quinta-feira, dezembro 04, 2008

Natal

Moon river... wider than a mile...



Eu adoro natal... não tem jeito. Tudo quanto é merda acontece comigo principalmente no natal. Uma coisa eu aprendi: se pensamento positivo tem força e o coração dá o jeito dele de se regenerar, eu repito: adoro natal.

O meu esse ano vai ser lindo, no matter what.
Porque o saldo desse ano foi bom... não teve metade dos eventos, confusões e movimentações do ano passado, mas é como diria a Carrie: "I managed to stay exactly where I was: in love"

E isso pra mim vale muito mais que tudo.

(L)

sábado, novembro 22, 2008

Mediocridade

Há tempos eu não escrevo aqui. Hoje deu vontade.

Sou eu que tô ficando velha e meus conceitos são ultrapassados... ou as pessoas de hoje aceleraram demais o curso natural das coisas?

...

Aceleraram o tempo de convivência, como se conversar no msn, se ver na escola (oh God, so yesterday), sair de vez em quando... fosse sinônimo de AMAR alguém.
Damn, no que eles transformaram o amor?
É como diria minha amiga Renata - amiga de verdade, com quem completo 10 ANOS DE AMIZADE este ano:

"Tratam como se amar fosse fácil e indolor..."

Po, não é legal dizer "eu te amo" assim, sem pensar antes. Sem ter respaldo antes. O amor é grande, não deve ser tratado como algo medíocre. Ou eles que são medíocres?

Virem esses "eu te amo" falsos pra longe...
Neguinho chamando o outro de "amor" toda hora...
Sabe de uma coisa?
AMOR é o caralho.
AMOR, pra mim, só é namorado.
Chame seu amigo de brother, que é melhor e mais respeitoso.

Grow up.

terça-feira, setembro 30, 2008

I'll know

Marlon: "But how will you know when he gets to you?"

Jean: "Don't worry, I'll know...
For I've imagined every bit of him
To the strong moral fiber to the wisdom in his head
To the home-y aroma of his pipe!

Marlon: "You have wished yourself a Scarsdale Galahad
The breakfast-eating, Brooks-brothers type".

Jean: "Yes, and I shall meet him when the time is right.
I'll know when my love comes along
I won't take a change
I'll know he'll be just what I need
Not some fly-by-night Broadway romance...

Marlon: "And you'll know at a glance by the two-pair of pants!"

Jean: "I'll know by the calm steady voice
Those feet on the ground!
I'll know as I run to his arms
That at last I've come home safe and sound...
Until then, I shall wait... Until then... I'll be strong!
Oh, I'll know, when my love comes along..."

Marlon: "Mine will come as a surprise to me
Mine I lead to chance and chemistry"

Jean: "Chemistry?"

Marlon: "Yeah, chemistry!
Suddenly I'll know when my love comes along
I'll know then and there
I'll know at the sight of her face
How I care, how I care, how I care... And I'll stop. And I'll stare.
And I'll know long before we can speak
I'll know in my heart
I'll know and I won't ever ask: 'Am I right, am I wise, am I smart?'
And I'll stop. And I'll stare. At that face. In the throng...
Yes, I'll know when my love comes along..."


...

E VOCÊ, vai saber?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Amor de rotina

"Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'"
(música manjada.com)

Eu sou idealista mesmo, daquelas bem sonhadoras que sempre quebram a cara quando entram em contato com a realidade. Idealizo com todas as minhas forças aquele beijo de manhã, aquele abraço, aquele cinema no fim da tarde, aquela surpresa em plena quarta-feira, aqueles elogios mentirosos que só existem mesmo pra deixar a gente convencida de que é importante,bela, foda, "legal", whatever. Esse mundo de fantasia muito me atrai e deve atrair a muita gente também, que idealiza o relacionamento perfeito.
Claro que essa é uma utopia das boas. Nem sempre a gente acorda de bom-humor, com o hálito e aparência mais agradáveis pra dar aquele beijão de manhã, certo? Daí prefere virar pro outro lado e continuar dormindo até que a obrigação do dia-a-dia nos expulse da cama.
Ah, a rotina. Sempre fodendo a nossa vida. Sempre deixando o romantismo escoar pelo ralo, escorrer por entre os dedos. O que um dia foi uma dor de barriga louca (mais conhecida como borboletas no estômago) dá lugar ao comodismo - e esse é um dos meus maiores medos. A certeza de que a pessoa vai estar lá, em vez de ser reconfortante e instigante, acaba sendo o lugar-comum. Me pergunto se é aí que a paixão vira amor, ou se o amor, é assim mesmo, meio enfadonho.
Acaba que eu fico sempre procurando por aquele friozinho na barriga numa forma de ludibriar a rotina, mesmo que seja uma brecha pequena, uma fenda que só mesmo quem muito ama e quer manter isso, acha. O amor precisa, melhor, NECESSITA de uns empurrõezinhos que façam com que o carrinho ganhe força pra vencer os altos e baixos dessa montanha russa que é o relacionamento. Porque se contentar com só o que a rotina traz é pouco demais.

Só "eu te amo" não basta... nunca bastou...

quarta-feira, agosto 06, 2008

Geraçãozinha das com menos de 20




As mulheres belas, bem-instruídas e de bom gosto dos anos 90, geralmente, tinham por volta de 30 anos. Não sei se a maturidade demorava a chegar ou se de fato atingir este alto nível como ser humano era mais difícil. Sei que desde aquela época – e vale dizer, desde SEMPRE – as mulheres de 30 se sentiam ameaçadas por uma raça inferior. Falo das mulheres de 20. Mais novinhas, com rostinhos bonitinhos e a promessa de sexo bom, era com aquele jeitinho de cachorro sem dono e inteligência equiparada a tal, que elas conseguiam os melhores partidos para si.

Cá estamos nos anos 2000. A situação não mudou muito; acrescida apenas do fato de que é possível nivelar as antigas mulheres de 30 às mulheres de 20. Que bom, parece que aprendemos a ficar maduras, e com qualidade, mais cedo. Mulheres de 20 já trabalham em multinacionais, dirigem seus carros, compram suas Louis Vuitton’s, andam pra cima e pra baixo com seus laptops como símbolo da modernidade master exigida em suas profissões. Tudo melhorou: sua forma de pensar, agir, acreditar. O intelecto desenvolvido ao longo anos, hoje, é orgulho da geração atual.

Como nem tudo são flores, as ameaças continuam. Só que agora de um jeito assustador para não dizer no mínimo bizarro: quem nos ameaça agora são mulheres (ou seria melhor dizer meninas?) com menos de 20. Não finja que não entende do que eu falo...

Fico pensando na minha avó, que se estivesse viva, mal poderia acreditar na atual conjuntura das coisas: meninas com menos de 20 anos já querem viver vida de “adultas” sem ter a mínima maturidade/estrutura para tal. Saem na noite (algo inimaginável quando eu tinha essa idade, e olha que não faz assim tanto tempo), fumam, bebem (dando vexame), têm no currículo uma lista enorme de homens (sim, homens! Isso quer dizer que não são só “garotos”) e mais uma infinidade de atrocidades nada compatíveis com seu pouco tempo de vida inversamente proporcional a sua grande irresponsabilidade.

