the time just to prove I don't need to turn on the radio. Drive just to feel I have some kind of control of my life. Go to a fancy restaurant and pay the bill just to remind me I can. Die my hair and pay for it only cuz' I can.

As you can see, I don't need no one to make me a hell of a catch.
Although, it makes life a little funnier.

domingo, novembro 15, 2009

What doesn't kill you...

Por que quando minha alma se entristece, os domingos são sempre chuvosos?
(...)

Nietzsche, grande pensador que passou tantos malefícios na vida, dizia: "what doesn't kill you, makes you stronger". Concordo. O que eu não concordo é com essa sensação de vazio, o coração acelerado, a dor de barriga e o desprezo pela comida que sinto toda vez que preciso encarar uma situação deveras difícil. Como se chover o domingo inteiro não bastasse...
Eu já passei por isso. Devia saber melhor. Devia ter ficado mais forte. Mas é sempre um baque... é sempre um amálgama de sentimentos ruins, a impotência, a dor, a nostalgia. Vontade de fugir.
Eu, com 24 anos. Vinte-e-quatro-anos. Não sou mais uma menina. Não tenho tempo para esperar alguém mudar de vida e então me acompanhar. Não tenho tempo pra brincadeiras, noites vazias. Não tenho! Daqui pra frente, a vida vai afunilando cada vez mais e é preciso ter sabedoria na hora de tomar certas decisões. Porque o tempo corre... o tempo é implacável.
Fico esperando que alguma coisa mude aqui dentro e eu possa entender melhor essas vicissitudes. Andei lendo um livro daqueles que, em outras épocas, eu repudiaria. É bem interessante. Dá vontade de mudar tudo: o cabelo, o guarda-roupa, o emprego, as músicas que ouço no carro. Mas aqui dentro, Deus, o que falta mudar?

Que idéias é preciso se incutir na cabeça para levar uma vida melhor, mais tranquila? Onde se consegue essa paz de espírito que tanto almejo? Depois de quantas decepções a gente finalmente aprende? HEIN?

Não, não vou chorar. Vou viver um dia após o outro. Vai me incomodar, eu sei. A posse e o ciúme, principalmente esses dois, são ervas daninhas que eu vou arrancar pela raiz do meu jardim. Não quero andar lado a lado com esses dois, nunca mais. Vou arrancar e jogar do outro lado do muro. Vou andar sozinha, eu sei... e escolho andar por onde vão meus pés.... vou sentir frio, medo, saudade e tudo isso. Mas de uma maneira boa, aprendendo. E quando eu voltar, espero ter aprendido não só outra língua, como também a viver a vida apenas por mim, sem necessitar ver aquele sorriso todos os dias pra me impulsionar.

Nessas horas vou olhar no espelho e lembrar que a pessoa mais importante da minha vida sou eu.

# Adeus, menino.

quinta-feira, novembro 05, 2009

shitty, shitty life.

It's a shitty life, after all.

Cansada. Tô vendendo a minha alma a preço de qualquer-coisa-sem-valor, em troca na verdade eu não quero dinheiro. Só quero paz de espírito.

Não tenho dúvidas que oficialmente minha vida virou um inferno. E não se trata do inferno astral, que dura cerca de um mês antes do seu aniversário e depois acaba quando finalmente esse dia chega.

O meu inferno parece durar muito mais.

Nem Dante saberia descrever com perfeição a inquietação de espírito que estou vivendo. Sinto que o mundo não foi nem um pouco justo comigo. Ninguém. Nem ele, nem minha mãe, nem minhas amigas, nem meu coração. Não consigo ver saída pra nada e nem mesmo estar escrevendo, o que me ajuda a organizar os pensamentos, está servindo.

Será que eu fiz tão má escolha assim?

Acredito que o pressuposto maior da vida seja o aprendizado. Se não tenho a liberdade de minhas escolhas, provavelmente nunca enfrentarei os entraves necessários para adquirir maturidade, sabedoria e mais outras qualidades interentes à vida adulta (oi, estou velha).

