quinta-feira, novembro 29, 2007

November(rain)

"I'll always remember
The chill of November
The news of the fall
The sounds in the hall
The clock on the wall ticking away
'Seize the Day'
I heard him say
Life will not always be this way
Look around
Hear the sounds
Cherish your life while you're still around"

Ah, eu gosto tanto de novembro... pena que tá acabando. Deve ser por isso que eu postei tantas vezes nesse mês.

terça-feira, novembro 27, 2007

Mãe, não quero ser boazinha...


por Loyana Camelo
ESPECIAL PARA A CRÍTICA

Minha mãe definitivamente se encaixa no grupo de mulheres contemporâneas bem-resolvidas. Ao contrário das mães antiquadas, cujos costumeiros ensinamentos incluem “case-se por amor”, “dinheiro não traz felicidade”, “seja dócil”; nada disso fez parte da educação que ela deu à sua filha. Se tivesse sido escrito nos idos anos 80 (época em que nasci), o ótimo “Mulheres Boazinhas Não Enriquecem“ teria sido seu manual de instruções. Como o livro só foi lançado recentemente, coube a ela presentear-me com o mesmo.
O que seria, então, uma mulher boazinha? Em sua conotação literal, bondade é uma qualidade que muitos consideram ser intrínseca do sexo feminino. Mas não é essa bondade (no sentido mais próximo da caridade) abordada na obra. Falo aqui do sentido mais pejorativo do termo, daquele que classifica pessoas que não se importam fazer sacrifícios para ter a imagem de dócil.
De acordo com a autora toda-poderosa Louis P. Frankel, é justamente aí que está o erro.
Diferente daqueles livros cansativos de auto-ajuda, “Mulheres Boazinhas não Enriquecem” combina raciocínio financeiro com planejamento. Objetiva, antes de tudo, adentrar na cabeça dessas mulheres boazinhas e fazer elas entenderem de uma vez por todas que: não, os homens não são os únicos que entendem de dinheiro; não, não é ruim ser ambiciosa; sim, casar com um homem rico é uma ótima idéia. Entende? É preciso fugir desse tipo de ensinamento, comum entre as mães mais tradicionais (coisa que a minha, ainda bem, não é).
“Dinheiro é poder, e a maioria das meninas não é ensinada a ser poderosa – a maioria é ensinada a ser boa”, diz a autora em um dos trechos da obra. Pode espernear dizendo que não é boa... mas você só vai descobrir isso na íntegra depois de fazer o teste encontrado no primeiro capítulo. A “auto-avaliação - por que mulheres boazinhas não enriquecem” é uma forma de desvendar traços da personalidade feminina que muitas escondem.
Depois de responder a 42 perguntas (seja honesta, garota!), verifique porque você não é rica.
Ao longo de “Mulheres Boazinhas (...)”, são apontados 75 erros fatais que comprometem a situação financeira confortável. Para remediá-los, são dadas dicas perfeitamente aplicáveis ao dia-a-dia (nada de utopia). Tudo muito bem amarrado a uma linguagem fácil e exemplos divertidos.
Vale lembrar que as mulheres ricas não precisam ser, necessariamente, maldosas ou frias. O ensinamento mais valioso dado por Lois P. Frankel, dona Marly Camelo já havia dado há tempos para mim: dependa única e exclusivamente de você mesma. Ser ambiciosa não é algo ruim; quer dizer que você tem objetivos bem traçados na vida e não hesita em correr atrás para realizá-los. Garotas boazinhas se preocupam em manchar os vestidos ao longo da caminhada ao sucesso; as ambiciosas, deitam e rolam se assim for necessário.
Eu não quero ser boazinha!

(matéria divulgada no Jornal A Crítica dia 31 de julho de 2007)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Just water...

"Tide up, your realm.
So dive...

Tired and awake
So dive... and cry over
Well, that ain’t all around you...

Come away, I’m not afraid.
Alive, afraid of all the way,
Long run,
I lay alone,
I pay alone my try.

A glide around here,
Where there are no tears
Can it unbar doors?
Rider on the field...

Cause winter,
Familiar matter, for the dirty lives
On a real and dark reverse, rim comes again"

...

É hoje... eu gostaria de estar lá agora. Damn it. Tudo bem, na verdade, eu devo estar...

domingo, novembro 25, 2007

Let your heart flow

"Bad moon white again
Bad moon white again
As she falls around me".

...