Fico também lembrando de como eu era quando tinha sua idade. Em vez da preocupação em atualizar o fotolog e reunir o maior número de “amigos” no orkut – como se isso, de longe, representasse algum tipo de popularidade – eu ficava trancada dentro do meu quarto sim (e com ar-condicionado ligado, como diria minha amiga Renata), mas estudando loucamente para fazer valer a fortuna que a minha mãe gastava com o colégio. Lembro que na época do vestibular, por volta de 2001 e 2002, contei nos dedos de uma mão as vezes que saí na “noite”. Eu lembro bem. Lembro que também passei mais de um ano sem ao menos chegar próximo do que seria ficar com alguém. Bem, pelo menos eu passei no vestibular da universidade federal, certo?

Agora eu me pergunto: o que diabos os HOMENS vêem nas meninas com menos de 20, que nos dias de hoje acham inconcebível ficar uma semana sem beijar – que diria um ano? O que acrescenta a companhia de alguém cujos assuntos mais recorrentes são o mundinho de Internet e as festinhas de All Night e afins? O que instigaria um relacionamento com uma pessoa desse tipo, que ainda não se achou como pessoa, mas ainda assim se atreve a bradar pelos quatro cantos do planeta que seu namoradinho de duas semanas já é o homem da sua vida?

O mundo taí, é tão grande, tem tanta coisa pra se ver, fazer, mudar. O amor é considerado algo tão medíocre que algumas conversas no MSN são suficientes para dizer um “eu te amo”. A geração das menos de 20 concorrem para isso, e conseqüentemente (ainda que sem querer, pois lhes falta a dita maturidade), fazer cair o nível das mulheres no mercado. Mulheres não, representantes do sexo feminino talvez. Porque para chegarem a ser mulheres elas ainda terão um longo caminho a trilhar.

So sad.

terça-feira, julho 29, 2008

Letting go...


"To let go... the hardest task in our lives.
Letting go the things that we love or yet,
Accept the things that we deslike to the point we can't feel anything anymore (...)

Know life is impermanent and hold it on only bring us pain".


Isso tá escrito no encarte do "Mind Over Body", segundo CD da MindFlow. O desapego ("to let go"), de fato, é uma das mais difíceis - senão, a mais - tarefas da vida. Chega certo ponto em que nos apegamos tanto a coisas e pessoas que é praticamente impossível nos imaginar sem elas. Mas elas irão embora. Impreterivelmente. É disso que se trata essa citação de cima... e até da MindFlow também tive de me desapegar.

A história de desapego não fazia muito parte da minha realidade até eu conhecer alguém que me falava diariamente que esse é um princípio do budismo - não que isso me interesse, mas passei a entender melhor do que se trata. Eu também devia imaginar que se a pessoa internaliza tanto o desapego a coisas e pessoas, iria, no mínimo, se desapegar de mim também. Com facilidade, como foi o que aconteceu.


"Lovers always come and lovers always go
And no one is really sure who's letting go today
Walkin' away..."
(November Rain - Guns'n'Roses)


E a despeito de idas e vindas, o desapego continua presente. Às vezes me parece tão dolorido imaginar que tudo que eu mais gosto... todas as minhas coisinhas, todas as pessoas que eu não sei viver sem, todas as minhas paixões - desde as mais fúteis até às vitalíssimas - tudo, tudo algum dia vai embora. E eu não saberia te dizer se eu aguentaria ficar sozinha, só que, depois de tanto adeus eu sei. Se dói? Bem, ainda dói. Não em mim; no meu subconsciente.

Nesses momentos mais confusos eu tento lembrar do que outro (outro mesmo) alguém me disse: tudo na vida é aprendizado. E também o outro que disse que existe o tal do desapego, e ainda outro que dizia que todo mundo é substituível. Eu podia odiar todos os meus ex-namorados ou mesmo desprezá-los, no entanto hoje sei que aprendi muita coisa com eles. Desde princípios do budismo (que até hoje não li nenhum dos sites indicados), a comer banana com nutella, descobrir novas bandas, conhecer lugares que nunca havia ouvido falar, descobrir que passar a madrugada inteira apenas conversando pode ser ótimo, que comida japonesa, de fato, é muito bom...

Eu só preciso falar um pouco mais do desapego hoje porque de tudo que aprendi, esse foi o único tópico que nem uma vida inteira pode me fazer compreender com naturalidade.

Já não sinto mais nada; é como se apenas um vento batesse ao pé da orelha quando penso no passado. O presente é gostoso e o futuro promissor, não há o que se devanear, imaginar o que poderia ter sido do passado. Difícil mesmo é imaginar que isso tudo, algum dia, vai embora.


"Cuz nothing lasts forever, even cold november rain".

terça-feira, julho 08, 2008

Anti-moema army

Há uns anos, uma ex-paixão minha tinha uma namorada que me lembrava a Vanessa Giácomo, do remake de "Cabocla". Em versões amazônicas, a menina era apática, sem cor, sem graça, sem brilho. Mas ele estava com ela há séculos; com ela casou e hoje tem uma família.
Pejorativamente, eu sempre questionava onde estava a "cabocla", que nunca saía com ele (músico, fazia show umas 3 vezes por semana), nunca ninguém ouvia falar dela. O fato é que ele simplesmente a deixava em casa, passeava por diversos braços e abraços (meus, da cidade inteira...) sob os olhos de toda a sociedade amazonense e voltava para casa de madrugada como se nada tivesse acontecido. A despeito das fofocas, ela fechava os olhos e sorria, tudo pelo bem do namoro.

Por um lapso cômico, uma vez uma amiga confundiu a expressão "cabocla" com "moema", que acabou pegando. Hoje em dia a gente brinca que "mulher sem graça", passiva, manipulável e que nunca, nunca dá dor de cabeça pro homem é MOEMA!

À primeira vista, qualquer representante do sexo masculino vai virar e dizer: eu nunca vou querer uma mulher dessas. Será mesmo? Nos últimos tempos tenho visto que elas são as "melhores opções" para eles. De fato: nem feias nem lindas, fáceis de lidar, que não chamariam a atenção nem do teu melhor amigo. Conheço muitos dos que se auto-proclamam revoltosos mediante a esta análise e posso dizer que pelo menos uma boa parte já cuspiu no prato que comeu. E continua comendo, com cuspe e tudo.

Tenho certa ojeriza tanto com relação aos homens que gostam das moemas quanto a elas próprias. Tem gente que vai dizer que é despeito; mas na verdade, eu tenho pena de uma mulher que carrega o ar de superior só porque é "namorada de alguém" sem saber que quando vira as costas, é chamada de idiota pelos outros. Imaginou? Pois é, em algum momento da sua vida você-mulher-foda vai ser trocada por uma moema.

Terrível a sensação de ter o tomar lugado por alguém medíocre, mas ei, quem é chamada de idiota pelas costas... são elas. O mais engraçado é que geralmente elas são passivas de adultério, maioria das vezes porque os caras precisam de um certo colorido na vida sem graça com as moemas, né? Daí vai da cabeça de cada um se permitir tal situação.

Mas calma, nem tudo está perdido... Pelo menos existem alguns homens que me deixam orgulhosa; preferindo brigar fodidamente no meio da rua, se acabar de chorar, mas enfim, RESOLVER uma situação e não fingir que nada acontece só pra manter a fachada de namoro perfeitinho. Sabe qual é? Esses são os namoros bons, que podem até não durar anos (esses que duram anos, se forem com moemas, usualmente são empurrados com a barriga...), porém são intensos e apaixonantes até a última gota.