Cercear é um papel para poucos, diria quase que exclusivo dos pais em relação a filhos pequenos, talvez irresponsáveis, talvez sem senso algum.

E eu me pergunto em qual categoria me encaixo, se do subversivo provei tão pouco ou quase nada. Pergunto-me qual preço tenho de pagar, a quantia que devo devolver a quem se acha no direito de opinar, a partir do momento que atendi a todas as expectativas de quem queria ver algo de bom em mim. Deve ser, no entanto, um tanto dificultoso enxergar-me além.

Se eu tivesse três pedidos pra fazer nesse meu aniversário, eu os listaria:

1. Adiar o dia 6 de novembro em duas semanas, aproximadamente;

2. Colocar um chip na cabeça da minha mãe;

3. Não ter de trabalhar até de madrugada no dia que, em tese, deveria ser meu.


I feel like giving up.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Looking for a painkiller.

Procurando um modo de matar a dor. Na hora, parece impossível. Daí então eu acho em um diário meu, já velho e desgastado pelo tempo, a seguinte frase:

Não importa quanta merda aconteça, eu sei que vou ficar bem”.

Sinto um tanto surreal ler isso, que veio na época de uma pessoa de 19 anos. Talvez o linguajar deixe a desejar, mas a idéia é boa...
Depois de refletir, sento. Meu rosto continua vermelho e eu odeio o fato de chorar e sempre ficar com o nariz igual o de rena de papai Noel.
Ouço musicas que sempre enlevaram meu astral, principalmente aquelas que deixei de ouvir por castração alheia.
Procuro meus DVDs do Sex and The City, que são fortes painkillers.
Jogo tudo de dentro da minha gaveta: as blusas, as cuecas, as meias. Tudo vai pro chão da cozinha ainda sem destino certo.
Também não vou à cozinha para me deparar com essas peças.
Ligo a televisão a procura de um programa satisfatório. No momento, pouca coisa satisfaz. Então não adianta.
Não posso ter tempo vago pois senão meus pensamentos me traem e eu já avisei a eles que não posso pensar sobre isso. Não quero. Senão o processo fica mais difícil.

Deito, agora escrevo. Chego à conclusão: esses truques externos não ludibriam meu coração, porque continuo precisando de um painkiller bem forte.
E eis que a resposta vem de uma maneira tão bonita, tão sincera e de uma pessoa tão próxima: eu mesma.

Porque encontrei algo que eu mesma escrevi e havia esquecido:

Existe algo que eu preciso dizer: você está mal, chorando, ou apenas desgostoso da vida. Ficar sozinho numa situação dessas é realmente difícil – e eu digo isso com conhecimento de causa – e até acredito que passar por essa dor seja necessário para o crescimento pessoal. Tudo que vem depois do coração ter afrouxado fica mais fácil.
Mas nunca é tão difícil quando os amigos estão presentes... eles até fazem espairecer pensamentos a respeito dos futuros entraves indispensáveis que teremos de passar quando a festa acabar, a luz apagar e a cama ficar mais sozinha.
Isso tudo eu falei pra dizer que eu tô feliz. Não sinto necessidade de me prender a vícios para me enganar; não sinto vontade de falar mal dos outros que me fizeram mal. Acredito que muitos me ensinaram bastante coisa. A maioria padeceu por motivos fortes e não fazem falta ou atormentam-me de forma alguma”.

Às vezes eu me surpreendo comigo mesma... e a minha capacidade de se recuperar.
Deus, meu bom Deus que sabe que falta apenas 7 dias para eu fazer 24 anos – ele sim sabe o que é melhor pra mim. Enquanto isso, eu faço a minha parte: espero, creio e conto com a ajuda dos amigos.

É isso.

terça-feira, outubro 27, 2009

Guess I'll hang my tears out to dry

When I want rain, I get sunny weather
I'm just as blue as the sky...
Since love has gone can't pull myself together
Guess I'll hang my tears out to dry.

