segunda-feira, setembro 22, 2008

Amor de rotina

"Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'"
(música manjada.com)

Eu sou idealista mesmo, daquelas bem sonhadoras que sempre quebram a cara quando entram em contato com a realidade. Idealizo com todas as minhas forças aquele beijo de manhã, aquele abraço, aquele cinema no fim da tarde, aquela surpresa em plena quarta-feira, aqueles elogios mentirosos que só existem mesmo pra deixar a gente convencida de que é importante,bela, foda, "legal", whatever. Esse mundo de fantasia muito me atrai e deve atrair a muita gente também, que idealiza o relacionamento perfeito.
Claro que essa é uma utopia das boas. Nem sempre a gente acorda de bom-humor, com o hálito e aparência mais agradáveis pra dar aquele beijão de manhã, certo? Daí prefere virar pro outro lado e continuar dormindo até que a obrigação do dia-a-dia nos expulse da cama.
Ah, a rotina. Sempre fodendo a nossa vida. Sempre deixando o romantismo escoar pelo ralo, escorrer por entre os dedos. O que um dia foi uma dor de barriga louca (mais conhecida como borboletas no estômago) dá lugar ao comodismo - e esse é um dos meus maiores medos. A certeza de que a pessoa vai estar lá, em vez de ser reconfortante e instigante, acaba sendo o lugar-comum. Me pergunto se é aí que a paixão vira amor, ou se o amor, é assim mesmo, meio enfadonho.
Acaba que eu fico sempre procurando por aquele friozinho na barriga numa forma de ludibriar a rotina, mesmo que seja uma brecha pequena, uma fenda que só mesmo quem muito ama e quer manter isso, acha. O amor precisa, melhor, NECESSITA de uns empurrõezinhos que façam com que o carrinho ganhe força pra vencer os altos e baixos dessa montanha russa que é o relacionamento. Porque se contentar com só o que a rotina traz é pouco demais.

Só "eu te amo" não basta... nunca bastou...

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