Uma das coisas que mais me revolta é que, dessa grande janela que fica cerrada à frente da minha mesa do trabalho, não se projeta a lua. É claro que ela fica escondida por trás dessas persianas imundas. E eu nem posso abri-las. O pessoal acha que distrai.
Essa semana foi peculiar. Segunda trabalho, terça (feriado) trabalho e mensagens que me deixam rindo à toa, quarta trabalho, quinta trabalho e muita comida e bebida "cedida" pelos assessores que nos amam, sexta trabalho e não saí, sábado trabalho e não saí e domingo estou aqui no trabalho.
Se o David Helfgott ficou doido tentando tocar o Concert Nº 3 do Rachmaninoff, pode ser que eu esteja no mesmo caminho. Porque mesmo quando não era obrigado pelos professores, ele ficou tão aficcionado, que de noite, de tarde, de madrugada, ele só queria tocar Rachmaninoff.
E com uma rotina de trabalho dessas, eu ainda chego em casa, e quero escrever o resto da vida.
Esse texto não vai ser conceitual, se você ainda tá procurando um tema em comum nos três primeiros parágrafos aí em cima. Não importa. Hoje, parafraseando a frase que tem no topo da página, I'm just letting my heart flow.
Engraçado como o passado deu as caras essa semana também, tornando-a ainda mais nostálgica. Em partes isso é bom, em partes ruim. Tem vezes que tudo que eu mais quero é engavetar tudo que veio antes desse ano. Com exceção de algumas pessoas indispensáveis, acho que não há mais nada que me segure por aqui. Até as pessoas indispensáveis, meus caros, terão de ser deixadas para trás nesta temporada que há de vir.
O que eu preciso mesmo é conversar com alguém. Não qualquer pessoa. Eu queria que o interurbano aqui do trabalho ainda fosse de graça pr´eu poder conversar tudo que me aflige por essa época do ano. Porque só certas pessoas conseguem me deixar tão melhor. Nesse time só havia eu, o André e minha mãe. Agora ele ganhou um novo integrante. Isso me deixa muito, muito feliz...
Eu gosto de natal e ano novo. O problema são os flashbacks que eles me trazem, e sinceramente, the hell with them. Eu não quero flashbacks que não estejam contextualizados no ano de 2007.
Ainda bem que hoje é domingo... meus domingos costumavam a ser cretinos, mas hoje eles são uma promessa de sorrisos o resto da semana.

"Os dias que eu me vejo só são dias que eu me encontro mais..."
Salve os remelentos do rock, salve a família Camelo.

Meu Deus, será que eu virei emo de vez?

segunda-feira, novembro 19, 2007

Vale a pena ver de novo?


Cúmulo do romantismo barato: voltar pra casa cedo em véspera de feriado, parar na locadora, comprar um pote de sorvete e alugar um filme velho (mas tudo bem, eu amo filmes velhos) como "A Place In The Sun" e chorar junto com a Elizabeth Taylor quando ela fala:

Angela: Goodbye, George.
[anda um pouco e olha pra trás...]
Angela: Seems like we always spend the best part of our time just saying goodbye.

ou então

Angela: Every time you leave me for a minute, it's like goodbye. I like to believe it means you can't live without me.


...

Daí ficar propositalmente pensativa ao me dar conta o quanto essas cenas se repetem na novela da minha vida, que mais parece um "Vale a pena ver de novo"...

domingo, novembro 11, 2007

Moonriver


Eu volto carregando algo que não sei o que é, talvez não seja nada e na verdade essa é a maior probabilidade. Eu volto carregando nada. Eu volto carregando o vazio.
Eu volto para ver os cenários de um show que já deveria ter encerrado há tempos. Cidade que parece ter encolhido... horas que se esticam.
Voltei para casa ouvindo Moonriver, na voz do Frank Sinatra. Era uma daqueles after-hours com o pessoal do trabalho que geralmente ocorrem às sextas, quando nosso pensamento está adiantado dois dias (sábado e domingo) e só mesmo uma cerveja gelada pra voltar a mente para o momento atual (mode workaholic: off).
Pois é, na maioria das vezes, após alguns copos, os pensamentos acabam por se confundir. São muitas risadas, papos intelectuais, besteiras, planos, lembranças... chega um, chega outro, a mesa fica pequena, traz mais cadeiras, traz mais uns copos, conta aquela história, ‘alguém quer ir ao banheiro?’, o que vamos fazer amanhã, etc...
Era um daqueles barzinhos ao ar livre. A lua se exibia orgulhosa, estava grande, gorda, branca... de vez em quando, em meio àquela maçonaria particular, eu me distraía só de pensar que aquela mesma lua estava se exibindo em outras partes do País onde eu desejaria estar mais no que em qualquer outro lugar do mundo, muito mais do que naquela mesa de bar rodeada de amigos bem-humorados.
Não sei se isso é egoísmo. Não encarei desse jeito. Uma vez, conversando com uma ex-colega de faculdade (não que ela tenha deixado de ser colega, eu que me enchi do curso de direito e tranquei) a respeito de findos namoros, ela solta algo que vira e mexe eu me lembro. Quando você sente falta de alguém, seja lá qual for a situação – o que inclui festa de aniversários de 80 anos, batizados, missas, arraial, show, trabalho, mesa de bar – é porque ainda dá pé. É porque ainda vale a pena dormir e acordar com a idéia fixa de trazer aquela pessoa para o mais perto impossível.
De todas as coisas fúteis do mundo – e não são poucas – creio que ficar com um alguém qualquer esteja no topo dessa lista. Mas eu ainda me surpreendo quando encontro uma alma compatível. E ao ouvir Moonriver, lembrei das vezes em que estive trabalhando, estudando, chorando ou sorrindo; momentos tão volúveis da vida; e quis mais do que tudo dividir apenas o momento de olhar a lua.
Será que já não deixei claro o bastante que essa saudade é imperecível?

"We're after the same rainbow's end
Waiting 'round the bend
My huckleberry friend
Moonriver and me"

posted by: Loy*