quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Música, música, música

Ontem à tarde eu tive a confirmação de que o Whitesnake vem para a capital baré em maio deste ano. Especulações sempre existiram, apesar d’eu ter ouvido há tempos da boca do meu amigo produtor de shows que a iniciativa realmente rolaria até meados de 2008. Pois bem. Fofocas à parte, devo afirmar que extasiada é pouco pra definir o meu estado de espírito ao conversar com ele ontem por telefone e ouvir o “é verdade, está confirmado”. Enlevada é pouco ao me imaginar ouvindo uma das bandas da minha santíssima trindade de novo, mesmo que o Coverdale já tenha apontado o dedo pra mim em uma noite fervorosa de setembro de 2005 no Rio de Janeiro. Eu já vi o Whitesnake. Mas como descrever a emoção de você ouvir músicas que ama ao vivo? Nunca vai haver nada igual. É como o Angra, que mesmo depois de sete shows no meu currículo, ainda me faz chorar.

Minhas colegas de trabalho insistiam em achar exagero tanta empolgação depois que recebi a notícia. Rebati: “É porque vocês não amam música tanto quanto eu”. A tréplica veio, logo da repórter que também é cantora. “Eu também amo...”. Ok, disso eu não duvido, do contrário, ela não gastaria as poucas horas vagas que tem para colocar o gogó em prática e cantar. E ela canta bem, não discordo. Mas amar música com todo o seu âmago, viver disso e pra isso, eu não sei juro, não sei se existe alguém que eu conheça que tenha tanta devoção como eu.

Como explicar isso?

Tem dias que eu me pego tentando entender como eu poderia descrever a paixão que sinto pela música. Paixão não; paixão é vil, ela vem, te arrasa e vai embora. O amor fica. Amor, companheirismo, fidelidade... é isso que consta na minha definição de sentimentos quanto às notas musicais e tudo que as envolve.

Não conseguiria trabalhar com outra coisa. Consigo me ver facilmente neste meio até os meus anos mais tardios, onde a música é trabalho, amor, diversão e vida. Não consigo me imaginar de outro jeito, não. E se o homem é fruto do meio em que se encontra, eu sou a tese de que encontro no meu estilo music addicted tudo que preciso. Tudo.

Creio que conhecer uma música nova que toque a alma é quase o mesmo que se apaixonar. Pelo menos pra mim. Eu fico com dor de barriga só de ouvir a música. Quero conhecer tudo a respeito, tentar entender o que o artista estava pensando quando a compôs e tenho vontade de escrever na letra em todos os lugares possíveis e imagináveis. A gente não fica um pouco obcecado pela pessoa quando se apaixona? Comigo é o mesmo com relação à música...

Perdi a conta das vezes que ouvi uma canção quando senti que ela me fazia sentir diferente. Perdi conta das vezes que ouvi nos anos passados (hoje sem tanta freqüência, porque evolução é a base da vida e estou sempre aberta à novidades) “I Remember You”, do Skid Row; “The Scientist”, do Coldplay; “Don’t Cry”, do Guns’n’Roses; “Time” do Pink Floyd; “Hallowed be Thy Name”, do Iron Maiden; “Live Forever” do Oasis; “Ironic” da Alanis Morissette”; “Miss You Love”, do Silverchair; “Black Sabbath” do Black Sabbath, “Perfect Strangers” do Deep Purple...

Perdi a conta das vezes que obriguei meus vizinhos (eu não conheco o volume baixo no meu aparelho de som) a conhecerem músicas como “Holy Land”, do Angra; “2nd Dawn” da MindFlow; “Spirits of Sorrow”, do Glory Opera; “Cemetery Gates”, do Pantera; “Man in The Box”, do Alice in Chains ; “Don't Stop Me Now”, do Queen; “Epic” do Faith no More; “Adeus, Menino” da Luiza Possi; “Fool For Your Loving”, do Whitesnake... e também não sei mais quantas vezes fiquei na frente do espelho treinando air guitar ao som de “Tender Surrender”, do Steve Vai; “No Gravity” do Kiko Loureiro; “Prelude do April” do Malmsteen e ainda tentando tocar a bateria de “October 17th” da MindFlow...

Perdi a conta das vezes que cantei por esses tempos os que considero meus “novos hinos”, como “Hollow Years”, do Dream Theater; “Dolphins Cry”, do Live; “The Odyssey”, do Symphony X; “Nothing Can Keep Me From You”, do Kiss; “Dea Pecuniae” do Pain of Salvation, “Lift U Up” do Gotthard...

Enfim, eu não saberia precisar quantas músicas já me proporcionaram borboletas no estômago, mas eu posso afirmar que foram muitas, muitas e sempre... sempre vem uma que eu acho que eu vou ouvir até o fim dos meus dias, daí vem outra e pega lugar de honra no meu iPod. De vez em quando eu acho que só a música salva, principalmente em horas que falta pouco pra eu enlouquecer.
Talvez esse texto seja em vão...
Nunca ninguém vai entender o quanto eu amo música.

ouvindo: minha mais nova descoberta, Crashdiet.

4 comentários:

Malabei disse...
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Renata Paula disse...

vc esqueceu de "I fly with you"do gigi d`agostino.. hahahahha

Ivan disse...
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Hugo V. disse...

adoro música, representão momentos, sentimentos, pessoas, cheiros, cores, tudo na vida... my head is home and you just drink alone... no you dont! ;)

hot kisses