sexta-feira, setembro 14, 2007

My time is ticking by...

Não venha me dizer que é fácil, porque não é. Eu sei bem. Eu sei bem o que é estar trabalhando, ter uma página enorme pra escrever e simplesmente ter as idéias travadas de uma hora pra outra. Tá... isso aí, realmente, não é difícil. Basta pensar que, ao lado do pouco tempo que eu tenho para terminar a matéria, igualmente em pouco tempo terei de pegar o telefone para enfrentar meus medos. Essa é uma forma educada de dizer que ficarei correndo de um lado pra outro, irriquieta, com o rosto vermelho sob olhares inquisidores de gente que não entende. Não entende nada. Não entende metade. E também não sabe perguntar, porque quando vem me questionar "qual é o problema", já pensa que é besteira. Devia ser. Mas não é.
Cada pessoa tem uma estratégia organizada para agir em certas situações. Eu sou boa em lecionar o melhor plano para cada objetivo, seja lá qual for esse, porém o momento de aplicá-los em minha realidade é muito volátil. Eu esqueço de tudo. Me dá vontade de sair correndo porque caralho, mesmo tendo plena noção de que certas coisas não acontecer porque não me fariam bem, eu continuo insistindo no que eu acredito. Até que ponto isso é saudável?
Daí eu olho pro telefone. Ele me encara como um aparelho medieval de tortura. Pego, largo na mesma hora. Sentei na cadeira da minha chefe pra ver se me dava mais coragem, talvez um certo ar de liderança, mas não adiantou nada. Larguei de novo. A Suelen e a Marina me olharam como olham todos os inquisidores-não-entendedores-de-nada-que-se-passa-aqui-dentro.
Já acabei há tempos a enorme página que eu tinha pra escrever. Heroicamente! Demorei mas consegui. Era um assunto complexo, fora da minha alçada, no entanto o que há de ser feito e com prazo para ser feito, não permite escapadas. Também não me pergunte se eu terminei rápido porque estava nervosa, ou se o tempo simplesmente passa mais rápido quando queremos que ele se estique. Acho que o Cazuza explica isso melhor do que eu.

"E o tempo passa arrastado... só pra ficar do teu lado".

Nem jantei e a fome passa longe da redação do jornal. Estou com uma música maldita na cabeça. "Until the end of time you'll never be alone...". Porra, por que diabos ele não canta isso pra mim? É justamente por conta dessas incertezas, dessas fraquezas, dessas messagens invisíveis por todos os cantos, que eu fico nessa agonia interminável. Um dia desses estava a me perguntar se as tão aclamadas mensagens invisíveis existem mesmo pra me alertar ou se sou eu que ando prestando muita atenção aos mínimos detalhes.
Either way, de duas uma: ou eu pego logo a merda desse telefone e ligo ou pago para ver, literalmente, se isso vai dar em algum lugar (etéreo).

Tá bom, eu ligo.
posted by: Loy*

4 comentários:

Renata Paula disse...

Caralho..
porra..
nao fica bem pruma menina bonita como você usar essas palavras..

:o

Supernova disse...

abestada lesa
:P

Miguel S. disse...

Supernova:
Antes de mais, obrigado pela visita.
Partilhamos esse duro e ingrato, mas também tão prazeroso, ofício da escrita. Faz tempo que não estou numa redacção todos os dias, mas a angústia do deadline, do ecrã branco (que substituiu a imagem da folha branca), essa faz parte da nossa vida.
Saudações lusas!

OLhos disse...

acho interessante essa situação, temos de agir, dá aquele momento de dúvida, o que fasso? o sentir, o dever, o querer ou poder... Acredito no sentir... Aquele primeiro filling de que fazendo de tal geito vai dar certo.
heheh... Já me quebrei em algumas por isso...