Friends ask me out... I tell 'em I'm busy
I must get a new alibi.
I stay at home and ask myself: "Where is he?"
Guess I'll hang my tears out to dry.

* bom período frutífero vem aí pela frente.

quarta-feira, outubro 21, 2009

jazz...

Incrível como o jazz me acalma. Se a alma estiver perturbada, funciona como o melhor remédio de todos... fico quietinha como se tivessem me dado calmante. Reconfortante saber que existem tantas fontes alternativas para se relaxar, de forma que os tóxicos antes tão ovacionados (não por mim, sou nerd ok), não chegam nem aos seus pés.
Ouvir música boa sempre é melhor.
Ouvindo "Guess I'll Hang My Tears Out To Dry" eu de fato consigo me imaginar andando por uma calçada molhada de Nova York. Ah... que sonho...

Recomendo: "Quiet Nights", da Diana Krall e "Duets" do Frank Sinatra.

segunda-feira, agosto 03, 2009

"Me sinto melhor agora..."

Levantei. Olhei pro relógio e ainda eram 7h30. Meu trabalho começa às 9h, então essa seria uma hora razoável para levantar porque fazendo as contas: 15 minutos pro banho (de manhã não lavo o cabelo), 15 minutos pra se aprontar, 15 minutos pra fazer o café, 15 minutos pra comer.
Sair 8h30 de casa, às vezes 8h35, 8h40.
Dirigir observando a mesma paisagem já cansada. As mudanças ficam somente por conta das obras do governo que, no momento, mais atrapalham do que ajudam. Fica difícil ver algum benefício além. Além do que aquela confusão.

"Fica difícil ver algum benefício além da confusão..."

Penso nisso enquanto dirijo.
Na verdade o que incomoda é imaginar como as coisas se mostram estranhamente calmas depois da tempestade. As situação não é cômoda. Ela é mascarada pela falsa comodidade. A falsa aceitação: vamos fingir que está tudo bem para não gerar mais confusão.
Mas nem o coração, nem a lembrança mentem.
Basta um fio de memória para borrar a linha entre o cômodo e o sentimento de angústia. Precisa de tão pouco para isso acontecer...
Me faz pensar que é na atual situação é muito mais fácil ficar triste do que feliz. Pior: por escolha própria.

Volto e volto e volto os três primeiros segundos da música "Pursuit of Happiness", do Nuno Bettencourt, só pra ouvir ele falando: "I feel better now".
Dá pra me enganar com isso. Me sinto melhor agora.



"Força para vencer meus medos, ainda que a maré esteja alta.
Estou nadando de volta para a vida outra vez e abaixo.
(...)
Aprender o que fazer à medida que as coisas vão acontecendo, mas não há professor para orientar.
Ansiar, cair ao longo do caminho enevoado
Tão difícil de ver com os meus próprios olhos ...


Pare de olhar para trás
E dê continuidade ao show
É a única maneira, para que assim a vida flua adiante.
Ser o salvador de seus próprios,
Ninguém vai te dar brilho,
É uma coroa que você tem de construir sozinho"

(2nd Dawn)

sexta-feira, maio 22, 2009

Dúvida

Os impropérios que falamos quando estamos com raiva...

São merdas que cuspimos porque estamos de cabeça quente
ou
São verdades que ficam entaladas na garganta e explodem?

suplico que alguém me ajude a desvendar esse questionamento.

...

terça-feira, abril 28, 2009

Culpa?

"So you wanna be a rock'n'roll star?
Well listen now to what I say:
Just get an electric guitar and take some time
And learn how to play...
Just learn how to play".
(Counting Crows)

Gostaria que fosse assim descomplicado seguir certos caminhos, tomar certas decisões. E nestes momentos de maior confusão mental, a quem você recorre?

...

À família, aos amigos, ao namorado...?
E quando nenhum destes está disponível, como um servente que corre para atender os caprichos do amo, o que você faz?

