terça-feira, julho 29, 2008

Letting go...


"To let go... the hardest task in our lives.
Letting go the things that we love or yet,
Accept the things that we deslike to the point we can't feel anything anymore (...)

Know life is impermanent and hold it on only bring us pain".


Isso tá escrito no encarte do "Mind Over Body", segundo CD da MindFlow. O desapego ("to let go"), de fato, é uma das mais difíceis - senão, a mais - tarefas da vida. Chega certo ponto em que nos apegamos tanto a coisas e pessoas que é praticamente impossível nos imaginar sem elas. Mas elas irão embora. Impreterivelmente. É disso que se trata essa citação de cima... e até da MindFlow também tive de me desapegar.

A história de desapego não fazia muito parte da minha realidade até eu conhecer alguém que me falava diariamente que esse é um princípio do budismo - não que isso me interesse, mas passei a entender melhor do que se trata. Eu também devia imaginar que se a pessoa internaliza tanto o desapego a coisas e pessoas, iria, no mínimo, se desapegar de mim também. Com facilidade, como foi o que aconteceu.


"Lovers always come and lovers always go
And no one is really sure who's letting go today
Walkin' away..."
(November Rain - Guns'n'Roses)


E a despeito de idas e vindas, o desapego continua presente. Às vezes me parece tão dolorido imaginar que tudo que eu mais gosto... todas as minhas coisinhas, todas as pessoas que eu não sei viver sem, todas as minhas paixões - desde as mais fúteis até às vitalíssimas - tudo, tudo algum dia vai embora. E eu não saberia te dizer se eu aguentaria ficar sozinha, só que, depois de tanto adeus eu sei. Se dói? Bem, ainda dói. Não em mim; no meu subconsciente.

Nesses momentos mais confusos eu tento lembrar do que outro (outro mesmo) alguém me disse: tudo na vida é aprendizado. E também o outro que disse que existe o tal do desapego, e ainda outro que dizia que todo mundo é substituível. Eu podia odiar todos os meus ex-namorados ou mesmo desprezá-los, no entanto hoje sei que aprendi muita coisa com eles. Desde princípios do budismo (que até hoje não li nenhum dos sites indicados), a comer banana com nutella, descobrir novas bandas, conhecer lugares que nunca havia ouvido falar, descobrir que passar a madrugada inteira apenas conversando pode ser ótimo, que comida japonesa, de fato, é muito bom...

Eu só preciso falar um pouco mais do desapego hoje porque de tudo que aprendi, esse foi o único tópico que nem uma vida inteira pode me fazer compreender com naturalidade.

Já não sinto mais nada; é como se apenas um vento batesse ao pé da orelha quando penso no passado. O presente é gostoso e o futuro promissor, não há o que se devanear, imaginar o que poderia ter sido do passado. Difícil mesmo é imaginar que isso tudo, algum dia, vai embora.


"Cuz nothing lasts forever, even cold november rain".

terça-feira, julho 08, 2008

Anti-moema army

Há uns anos, uma ex-paixão minha tinha uma namorada que me lembrava a Vanessa Giácomo, do remake de "Cabocla". Em versões amazônicas, a menina era apática, sem cor, sem graça, sem brilho. Mas ele estava com ela há séculos; com ela casou e hoje tem uma família.
Pejorativamente, eu sempre questionava onde estava a "cabocla", que nunca saía com ele (músico, fazia show umas 3 vezes por semana), nunca ninguém ouvia falar dela. O fato é que ele simplesmente a deixava em casa, passeava por diversos braços e abraços (meus, da cidade inteira...) sob os olhos de toda a sociedade amazonense e voltava para casa de madrugada como se nada tivesse acontecido. A despeito das fofocas, ela fechava os olhos e sorria, tudo pelo bem do namoro.

Por um lapso cômico, uma vez uma amiga confundiu a expressão "cabocla" com "moema", que acabou pegando. Hoje em dia a gente brinca que "mulher sem graça", passiva, manipulável e que nunca, nunca dá dor de cabeça pro homem é MOEMA!

À primeira vista, qualquer representante do sexo masculino vai virar e dizer: eu nunca vou querer uma mulher dessas. Será mesmo? Nos últimos tempos tenho visto que elas são as "melhores opções" para eles. De fato: nem feias nem lindas, fáceis de lidar, que não chamariam a atenção nem do teu melhor amigo. Conheço muitos dos que se auto-proclamam revoltosos mediante a esta análise e posso dizer que pelo menos uma boa parte já cuspiu no prato que comeu. E continua comendo, com cuspe e tudo.

Tenho certa ojeriza tanto com relação aos homens que gostam das moemas quanto a elas próprias. Tem gente que vai dizer que é despeito; mas na verdade, eu tenho pena de uma mulher que carrega o ar de superior só porque é "namorada de alguém" sem saber que quando vira as costas, é chamada de idiota pelos outros. Imaginou? Pois é, em algum momento da sua vida você-mulher-foda vai ser trocada por uma moema.

Terrível a sensação de ter o tomar lugado por alguém medíocre, mas ei, quem é chamada de idiota pelas costas... são elas. O mais engraçado é que geralmente elas são passivas de adultério, maioria das vezes porque os caras precisam de um certo colorido na vida sem graça com as moemas, né? Daí vai da cabeça de cada um se permitir tal situação.

Mas calma, nem tudo está perdido... Pelo menos existem alguns homens que me deixam orgulhosa; preferindo brigar fodidamente no meio da rua, se acabar de chorar, mas enfim, RESOLVER uma situação e não fingir que nada acontece só pra manter a fachada de namoro perfeitinho. Sabe qual é? Esses são os namoros bons, que podem até não durar anos (esses que duram anos, se forem com moemas, usualmente são empurrados com a barriga...), porém são intensos e apaixonantes até a última gota.

Os "namoros perfeitinhos" de perfeitos não têm nada. Moemas são traídas até por outras moemas. O legal mesmo é ver isso tudo de fora e ainda rir da cara delas pelas costas, porque apesar da pena, eu também as acho idiotas. Moemas, vergonha da classe feminina! Cadê o ar de superiodade de vocês agora?

Get real!

segunda-feira, julho 07, 2008

Superproteção da amizade


“I didn’t mean to hurt you

I’m sorry that I made you cry”

Esse negócio de superproteção é foda. O que eu posso dizer? Dói muito ver alguém que eu amo sofrendo. Então me dá vontade de pegar todo aquele sofrimento e tomar pra mim, ou pelo menos uma pequena parte, só pra aliviar um pouco a agonia daquela pessoa. Parece exagerado, mas ei... eu sou exagerada mesmo, faz parte do meu show.
Hoje eu acordei com dois roxos no braço, resultado de alguém que pegou muito forte no meu pulso pra me segurar, pra me frear. Porque eu queria sair correndo só pra tentar amenizar a minha revolta compartilhada nem que se fosse batendo num grande amigo meu, uma vez que nem ele nem ninguém vai entender o quanto dói ver sua melhor amiga chorando, senão você. Não é mesmo?
Eu sei que as pessoas acham que a gente não deve se meter nesse tipo de coisa, mas quando você ficar sozinho com um rombo enorme no coração, vai dar valor a quem dá na cara de quem te faz chorar.

Já sinto como se um pedaço do meu coração tivesse se perdido em algum lugar ou momento do passado, mais precisamente, de ontem.

quarta-feira, julho 02, 2008

;/

Música emo para embalar momento emo.

"Should've done something, but I've done it enough
By the way, your hands were shaking
Rather waste sometime with you"

...

* forças esgotadas, porém, todas as forças utilizadas. não se pode ganhar sempre.