Os "namoros perfeitinhos" de perfeitos não têm nada. Moemas são traídas até por outras moemas. O legal mesmo é ver isso tudo de fora e ainda rir da cara delas pelas costas, porque apesar da pena, eu também as acho idiotas. Moemas, vergonha da classe feminina! Cadê o ar de superiodade de vocês agora?

Get real!

segunda-feira, julho 07, 2008

Superproteção da amizade


“I didn’t mean to hurt you

I’m sorry that I made you cry”

Esse negócio de superproteção é foda. O que eu posso dizer? Dói muito ver alguém que eu amo sofrendo. Então me dá vontade de pegar todo aquele sofrimento e tomar pra mim, ou pelo menos uma pequena parte, só pra aliviar um pouco a agonia daquela pessoa. Parece exagerado, mas ei... eu sou exagerada mesmo, faz parte do meu show.
Hoje eu acordei com dois roxos no braço, resultado de alguém que pegou muito forte no meu pulso pra me segurar, pra me frear. Porque eu queria sair correndo só pra tentar amenizar a minha revolta compartilhada nem que se fosse batendo num grande amigo meu, uma vez que nem ele nem ninguém vai entender o quanto dói ver sua melhor amiga chorando, senão você. Não é mesmo?
Eu sei que as pessoas acham que a gente não deve se meter nesse tipo de coisa, mas quando você ficar sozinho com um rombo enorme no coração, vai dar valor a quem dá na cara de quem te faz chorar.

Já sinto como se um pedaço do meu coração tivesse se perdido em algum lugar ou momento do passado, mais precisamente, de ontem.

quarta-feira, julho 02, 2008

;/

Música emo para embalar momento emo.

"Should've done something, but I've done it enough
By the way, your hands were shaking
Rather waste sometime with you"

...

* forças esgotadas, porém, todas as forças utilizadas. não se pode ganhar sempre.

quarta-feira, junho 18, 2008

Ainda dá tempo de mudar

“Another time brand new for me starts…
A movie in slow motion
Frames loosing colors
Drying the oceans
All there is is a gray dark cloud
Rising the shield facing my sun
But I won’t take cover”


Um dos meus pedidos mais recorrentes, diria da vida inteira, é na verdade bem simples: só me digas aquilo que sentes com toda a intensidade e certeza em teu coração. Seria mais fácil jogar palavras ao vento para pescar alguns sorrisos, mas assim fácil como elas vêm, com mais graça ainda elas pegam carona com a primeira tempestade ou qualquer fenômeno da natureza. Porque sim, é natural que a empolgação (o nome mais correto disso) se esvaia em pouco tempo.

Há 325 dias eu me levantei da cama do meu quarto, ainda de solteiro naquela época, e pensei: “Minha vida vai mudar a partir de hoje”. Claro que é algo bem forte pra se falar assim numa manhã de 18 de junho às 10h, mas o sentimento verdadeiramente acometeu. E se eu tanto peço para que não abram a boca à toa, eu mesma não faria isso. E tenho dito.

Para uma vida mudar, que mudasse de fato. Enquanto tirava a maquiagem do rosto, ia revisando mentalmente meus hábitos autodestrutivos, meus gostos, as músicas que ainda tocavam no meu iPod. Então eu mudei.

Se tu me conhecesses em março de 2007 e só encontrasse comigo em meados de setembro daquele mesmo ano, dirias que a única possibilidade palpável de me ver naquele estado – rodeada de amigos numa festa, só tomando água e dizendo que tinha que dormir cedo pra acordar mais cedo ainda – era que eu tivesse sido abduzida num momento anterior.

Sei que tem gente que batalha incansavelmente para mudar as outras pessoas por não considerar aceitável certos atos, hábitos, pensamentos. Um exemplo bem próximo seria tentar exterminar o uso do cigarro ou de substâncias ilícitas por parte de algum afeto teu, coisa que não se faz por pura birra, acredito, uma vez que justamente por envolver o apreço, a gente abomina tudo e quaisquer coisa que possa prejudicar. Porém olhando para trás e avaliando o que me motivaria a deixar uma vida desregrada (mas não menos divertida) de lado, entendo que não são as incansáveis reclamações, cobranças ou chantagens que irão transformar um ser humano (aquele que, egoisticamente pensamos estar agindo errado). Eis o segredo: muitas vezes só a lembrança ou um sorriso podem te motivar a mudar sua vida. Sabe por quê?

Porque te enche de alegria, cada pequena extensão do teu corpo sorri e te impulsiona pra frente de maneira saudável, te faz querer ser alguém melhor por pura e simples quantidade incrível de endorfina. Não falo de finais felizes ao lado do mocinho que veio cavalgando de terras distantes para te salvar no cavalo branco, não. Falo do amigo, do chefe, do namorado que tu tanto reclamas. Qualquer pessoa dessa pode te fazer mudar assim num piscar de olhos, de um dia pro outro. Mas essa pessoa vai ter que despertar o sentimento incrível de felicidade em ti, de forma que, numa simples manhã de 18 de junho, tu acordas para trabalhar querendo ganhar o mundo simplesmente por ter vivido um dia anterior tão incrível quanto fugaz.
Hoje é 18 de junho. Ainda dá tempo de mudar tua vida pra melhor.


Still now, I would do everything again, the same way.

quinta-feira, junho 05, 2008

She wants revenge

Todo mundo acredita ter bom gosto, claro. Essa é uma das poucas e mais certas demonstrações de amor próprio que uma pessoa pode ter. Quem é que diz "ah, peguei aquele cara tenebroso porque tenho mau gosto..." - Ninguém, não é?
Então, eu sei que tenho bom gosto. Em vários aspectos. Com certeza, meus pretendentes estão incluídos nessa lista. A gente perde o interesse por gente do passado, isso é normal, mas quando as pessoas estão em evidência pra gente, é porque as consideramos interessantes o suficiente pra isso. Ainda bem que o mundo é grande, o ser humano tem gostos diferentes e então há muito para todos.

Será?

Não tenho mais tanta certeza disso. Tá certo que Manaus é uma cidade pequena e as opções são restritíssimas (pelo menos pra mim, que sou exigente), agora ter o meu bom gosto como fator determinante para que compor o SEU repertório... ah, isso aí é chega a ser engraçado. Imagine a situação: dar preferência total e absoluta a pessoas que já tiveram algo comigo. Ou mesmo ir atrás dessas pessoas justamente por causa disso.
Imaginou? Pois é, não se trata só de imaginação. É realidade. E é engraçado, pra não dizer ridículo. De alguma forma deve ser um chamariz, um status ou implicância boba.
Sociedade de empresas velhas, não me importo. Eu sei que eles são fodas (ou pelo menos foram quando estavam comigo), por isso você gostou deles. Só mantenha tanta "paixão" longe de quem está comigo no presente, certo?
Que aí sai do engraçadinho pro revoltante e eu sou meio escandalosa :)

beijonãomeliga.

quarta-feira, junho 04, 2008

Devaneios

Olha só o que o meu horóscopo de amanhã diz:

"ESCORPIÃO: Oportunidades de trabalho sérias e confiáveis, prenunciando um futuro próximo de sucesso. Trabalhe duro e confie neste futuro, mesmo que a sua situação atual não pareça promissora: lembre-se que você é capaz de renascer das próprias cinzas".

Eu tinha certeza!!
Ah sim, eu leio horóscopos adiantados porque é algo que faz parte desse meu trabalho abençoado.