...

1. Resolve sozinho;
2. Pede ajuda de estranhos ou menos chegados;
3. Chora;
4. Fica estressado.


Se você acha que a terceira opção é a dos mais fracos, então pode me tirar da sua lista.
Faltam-me forças. Quero poder furar o pneu no meio da noite e não ser crucificada por isso, seja lá se a culpa foi do buraco, se foi da velocidade, se foi do prego.
O pneu furado é só o catalisador de uma situação que se aproxima cada vez mais, à medida que as pessoas se afastam.

Se ter 23 anos e errar é pior do que ter 17 e errar, então assumo: quero voltar a ser criança.
Pelo menos quando eu podia me considerar uma, quando quebrava pratos dentro de casa, mamãe dizia: "Calma, filha. Não tem problema. Não precisa chorar".

Maldito sentimento de culpa que me persegue desde sempre.
Reviravoltas...


.

sexta-feira, abril 24, 2009

Alto, bem alto.

Well, faz muito tempo que eu não atualizo isso. Vira e mexe eu me dou conta que o meu período literário mais frutífero coincide com o de maior sofrimento. Uns dizem que a dor implica crescimento; pra mim, não só isso, como também um grande número de textos filosóficos e de auto-conhecimento.
De qualquer forma, é uma puta injustiça deixar meu blog desatualizado só porque encontro-me feliz. Não é uma felicidade idealizada, claro. There is no such thing. Digo, parafraseando a Charlotte York (Sex and the City), que posso não ser feliz um dia inteiro, mas sou feliz todos os dias. Mesmo quando, erroneamente, invento de colocar todos os problemas em uma cesta só - o que faz com que uma espécie de lente de aumento recaia sobre eles. Ainda que merdas aconteçam, sempre existe alguma coisa legal pra se segurar.
Então aí vai: estava vasculhando algumas músicas antigas aqui no meu laptop (músicas antigas no sentido de que faz tempo que eu não as ouço, não necessariamente velhas pelo tempo que foram lançadas no mercado). Encontrei umas bem nostálgicas, com destaque para "High", do The Cure. Costumava a classificar essa música como a número 1 para se apaixonar. Ela me foi indicada por um grande amigo, de muito bom gosto, cuja indicação inclusive me faz colocá-la no topo da minha matéria "Trilha Sonora do Amor", publicada no Dia dos Namorados de 2007. Quando eu mesma nem tinha um...
Agora eu entendo o porquê de ter me apaixonado por essa música. Desde o comecinho já dá pra sentir a magia... e as frases entrelaçadas, às vezes bobinhas, mas sinceras. Como se fosse o caso de duas crianças se apaixonando. Quem sente, entende.
Músicas bonitinhas fazem o meu dia melhor ainda que tudo esteja uma bosta.

...

The Cure - High


When I see you sky as a kite
As high as I might
I can't get that high
The how you move
The way you burst the clouds
It makes me want to try

When I see you sticky as lips
As licky as trips
I can't lick that far
But when you pout
The way you shout out loud
It makes me want to start
And when I see you happy as a girl
That swims in a world of magic show
It makes me bite my fingers through
To think I could've let you go

And when I see you
Take the same sweet steps
You used to take
I say I'll keep on holding you
My arms so tight
I'll never let you slip away

And when I see you kitten as a cat
Yeah as smitten as that
I can't get that small
Tthe way you fur
The how you purr
It makes me want to paw you all
And when I see you happy as a girl
That lives in a world of make-believe
It makes me pull my hair all out
To think I could've let you leave

And when I see you
Take the same sweet steps
You used to take
I know I'll keep on holding you
In arms so tight
They'll never, never let you go...

quarta-feira, março 04, 2009

...

Talkin' to herself, there's no one else who needs to know; 
She tells herself...

Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along
Swears she knew it, now she swears he's gone
She lies and says she's in love with him, 
Can't find a better man
She dreams in color, she dreams in red
Can't find a better man

Can't find a better man.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

F*cking ex-girlfriends

Mudei de idéia. Pelo menos momentaneante.
Eu quero sim que as ex-namoradas se fodam. Porque elas aparecem em todo o lugar, como baratas, formigas ou qualquer bicho nojento que se profilere sem o meu consentimento. Ainda que feias, ainda que tenham namorados atuais, ainda que estejam em outra cidade, ainda que proclamem não ter mais nenhum interesse no meu... man, não dá. Elas não me convencem. Elas sempre vêm com um jeitinho meloso, educado ao extremo, falando "oizinho" pelo msn, ou quando pior, achando que não tem problema algum em chamar o ex delas (a.k.a MEU atual) de coisas que elas julgam ser apenas "educação". Olha... agora virou educação chamar alguém de amor? Ótimo, então quando encontrar meu chefe ou um professor pela faculdade, vou chamá-los de amor.

(ia ser bizarro demais).

Em toda a história da humanidade eu só consegui ficar amiga de UMA ex-namorada de namorado. Mas porque as circunstâncias me obrigaram a isso. A garota simplesmente começou a namorar meu irmão, ou seja, virou minha cunhada. E não é muito saudável se indispor com cunhada, né? Experiência própria. Claro que quando o namoro deles terminou, nossa amizade também não ficou lá esses barés todos.

Eu sei que soa infantilidade, essas pobre coitadas são apenas pessoas (no meu caso, apenas meninas, jovens demais da conta pra bater boca) que passaram pela vida do namorado. Ninguém tá livre da possibilidade de um dia, sentar no banco das ex's ao lado delas. O negócio é que, enquanto eu to no jogo, eu não aceito nhenhenhem pro lado do meu namorado.

E tenho avisado. >:/

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Metade da laranja


Então, eu sempre tive um certo temor de casamento. Porque eu sei que as pessoas enjoam umas das outras, acabam identificando maus hábitos e com o tempo eles acabam se tornando repulsivos.
Mas, lá dentro, bem lá dentro, eu guardava aquela pequena ilusão de que quando você encontra a pessoa certa, aquela que te faz um bem imenso... isso tudo iria passar. A ansiedade não ia pegar no pé por você ter medo de perdê-la, e sim, porque você em breve vai vê-la... mesmo que tenha passado a manhã inteira na cama, abraçando, vendo TV, dizendo que ama... quando ela vai embora, dá um aperto... daí as borboletas vêm... e quando ela volta, tudo fica melhor, mais gostoso, mais colorido.

Queria isso tanto quanto tinha medo de um dia conseguir e no outro perder.

Eu juro, juro que às vezes eu duvido do "pra sempre". Às vezes imagino coisas demais, fico viajando sobre o futuro e não tenho certeza de como vai ser. Ultimamente a minha única certeza, no entanto, é de que eu quero uma pessoa específica do meu lado. Sabe como é? Não consigo enjoar do sorriso, do abraço, das manhãs, de nada nadinha. Nem a longo prazo.

Isso me assusta tanto quanto me conforta... nunca foi desse jeito. Tão perfeito.

Em tempos anteriores, eu imaginaria isso como apenas sorte. Ainda iria amaldiçoar todas as ex-namoradas e pensar que tinha ganho na loteria. Elas que se fodam. Mas eu sei que não se trata apenas de sorte: é você ter o que merece. Depois de tanta merda que aconteceu... como eu mesmo achava que a vida era uma merda há exatamente dois anos. Hoje não. Não vou negar que eu tenho medo de que tudo isso vá embora, porque encaixa tão bem, porque é tão perfeito, que eu PRECISO disso a perder de vista.

Hoje eu não quero que ex-namorada nenhuma se foda; quero a felicidade a longo prazo pra mim e pros outros, então só desejo que todo mundo seja agraciado com os mesmos sorrisos que eu dou todos os dias. Com ele, eu juro que casaria sem medo algum.

Nunca é tarde para ser feliz!