domingo, novembro 25, 2007

Let your heart flow

"Bad moon white again
Bad moon white again
As she falls around me".

...

Uma das coisas que mais me revolta é que, dessa grande janela que fica cerrada à frente da minha mesa do trabalho, não se projeta a lua. É claro que ela fica escondida por trás dessas persianas imundas. E eu nem posso abri-las. O pessoal acha que distrai.
Essa semana foi peculiar. Segunda trabalho, terça (feriado) trabalho e mensagens que me deixam rindo à toa, quarta trabalho, quinta trabalho e muita comida e bebida "cedida" pelos assessores que nos amam, sexta trabalho e não saí, sábado trabalho e não saí e domingo estou aqui no trabalho.
Se o David Helfgott ficou doido tentando tocar o Concert Nº 3 do Rachmaninoff, pode ser que eu esteja no mesmo caminho. Porque mesmo quando não era obrigado pelos professores, ele ficou tão aficcionado, que de noite, de tarde, de madrugada, ele só queria tocar Rachmaninoff.
E com uma rotina de trabalho dessas, eu ainda chego em casa, e quero escrever o resto da vida.
Esse texto não vai ser conceitual, se você ainda tá procurando um tema em comum nos três primeiros parágrafos aí em cima. Não importa. Hoje, parafraseando a frase que tem no topo da página, I'm just letting my heart flow.
Engraçado como o passado deu as caras essa semana também, tornando-a ainda mais nostálgica. Em partes isso é bom, em partes ruim. Tem vezes que tudo que eu mais quero é engavetar tudo que veio antes desse ano. Com exceção de algumas pessoas indispensáveis, acho que não há mais nada que me segure por aqui. Até as pessoas indispensáveis, meus caros, terão de ser deixadas para trás nesta temporada que há de vir.
O que eu preciso mesmo é conversar com alguém. Não qualquer pessoa. Eu queria que o interurbano aqui do trabalho ainda fosse de graça pr´eu poder conversar tudo que me aflige por essa época do ano. Porque só certas pessoas conseguem me deixar tão melhor. Nesse time só havia eu, o André e minha mãe. Agora ele ganhou um novo integrante. Isso me deixa muito, muito feliz...
Eu gosto de natal e ano novo. O problema são os flashbacks que eles me trazem, e sinceramente, the hell with them. Eu não quero flashbacks que não estejam contextualizados no ano de 2007.
Ainda bem que hoje é domingo... meus domingos costumavam a ser cretinos, mas hoje eles são uma promessa de sorrisos o resto da semana.

"Os dias que eu me vejo só são dias que eu me encontro mais..."
Salve os remelentos do rock, salve a família Camelo.

Meu Deus, será que eu virei emo de vez?

Um comentário:

Sombras Somente disse...

Solta e envolta.
Quiçá desenvolta.
Conheço o sangue.
Adorei.