Devaneios...
Quero muito viajar. Assim tipo, amanhã. Eu já tinha repetido mil vezes que não gostaria que meu destino fosse, mais uma vez, a dita terra da garoa. Não porque deixei de gostar de lá, mas em se tratando de passagens gratuitas em troca de alguns dias em que a gente circula 20h e trabalha 2h (o resto a gente finge que dorme), acho válido conhecer outros lugares. E o Brasil é continental...
Mas ó, se me mandarem pra São Paulo mais uma vez, do jeito que eu estou, vou achar ótimo. Afinal como pode ser ruim respirar outros ares de um velho conhecido?

Falta só um mês e mais um pouquinho para terminar a reforma da redação e poderemos sair dessa sala de merda, que mais parece um cu de galinha: quente, apertado e fedido. No meio da tarde dá vontade de tirar a roupa todinha e sair correndo, de tão desesperador que é. Me lembra uma repartição pública: até minha editora, com frescura encrustada até no dedo mindinho da unha do pé, andou comendo na marmita em cima da mesa. Que é isso, minha gente?

Mil idéias passam pela minha cabeça.
One thing I know for sure: love will lead us. So I don't have to worry, you don't have to worry, cuz' things will never slow down as they knock on yours doors. Or should I say hearts?

TÁ BOM, EU QUERO VIAJAR.
>;/


segunda-feira, maio 26, 2008

Sinusite, trabalho, poeira, irritação.


To puta mesmo e não consigo disfarçar. Me conta, como é que uma injustiça tão grande acontece debaixo do nariz de todo mundo e ninguém fala nada?Aliás, retificando – se todo mundo falasse ainda assim não adiantaria – como ELA não fala nada? A culpa é toda dela. Dela e de mais ninguém. Cabeça fechada, falta de conhecimento (cultura, cof cof), insegurança, falta de ética. Uma figura só concentra isso tudo. E nós devemos obedecer a ela, afinal, sua rede de relacionamentos bem articulada a coloca em posição de fazer o que mais lhe parece certo.

Quem sabe se todos nós dentro desse cubículo empoeirado, que tanto maltrata meu nariz, fossemos tão dissimulados a ponto de aceitar conversas vazias (de mentes vazias), também tivéssemos uma alta posição em troca? A mesma posição dela, que acredita sempre (pelo menos nesse cubículo empoeirado) ser superior à gente. Ela precisa de cada um de nós, é fato. Mas não percebe isso até que alguém saia pela porta e diga que encontrou um lugar melhor, mais justo, mais digno. Daí ela considera uma traição, reclama, xinga e logo procura um tapa-buraco que logo será seu capacho.

Odeio. Odeio tanto que desconfio que toda essa dor na minha cara não é sinusite: é raiva. Pois enquanto ela acha esse emprego a oitava maravilha do mundo, melhor ir preparando uma lista de reclamações póstumas, porque eu também vou fechar essa porta e vou embora. Para um lugar melhor, mais justo, mais digno.

segunda-feira, maio 05, 2008

Perdi

“Still believe you lost in me, everything
Love: field of lull”


Perdi tudo. Perdi a força, a vitalidade, os sorrisos. Perdi as dores. Perdi os sonhos. Perdi o respeito. Perdi os planos. Perdi o compasso também.

O coração se envolve numa parede de concreto de forma que nada nem ninguém consegue transpassá-la. Entrave criado por mim mesma, devidamente embebido por situações sugeridas igualmente pela minha pessoa. Cansei, cansei.

Quero um mês trancada num quarto com um estoque grande de bananas, nutella, baré, água, um puff e um laptop sem internet com o qual fosse possível escrever e jogar bloomin’gardens.

Cansada, deito minha cabeça e chamo de casa qualquer abraço que melhor me aprouver.

Vou-me.

segunda-feira, abril 28, 2008

Graças ao Martini

“I thought it wouldn’t matter
If it all just came apart
But now I realize I was just pretending”

...

Há algum tempo eu colocava a culpa no Martini. Que esta bebida em especial afeta de forma aguda a minha compreensão e a visão de mundo, eu já sabia. Do meio pro final da noite, no entanto, outras descobertas: tudo que eu repudiava parecia reluzir inexplicavelmente. Então colocar a culpa no Martini parecia a única saída racional.

Sempre tive o rei na barriga, é fato. Depois de uns copos, criei quase um reinado no meu corpo inteiro: dei ordens inesperadas, esperei redenção. Não veio. E se a rejeição toma conta nas horas em que acreditamos ter e poder tudo, é uma desgraça. Acho que a mente cria um desafio intrínseco depois disso. E se fosse apenas para resolver esse desafio era menos mal, menos difícil.

Tudo culpa do Martini.

Mas nunca imaginaria deparar-me com um desafio que não se resume à primeira etapa. Quem diria o desafio significar aprender mais e mais todos os dias, ser surpreendida constantemente com um lado novo de um universo paralelo... Porque se não fosse assim tudo seria tudo medíocre como sempre foi, fácil como sempre veio, enfadonho como todos são.

Nunca pensei que a compreensão afetada por doses de Martini pudesse me fazer enxergar certas coisas com mais amenidade, apreciar sorrisos que não estão a milhas de distância, acordar querendo-os, se fosse possível, todos os dias. Já esqueci o que aconteceu de ruim naquela famigerada noite de janeiro; hoje, só consigo rir. Tenho deixado para trás a forma inusitada como tudo começou e aproveitado cada momento dessa realidade descortinada sob perspectivas nunca antes imaginadas.

To feliz. Graças ao Martini, graças.

segunda-feira, abril 14, 2008

You don't see me at all

O que pensar quando você percebe que se tornou a sua pior versão? Não há ninguém para se culpar, a não ser... você mesmo. Avaliar o que costumava a ser... e ver como tudo mudou a perder de vista.
Querer se prender a algo volátil; quando no entanto tem alguém tentando te puxar pra realidade, que por vezes pode ser muito adorável, e não querer isso de jeito nenhum. O porquê concreto, não saberia lhe informar. Mas não me apetece a idéia de magoar outrem. Ainda mais por quem existe estima pura e simples. De graça.

Daí você me olha assim... conversa comigo. Eu te falo sobre a vida, gostos, amores, músicas. Daí você acha que entendeu, que conheceu. Ou pior: se for daqueles mais fúteis e vazios, vai presumir coisas apenas vendo o meu rosto que tantos dizem ser antipático.
Apenas algo a se considerar: nem você, nem eles. Ninguém me vê por completo.

...

"You don't see me
You never see me
You NEVER see me
At all"

terça-feira, abril 01, 2008

When Love and Hate Collide


I got your number on my wall
But I ain't gonna make that call
When divided we stand baby, united we fall

Got the time, got a chance, gonna make it
Got my hands on your heart, gonna take it
All I know, I can't fight this way

You could have a change of heart
If you would only change your mind
Cause I'm crazy about you baby
Time after time...

Without you, one night alone
Is like a year without you baby
Do you have a heart of stone?
Without you, can't stop the hurt inside
When love and hate collide

I don't want to fight no more
I don't know what we're fighting for
When we treat each other baby
Like an act of war

I can tell a million lies
It would come as no surprise
When the truth is like a stranger
It hits you right between the eyes
(april fools!)

There's a time and a place and a reason
And I know I got a love to believe in
All I know, got to win this time

Without you, one night alone
Is like a year without you baby
Do you have a heart of stone?

Without you... can't stop the hurt inside...
When love and hate collide

You could have a change of heart
If you would only change your mind
I'm crazy about you baby
CRAZY, CRAZY!
Without you, one night alone
Is like a year without you baby
Do you have a heart of stone?

