segunda-feira, maio 26, 2008

Sinusite, trabalho, poeira, irritação.


To puta mesmo e não consigo disfarçar. Me conta, como é que uma injustiça tão grande acontece debaixo do nariz de todo mundo e ninguém fala nada?Aliás, retificando – se todo mundo falasse ainda assim não adiantaria – como ELA não fala nada? A culpa é toda dela. Dela e de mais ninguém. Cabeça fechada, falta de conhecimento (cultura, cof cof), insegurança, falta de ética. Uma figura só concentra isso tudo. E nós devemos obedecer a ela, afinal, sua rede de relacionamentos bem articulada a coloca em posição de fazer o que mais lhe parece certo.

Quem sabe se todos nós dentro desse cubículo empoeirado, que tanto maltrata meu nariz, fossemos tão dissimulados a ponto de aceitar conversas vazias (de mentes vazias), também tivéssemos uma alta posição em troca? A mesma posição dela, que acredita sempre (pelo menos nesse cubículo empoeirado) ser superior à gente. Ela precisa de cada um de nós, é fato. Mas não percebe isso até que alguém saia pela porta e diga que encontrou um lugar melhor, mais justo, mais digno. Daí ela considera uma traição, reclama, xinga e logo procura um tapa-buraco que logo será seu capacho.

Odeio. Odeio tanto que desconfio que toda essa dor na minha cara não é sinusite: é raiva. Pois enquanto ela acha esse emprego a oitava maravilha do mundo, melhor ir preparando uma lista de reclamações póstumas, porque eu também vou fechar essa porta e vou embora. Para um lugar melhor, mais justo, mais digno.

segunda-feira, maio 05, 2008

Perdi

“Still believe you lost in me, everything
Love: field of lull”


Perdi tudo. Perdi a força, a vitalidade, os sorrisos. Perdi as dores. Perdi os sonhos. Perdi o respeito. Perdi os planos. Perdi o compasso também.

O coração se envolve numa parede de concreto de forma que nada nem ninguém consegue transpassá-la. Entrave criado por mim mesma, devidamente embebido por situações sugeridas igualmente pela minha pessoa. Cansei, cansei.

Quero um mês trancada num quarto com um estoque grande de bananas, nutella, baré, água, um puff e um laptop sem internet com o qual fosse possível escrever e jogar bloomin’gardens.

Cansada, deito minha cabeça e chamo de casa qualquer abraço que melhor me aprouver.

Vou-me.