terça-feira, janeiro 29, 2008

"Nothing can keep me from you..."


Um dos meus sonhos mais bregas é invadir o show de uma banda, que esteja de preferência lotado, pedir pra eles tocarem “Nothing Can Keep Me From You”, do KISS e fazer uma performance totalmente dramática. Com certeza *ele* estaria no meio da platéia, daí do meio pro final da música (quando ela vai ficando cada vez mais melosa), eu ia cantar de joelhos, ia rolar no palco, ia apontar na cara dele e gritar “no moooooooountain, no ocean, no riveeeerrr... nothing can keep me from you!”.
Provavelmente ele ia morrer de vergonha, mas eu ia achar o máximo. Pra fechar tudo, eu ainda ia descer do palco correndo e ia dar um beijo daqueles cinematográficos. Ah, eu adoro essas coisas exageradas.


“Wherever you are, that's where I'm gonna be
No matter how far, you'll never be that far from me
Some how I would find you, move heaven and earth to be by your side
Oh I'd walk, this world to walk, beside you

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river too deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you
There's no race that I would not go to
No distance would ever be too far
To keep me away I'd always find a way
To show you it's true
Nothing can keep me from you
Nothing can keep me from you

I gave you my word; I would be there for you
And you can be sure there's no mountain that
I would not move
Just to lie beside you spend my whole life
Lookin’ in your eyes
Yeah I swear, I'm there for you, forever

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river too deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you

And I would go anywhere to be anywhere you are
And I would do anything just to hold you in my arms
Nothing can stop a love this strong
Yeah I swear, I'm there, for you forever

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river to deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you
There's no race that I would not go to
No distance would ever be too far
To keep me away I'd always find a way to show
You it's true

Nothing can keep me
No, nothing can keep me from you
No mountain, no ocean, no river
Nothing can keep me from you
No mountain, no ocean, no river
No mountain, no ocean, no river
Nothing can keep me from you”

S2

sábado, janeiro 26, 2008

Namoro unilateral


"She's not the kind of girl
You hear about
She'll never want another
She'll never be without
She'll give you all the signs
She'll tell you everything
Then turn around and walk away"

O meu problema é que eu sou passional demais. Maioria das vezes eu encaro isso como algo positivo, porque funciona como um gás para tomar certas atitudes. Tem gente que fica estagnada pensando nos "se's", "quais", "poréns", "afins", "pense bem"... eu simplesmente não consigo pisar no freio. Só que, se eu penso de forma inversa à minha personalidade; ou seja, de forma racional, eu vejo que ser assim é bastante complicado.
Outro dia vim a conhecer um termo que achei muito interessante: o "namoro unilateral". Talvez seja particularidade das pessoas passionais como eu. Vou tentar descrever...
Sabe quando você bate o olho em alguém e vê um sorriso compatível? Já aconteceu comigo algumas vezes. Em todos os casos, depois de um tempo essas pessoas de sorriso bonito se tornaram muito importantes para mim porque eu busquei criar relação com elas. Mas poderia ser diferente: eu poderia encarar aqueles sorrisos, sentir um friozinho na barriga como quem se apaixona instantaneamente por algo que não conhece, daí ir embora sem olhar pra trás....
Justamente por ser passional demais, eu não consigo fazer isso. No segundo seguinte, minha mente é povoada com pensamentos bons, nos quais aquela pessoa pode ser o protagonista que irá fazer meu mundo ficar mais divertido, daí para mais. Não sei se existe uma explicação da física quântica pra isso, mas eu sinto que meus pensamentos devem atingir o outro. Porque, como eu mesmo já disse, geralmente esses "amores instantâneos" vem a se tornar realidade a longo prazo. Acho que a pessoa, de certa forma, se sente escolhida.
Daí chegamos ao ponto de que a reciprocidade nem sempre pode ser do jeito que desejamos. Talvez a pessoa se apaixone por você, talvez ela goste da sua companhia, talvez não aconteça absolutamente nada. Também já experimentei as três possibilidades. De todas, acho que a mais intessante dessas é aquela que provoca o tal "namoro unilateral". O sentimento que cresce aqui (tô mostrando) dentro só você consegue entender... só você consegue mensurar.

Ele tinha praticamente tudo a ver comigo. Em uma noite consegui conhecer um universo inteiro e a cada minuto que passava, mais encantada eu ficava. Era como desembrulhar presentes na manhã de natal, tamanha era ansiedade que eu tinha de prolongar as horas pra continuar ao lado dele. Só que junto com o sol que nascia chegava a hora dele ir embora, pra bem longe...
O cara viajou e eu fiquei aqui com as lembranças escassas, porém fortes. Cada vez que eu lembrava de como ele tinha me feito feliz naquele único dia que nos vimos, eu me fortificava... de forma que nem a distância conseguia me afastar dele.
Com o passar dos dias, semanas e meses percebi que estava experimentando o tal "namoro unilateral". Não tinha vontade de outros abraços... não porque em um "namoro" a gente deve fidelidade ao outro até por conivência da sociedade, mas porque isso seria trair a mim mesma. Porque eu era a única parte desse namoro. Era um namoro unilateral, certo?
Só que você, por ser passional, sente aquela necessidade herculana de provar para si mesmo que vai conseguir transformar o namoro unilateral em algo que você e ele possam compartilhar.

Demorou tanto... demorou para eu conseguir ao menos vê-lo mais uma vez.
Hoje eu olho pra trás e vejo o monte de coisa boa que já aconteceu. Desde o primeiro sorriso... até o quanto evoluiu por conta desse impulso unilateral da minha parte. Êta sentimento bom.
Vejo que só mesmo alguém que é passional pode se propor a algo do tipo. A maioria deixaria pra trás assim que o dia amanhecesse...
Eu não sou o melhor exemplo, penso. Não vou dizer que todas as dificuldades tenham sido vencidas no meu caso, mas as recompensas que tive até agora ainda me fazem muito feliz.
Se eu não fosse assim, que lembranças maravilhosas eu teria? Que aventuras eu contaria às minhas amigas?

Maybe you'll understand.

* Contabilizando amanhã 30 dias in-a-row de distância. Saudade incômoda.