Without you, one night alone
Is like a year without you baby
If you had a heart at all...

Without you... can't stop the hurt inside...
When love and hate collide.

...

O meu anel é mais fininho.

quarta-feira, março 26, 2008

Onda de calor

Não sei se é porque eu sou amazonense que o calor é algo inerente ao meu coração e à minha alma. Sempre fui mais dos abraços, dos sorrisos, da hospitalidade. O sacrifício torna-se prazer quando alguém estimado precisa de ajuda, de atenção. O tempo me ensinou que nem todo mundo é igual; dificilmente as pessoas são parecidas e raras são aquelas que funcionam no mesmo ritmo. Por isso não é possível esperar receber o tanto que ofereço.
Apesar disso, creio que os moradores do sudeste são influenciados pelo clima mais frio, tornando-os amenos em todos os sentidos: os dois beijinhos reduzem-se a um, os abraços tornam-se escassos e a individualidade parece sobrepor-se à presteza de estar ao lado de quem vem de longe. Oras, aqui falta calor. O tanto de dificuldades encontradas no dia-a-dia faz com que esses brasileiros suem para conseguir levar uma vida decente, para em contrapartida repudiarem o suor advindo de carinho, festa, entrega. A formalidade fala mais alto. E a amazonense, que tanto gosta de frio, sente falta do exagero efusivo (quando com justa intimidade) que tem a capacidade de fazer outrem se sentir em casa mesmo estando a milhas de distância.
Conhecendo tão bem estes dois lados, deveria ser fácil lidar com isso. Mas não é. Um quê de amazonense se faz necessário nesses paulistas, ainda que eu os ame. O sinal fecha, o carro pára e nada. Nem um movimento. Por que não acontece nada?
Quantos chãos frios de aeroporto é preciso conhecer para incutir na cabeça que o costumeiro calor não faz parte daqui? Talvez a vida seja mais fácil quando a gente se adapta; talvez eu deva me adaptar. Ou então talvez eu deva ser a onda de calor que falta nessa cidade, porque o "você faz falta" foi insistentemente repetido por esses dias.
Então por que não me abraça quando o sinal fecha?


"Te falo quem quer o bem para o seu amor: ama como é. E ama sua liberdade".

sexta-feira, março 07, 2008

I wish I could wish that

Goodbye, no use leading with our chins
This is where our story ends
Never lovers, ever friends
Goodbye, let our hearts call it a day
But before you walk away
I sincerely want to say...

I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And then a kiss, but more than this
I wish you love
And in July a lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health
And more than wealth
I wish you love

My breaking heart and I agree
That you and I could never be
So with my best
My very best
I set you free

I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
But most of all when snowflakes fall
I wish you love

I wish you love

...

Acho muito guerreiro da parte de alguém assinar o atestado de óbito do coração com tão grande amabilidade. É como chegar e dizer: "você foi embora, mas eu ainda te amo e por isso quero que você tenha com outra pessoa todas as coisas maravilhosas que eu gostaria de ter com você".
Vá se foder. Eu não consigo ser assim. É mais provável que eu mande "cavalos de tróia" pro seu e-mail do que "I Wish You Love", lindamente cantada pelo Rod Stewart.
Mas acho que qualquer ser humano que receba uma letra dessas, sendo realmente ser humano e cumprindo esse verbo infinitivo com toda a intensidade necessária, tem que sentir pelo menos um friozinho na barriga. Senão, você é um puta de um insensível.

terça-feira, março 04, 2008

Platonic love


"This is utopia, this is my utopia
This is my ideal my end in sight
Utopia this is my utopia
This is my nirvana
My ultimate"

Talk about platonic love! I know it well. Too well, I must say.
Antes eu tinha vergonha dos meus amores platônicos. Talvez por justamente saber que eles soariam ridículos se eu assim os declarasse. Um lado meu gostava de acreditar que por mais inacessível que eles parecessem, algum dia eles poderiam acontecer. Precious illusions in my mind...
Já gostei de tanta gente que nunca me enxergaria. Já me apaixonei por ídolos. Já quis ter nascido anos mais cedo; já quis ter acelerar o tempo. Já quis ser outras pessoas só pra poder passar minhas mãos nos cabelos de meus amados. Já passei noites acordadas imaginando castelos de areia que facilmente seriam destruídos assim que eu abrisse meus olhos.
E hoje acho interessante resgatar isso... talvez porque quando a gente vai ficando mais velha, vai percebendo quanta tempestade num copo d'água costumávamos a fazer. O ridículo fica bonitinho, engraçadinho. Deus sabe quanta risada eu e minhas amigas já demos só de ler minhas agendas velhas!

Pois bem. Ainda essa tarde eu estava pensando na forma como esse sentimento vem me lembrar todas essas vergonhas de adolescente. Como ele vem sem permissão. Eu ainda lembro de todos os meus "amores", todos os anos que eles me desgastaram, todas as sensações que senti!
Quando eu tinha 8 anos eu me apaixonei pelo Macaulay Culkin. Juro, é verdade. Minha mãe alugou "Meu Primeiro Amor" um tanto imaginável de vezes, algo que seria compatível a ter comprado uns 20 DVDs desse filme. Claro que na época eu nunca tinha ouvido falar de DVD; era uma realidade só lá pelo exterior. Então meu bom e velho videocassete já era amigo daquela fita que alugávamos na boa e velha Total Vídeo (ainda ali no Centro).
Depois, já com uns 12 anos, me apaixonei pelo Taylor Hanson. Meu quarto não tinha parede. Era dominado pelos posters (que dominavam inclusive o teto). Tinha fotos em todos os cantos. Eram agendas, pastas, blusas e até escrevi o nome dele com compasso no meu pulso. Pode rir. Eu também me divirto quanto lembro disso. É que o ridículo já ficou engraçado, como eu disse. Hoje, claro, porque minha mãe não gostou nem um pouco de me ver com o pulso sangrando escrito TAY. Eu também chamaria minha filha (que ainda não tenho) de louca se isso acontecesse.
Com 15 anos foi a vez do Elijah Wood. E dá-lhe "Senhor dos Anéis": eu devia ganhar uma porcentagem pelo sucesso de bilheteria! Escrevi carta de sabe Deus quantos metros, enviei e-mail, vi a filmografia inteira centenas de vezes. As ex-namoradas dele eram pessoas que, sem dúvida, eu assassinaria friamente se aparecessem na minha frente.

And the years go by...

... e eu enveredei para um lado diferente de paixão. Se gostar de ídolos adolescentes como esses que falei é normal, então você vai ver o quão bizarra eu posso ser.
Com 16 anos, muitas tardes trancada em casa estudando pro vestibular contribuíram para que eu me tornasse uma consumidora ávida pelos filmes do Telecine. Como sempre gostei de filmes clássicos, o Telecine Classic se consagrou como meu canal favorito. Então um belo dia eu assisti um longa intitulado "Um Bonde Chamado Desejo" e me apaixonei por quem?
Pelo Marlon Brando.
Ele, no alto de seus 78 anos e eu com meus simplórios 16. Claro que no filme ele estava totalmente demais, com 27 anos e foi assim que eu gostei dele. Mas nunca tinha experimentado tal paixão platônica; eu tinha me apaixonado por alguém que, no plano real, não existia mais. O Marlon Brando era um velho, com trocentos netos e prestes a morrer. Até namorar o Elijah Wood seria mais fácil...
Não contente com isso, o Telecine Classic me apresentou o Jerry Lewis. Pronto; esquece o Marlon Brando, meu coração foi tomado pelas piadas infames de Lewis! E a vantagem? Ele era dois anos mais novo que o Brando. Ou seja, tinha 76 na época. É, realmente... GRRAAAANDE vantagem! :P
Passados alguns anos, o Marlon Brando morreu (chorrei horrores), o Jerry Lewis tá quase (só de pensar dá um aperto no coração)... e eu voltei à vida real.

E o que a gente faz quando se apaixona por alguém que já morreu?

Estou eu, seis anos mais tarde, já na era do DVD e assistindo o box do Indiana Jones que me emprestaram. Provavelmente todos os seres humanos da terra que têm bom gosto curtem as aventuras do Indiana Jones, e eu inclusa dentre estes, também gosto e assisti a todos os filmes quando ainda era bem pequena (acho que até antes do Macaulay Culkin chegar). É pleno 2008, ligo o DVD, coloco "Indiana Jones and the Last Crusade" no aparelho e vou entrando naquele clima de nostalgia.
Quem já viu esse filme sabe que existe uma espécie de retrospectiva da adolescência do Indy. Vemos um rapaz mais novo nesse papel. Um rapaz de cabelos compridos e loiros, olhos claros. Boa atuação. O rosto me parece familiar. Recorro ao www.imdb.com para ver de quem se trata, talvez ele ainda estivesse tão bonito o quanto estava na época do filme (1988).
Abro a página esperando me deparar com um cara já com seus 30 e poucos anos. Ele se chama River Phoenix. Com a ressalva de que... ele morreu em 31 de outubro de 1993.
Não vou negar. Foi um choque. Como assim? Tão cedo?
Descubro que River Phoenix é o mesmo garotinho que fez "Conta Comigo" (ahá, bem que eu havia detectado o rosto familiar), que era irmão do Joaquin Phoenix, que namorou com a Martha Plimpton (a Stef, de "Os Goonies"), que morreu de overdose. Eu acho tão démodé morrer de overdose, mesmo que o Brad Renfro e o Heath Ledger tenham o feito recentemente.
Tudo isso me despertou uma curiosidade incrível. E como ele podia ser tão lindo? Mais uma vez eu revisito o sentimento de querer ter nascido mais cedo, vai... não é legal isso, eu não tenho mais idade :(
De qualquer forma, se isso é um amor platônico, este acabou de barrar todos os anteriores. Porque é mais fácil casar e ter 35 filhos com o Macaulay Culkin do que encontrar o River Phoenix nesse mundo, mas bem que eu queria.
Tenho certeza de que se eu tivesse nascido em 1970 ao invés de 1985, nós teríamos feito um lindo casal.

(L)

Luv u, River!

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Keep off

Quando alguém importante vai embora da sua vida, não importa de qual forma, inevitavelmente a gente começa a revisar todas as relações que mantemos. Sejam de sangue, sejam de afeto. Desde domingo, ao voltar do funeral da minha amada avó, eu penso nisso sem parar.
Não é por uma necessidade sobre-humana de divulgar minha dor ao mundo inteiro que eu escrevo aqui, mas sim porque eu acredito que minhas palavras têm a capacidade – mesmo que discreta – de mudar um pouquinho o jeito como as pessoas pensam.
Existe muita, muita mediocridade por aí. Existe gente que é efusiva exacerbadamente; gente que nem conhece a gente e nos têm como confidentes. Gente que a gente encontra por aí, nesses bares da vida, e diz que está com saudade sem nem ao menos ter conversado mais de uma hora conosco. Que diria uma tarde, noite ou madrugada inteira.
Tem gente que a gente beija sem saber porquê; baseado em tão primitivo instinto. Tem gente que a gente dá a mão, os anéis, a cama e dedicação sem primeiro cultivar o mais importante: a intimidade, o gostar puro e simples.
Essas relações medíocres são as mais recorrentes. Elas chegam a encobrir aquelas que realmente existem e nos saltam aos olhos só mesmo quando acabam (pelo menos no plano físico). Eu nunca mais vou ver a mulher que me criou e que eu ainda amo (e vou amar até que nos encontremos novamante), no entanto, me incomoda pensar que muita gente sem grande importância ainda vai tomar meu tempo e a minha saúde. A troco de um instinto humano idiota.
Seria hipocrisia da minha parte dizer aqui que vou barrar todas essas pessoas da minha vida, até porque depois que as relações se fortalecem, vemos o quanto estávamos enganados. Mas isto é, se um dia se fortalecerem. Mas todas as outras – mentirosas, torpes, desnecessárias, cansativas – serão evitadas. Eu cansei de esperar muito de terceiros. Eu devia me prender a quem gosta de mim como eu sou, com todas as minhas manias bizarras e desgastantes, e que quer ficar ao meu lado de verdade; do que a gente que só quer uma companhia qualquer pra sair à noite.
Falei e falo. Tô cansando. Isso é um aviso. Keep off.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Beleza não põe a mesa

"She, who always seem so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them
When they cry"

Eu tenho medo de mim mesma. Finalmente constatei isso ontem após uma série de entraves provocados por adivinha, veja só, quem? Eu não sou daquelas pessoas pra qual você olha e gosta de cara; Deus me deu uma cara de antipática e não há beleza nesse mundo que possa mudar isso. Nunca disse que sou feia; apenas afirmo que não tenho um sorriso cativante ao ponto de me chamarem de simpática. Senso comum que acabei internalizando depois de tantos anos, apesar de ainda implicar de leve com isso.
Ainda assim, tenho percebido que ser como eu sou, digo fisicamente, não é um dos maiores presentes de Deus. Parece cômodo para quem vê de fora. Mas eu tenho estado cansada, cansada de tantas coisas, cansada de tantas situações constrangedoras, cansada de instigar o ódio em outrem, cansada de confusão, cansada de conversas ridículas que tento evitar, cansada de gente sem conteúdo, cansada das dificuldades que emanam dessas “facilidades”.
Começo a invejar pessoas que atraem outros seres humanos somente pela simpatia, pelo sorriso bonito, por um jeitinho único e especial que nasceram com elas. Não que eu não tenha nada disso – creio que tenho sim, minha auto-estima não é baixa não, sei ser agradável, apesar de ter os meus chiliques (normal). Não quero soar superior. Só que ninguém parece querer conhecer esse lado. Como o mundo é medíocre o bastante para se satisfazer somente com o superficial, as pessoas acabam tendo preguiça de descobrir o que se passa dentro da minha cabeça, o que eu quero, o que não quero, o que eu gosto, o que eu odeio, o que eu gosto de fazer nos domingos, a forma como eu repudio quem fala pegando e tudo que me faz ser como eu sou. A situação é crítica ao ponto de alguém querer dividir momentos fúteis comigo somente pela minha aparência. Isso é, definitivamente, repudiável, descartável, não respeitável.
Se beleza não põe a mesa, acho que é por simples e pura indolência dos seres humanos. Não devia ser assim.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Música, música, música

Ontem à tarde eu tive a confirmação de que o Whitesnake vem para a capital baré em maio deste ano. Especulações sempre existiram, apesar d’eu ter ouvido há tempos da boca do meu amigo produtor de shows que a iniciativa realmente rolaria até meados de 2008. Pois bem. Fofocas à parte, devo afirmar que extasiada é pouco pra definir o meu estado de espírito ao conversar com ele ontem por telefone e ouvir o “é verdade, está confirmado”. Enlevada é pouco ao me imaginar ouvindo uma das bandas da minha santíssima trindade de novo, mesmo que o Coverdale já tenha apontado o dedo pra mim em uma noite fervorosa de setembro de 2005 no Rio de Janeiro. Eu já vi o Whitesnake. Mas como descrever a emoção de você ouvir músicas que ama ao vivo? Nunca vai haver nada igual. É como o Angra, que mesmo depois de sete shows no meu currículo, ainda me faz chorar.

Minhas colegas de trabalho insistiam em achar exagero tanta empolgação depois que recebi a notícia. Rebati: “É porque vocês não amam música tanto quanto eu”. A tréplica veio, logo da repórter que também é cantora. “Eu também amo...”. Ok, disso eu não duvido, do contrário, ela não gastaria as poucas horas vagas que tem para colocar o gogó em prática e cantar. E ela canta bem, não discordo. Mas amar música com todo o seu âmago, viver disso e pra isso, eu não sei juro, não sei se existe alguém que eu conheça que tenha tanta devoção como eu.

Como explicar isso?

Tem dias que eu me pego tentando entender como eu poderia descrever a paixão que sinto pela música. Paixão não; paixão é vil, ela vem, te arrasa e vai embora. O amor fica. Amor, companheirismo, fidelidade... é isso que consta na minha definição de sentimentos quanto às notas musicais e tudo que as envolve.

Não conseguiria trabalhar com outra coisa. Consigo me ver facilmente neste meio até os meus anos mais tardios, onde a música é trabalho, amor, diversão e vida. Não consigo me imaginar de outro jeito, não. E se o homem é fruto do meio em que se encontra, eu sou a tese de que encontro no meu estilo music addicted tudo que preciso. Tudo.

Creio que conhecer uma música nova que toque a alma é quase o mesmo que se apaixonar. Pelo menos pra mim. Eu fico com dor de barriga só de ouvir a música. Quero conhecer tudo a respeito, tentar entender o que o artista estava pensando quando a compôs e tenho vontade de escrever na letra em todos os lugares possíveis e imagináveis. A gente não fica um pouco obcecado pela pessoa quando se apaixona? Comigo é o mesmo com relação à música...

Perdi a conta das vezes que ouvi uma canção quando senti que ela me fazia sentir diferente. Perdi conta das vezes que ouvi nos anos passados (hoje sem tanta freqüência, porque evolução é a base da vida e estou sempre aberta à novidades) “I Remember You”, do Skid Row; “The Scientist”, do Coldplay; “Don’t Cry”, do Guns’n’Roses; “Time” do Pink Floyd; “Hallowed be Thy Name”, do Iron Maiden; “Live Forever” do Oasis; “Ironic” da Alanis Morissette”; “Miss You Love”, do Silverchair; “Black Sabbath” do Black Sabbath, “Perfect Strangers” do Deep Purple...

Perdi a conta das vezes que obriguei meus vizinhos (eu não conheco o volume baixo no meu aparelho de som) a conhecerem músicas como “Holy Land”, do Angra; “2nd Dawn” da MindFlow; “Spirits of Sorrow”, do Glory Opera; “Cemetery Gates”, do Pantera; “Man in The Box”, do Alice in Chains ; “Don't Stop Me Now”, do Queen; “Epic” do Faith no More; “Adeus, Menino” da Luiza Possi; “Fool For Your Loving”, do Whitesnake... e também não sei mais quantas vezes fiquei na frente do espelho treinando air guitar ao som de “Tender Surrender”, do Steve Vai; “No Gravity” do Kiko Loureiro; “Prelude do April” do Malmsteen e ainda tentando tocar a bateria de “October 17th” da MindFlow...

Perdi a conta das vezes que cantei por esses tempos os que considero meus “novos hinos”, como “Hollow Years”, do Dream Theater; “Dolphins Cry”, do Live; “The Odyssey”, do Symphony X; “Nothing Can Keep Me From You”, do Kiss; “Dea Pecuniae” do Pain of Salvation, “Lift U Up” do Gotthard...

Enfim, eu não saberia precisar quantas músicas já me proporcionaram borboletas no estômago, mas eu posso afirmar que foram muitas, muitas e sempre... sempre vem uma que eu acho que eu vou ouvir até o fim dos meus dias, daí vem outra e pega lugar de honra no meu iPod. De vez em quando eu acho que só a música salva, principalmente em horas que falta pouco pra eu enlouquecer.
Talvez esse texto seja em vão...
Nunca ninguém vai entender o quanto eu amo música.

ouvindo: minha mais nova descoberta, Crashdiet.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Do céu ao inferno

Eu o observei dormir. Ele tinha uma estranha mania de se conservar na mesma posição a noite inteira e madrugada adentro, não emitia um ruído sequer, não roubava meu lençol. O engraçado é que fazia isso tudo sem deixar de balançar os pés em um ritmo irritantemente sincronizado, balançando a cama de leve, mas não da forma que eu acho mais agradável.
Mesmo que ele não roncasse e não se revirasse como quem fica tostando ao sol – o que era bom – depois de certo tempo o meu desejo mais forte era que ele virasse para o lado assim, meio sem querer, e me abraçasse pra tentar amansar aquele frio terrível inerente a terras que não são as minhas. Só que, cá entre nós, conchinha só é bom mesmo durante os primeiros dez minutos. Depois fica quente, o braço dói e eu acho vital trocar o travesseiro de posição algumas vezes durante o sono.
Observava o relógio trocando o display aos poucos. O odioso aparelho me adiantava que a manhã chegara. À medida que os minutos cresciam, diminuía o tempo que tínhamos juntos. Eu não poderia dormir, não perderia detalhes dos cílios, da boca, dos ombros, dos cachos que caíam sob o travesseiro encobrindo a estampa de florzinhas azuis. Eu precisava vivenciar aquilo com todos os meus sentidos. Precisava guardar aquelas lembranças, e quando voltasse, as manteria em um lugar bem escondido da minha memória, fora do alcance da realidade que insiste em me puxar para longe dele. Só assim elas seriam eternas e intocáveis.
Não me sentia cansada. Nem um pouco. Mas começava a sentir borboletas no estômago porque junto com a manhã, vinha a partida e junto com o avião, decolaria tudo que envolvia aquele universo que tinha me deixado apaixonada. Estava apaixonada e me odiava por isso; sempre fico vulnerável demais, faço muitas perguntas existenciais, gasto muito dinheiro levando minhas amigas pra tomar cerveja e discutindo meu pseudo futuro amoroso, gasto dinheiro para estar junto do cara, gasto paciência tentando entender a mente masculina e perco horas e horas me preparando pra tirar o telefone do gancho e ter bom assunto para desenvolver.
Nele, gostava muito de muita coisa e odiava bastante pequenas atitudes. Amava a forma como ele segurava minha mão. Odiava o fato dele manter aquele status apelativo do orkut. Amava quando ligava domingo à tarde pro meu trabalho enquanto eu estava em pleno plantão de fim de semana somente para "ouvir sua voz", como costumava a dizer com aquele sotaque maravilhoso. Odiava quando não me ligava. Amava quando demonstrava afeto em público. Odiava quando trocava o "qualquer coisa" pelo "amiga". Amava quando cantava pra mim. Odiava o fato disso ocorrer tão poucas vezes...
Acho que a minha boa vontade de compreender idiossincrasias que me parecem idiotas diminui gradativamente com a idade. Incrível, porque eu tinha uma paciência de santa com ele. Mesmo descobrindo, a cada dia que passava, uma novidade incômoda. Não, não tinha nada de condenativo, nenhum passado negro, nenhuma ex-namorada enlouquecida ligando de 5 em 5 minutos me ameaçando de morte. Coisas como essa não existiam, disso aí eu nem poderia reclamar. Eu tinha achado um dos últimos homens puros do universo e olha que eu nem sou beata pra achar isso o máximo. Aleluia, anyways!
As borboletas no meu estômago voavam em vão, porque não poderia levá-lo comigo. Eu faria as malas em poucos minutos, enfrentaria o trânsito e chegaria ao aeroporto com aquele cinismo básico estampado na minha cara. Cinismo de quem sorri, considerando a visita como uma das milhares que sempre rolam nesse trabalho que me leva a viajar constantemente. Verdade de quem chora escondida assim que entra na sala de embarque, carregando o coração na mão, onde também estava seu rosto e seus gostos (que eu tanto reclamo...). Não poderia ficar lá. Não poderia levá-lo comigo. Nem naquele 27 de dezembro de dois-mil-e-sete, nem nunca.

terça-feira, janeiro 29, 2008

"Nothing can keep me from you..."


Um dos meus sonhos mais bregas é invadir o show de uma banda, que esteja de preferência lotado, pedir pra eles tocarem “Nothing Can Keep Me From You”, do KISS e fazer uma performance totalmente dramática. Com certeza *ele* estaria no meio da platéia, daí do meio pro final da música (quando ela vai ficando cada vez mais melosa), eu ia cantar de joelhos, ia rolar no palco, ia apontar na cara dele e gritar “no moooooooountain, no ocean, no riveeeerrr... nothing can keep me from you!”.
Provavelmente ele ia morrer de vergonha, mas eu ia achar o máximo. Pra fechar tudo, eu ainda ia descer do palco correndo e ia dar um beijo daqueles cinematográficos. Ah, eu adoro essas coisas exageradas.


“Wherever you are, that's where I'm gonna be
No matter how far, you'll never be that far from me
Some how I would find you, move heaven and earth to be by your side
Oh I'd walk, this world to walk, beside you

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river too deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you
There's no race that I would not go to
No distance would ever be too far
To keep me away I'd always find a way
To show you it's true
Nothing can keep me from you
Nothing can keep me from you

I gave you my word; I would be there for you
And you can be sure there's no mountain that
I would not move
Just to lie beside you spend my whole life
Lookin’ in your eyes
Yeah I swear, I'm there for you, forever

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river too deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you

And I would go anywhere to be anywhere you are
And I would do anything just to hold you in my arms
Nothing can stop a love this strong
Yeah I swear, I'm there, for you forever

No mountain could ever stand between us
No ocean could ever be that wide
No river to deep to keep your love from me
I swear it's the truth
Nothing can keep me from you
There's no race that I would not go to
No distance would ever be too far
To keep me away I'd always find a way to show
You it's true

Nothing can keep me
No, nothing can keep me from you
No mountain, no ocean, no river
Nothing can keep me from you
No mountain, no ocean, no river
No mountain, no ocean, no river
Nothing can keep me from you”

S2

sábado, janeiro 26, 2008

Namoro unilateral


"She's not the kind of girl
You hear about
She'll never want another
She'll never be without
She'll give you all the signs
She'll tell you everything
Then turn around and walk away"

O meu problema é que eu sou passional demais. Maioria das vezes eu encaro isso como algo positivo, porque funciona como um gás para tomar certas atitudes. Tem gente que fica estagnada pensando nos "se's", "quais", "poréns", "afins", "pense bem"... eu simplesmente não consigo pisar no freio. Só que, se eu penso de forma inversa à minha personalidade; ou seja, de forma racional, eu vejo que ser assim é bastante complicado.
Outro dia vim a conhecer um termo que achei muito interessante: o "namoro unilateral". Talvez seja particularidade das pessoas passionais como eu. Vou tentar descrever...
Sabe quando você bate o olho em alguém e vê um sorriso compatível? Já aconteceu comigo algumas vezes. Em todos os casos, depois de um tempo essas pessoas de sorriso bonito se tornaram muito importantes para mim porque eu busquei criar relação com elas. Mas poderia ser diferente: eu poderia encarar aqueles sorrisos, sentir um friozinho na barriga como quem se apaixona instantaneamente por algo que não conhece, daí ir embora sem olhar pra trás....
Justamente por ser passional demais, eu não consigo fazer isso. No segundo seguinte, minha mente é povoada com pensamentos bons, nos quais aquela pessoa pode ser o protagonista que irá fazer meu mundo ficar mais divertido, daí para mais. Não sei se existe uma explicação da física quântica pra isso, mas eu sinto que meus pensamentos devem atingir o outro. Porque, como eu mesmo já disse, geralmente esses "amores instantâneos" vem a se tornar realidade a longo prazo. Acho que a pessoa, de certa forma, se sente escolhida.
Daí chegamos ao ponto de que a reciprocidade nem sempre pode ser do jeito que desejamos. Talvez a pessoa se apaixone por você, talvez ela goste da sua companhia, talvez não aconteça absolutamente nada. Também já experimentei as três possibilidades. De todas, acho que a mais intessante dessas é aquela que provoca o tal "namoro unilateral". O sentimento que cresce aqui (tô mostrando) dentro só você consegue entender... só você consegue mensurar.

Ele tinha praticamente tudo a ver comigo. Em uma noite consegui conhecer um universo inteiro e a cada minuto que passava, mais encantada eu ficava. Era como desembrulhar presentes na manhã de natal, tamanha era ansiedade que eu tinha de prolongar as horas pra continuar ao lado dele. Só que junto com o sol que nascia chegava a hora dele ir embora, pra bem longe...
O cara viajou e eu fiquei aqui com as lembranças escassas, porém fortes. Cada vez que eu lembrava de como ele tinha me feito feliz naquele único dia que nos vimos, eu me fortificava... de forma que nem a distância conseguia me afastar dele.
Com o passar dos dias, semanas e meses percebi que estava experimentando o tal "namoro unilateral". Não tinha vontade de outros abraços... não porque em um "namoro" a gente deve fidelidade ao outro até por conivência da sociedade, mas porque isso seria trair a mim mesma. Porque eu era a única parte desse namoro. Era um namoro unilateral, certo?
Só que você, por ser passional, sente aquela necessidade herculana de provar para si mesmo que vai conseguir transformar o namoro unilateral em algo que você e ele possam compartilhar.

Demorou tanto... demorou para eu conseguir ao menos vê-lo mais uma vez.
Hoje eu olho pra trás e vejo o monte de coisa boa que já aconteceu. Desde o primeiro sorriso... até o quanto evoluiu por conta desse impulso unilateral da minha parte. Êta sentimento bom.
Vejo que só mesmo alguém que é passional pode se propor a algo do tipo. A maioria deixaria pra trás assim que o dia amanhecesse...
Eu não sou o melhor exemplo, penso. Não vou dizer que todas as dificuldades tenham sido vencidas no meu caso, mas as recompensas que tive até agora ainda me fazem muito feliz.
Se eu não fosse assim, que lembranças maravilhosas eu teria? Que aventuras eu contaria às minhas amigas?

Maybe you'll understand.

* Contabilizando amanhã 30 dias in-a-row de distância. Saudade incômoda.