terça-feira, julho 31, 2007

Drink life as it comes



Fazia eras que eu não escutava Bush.

"Drink life as it comes..."

Me faz lembrar o quanto o passar do tempo depende de certos fatores também igualmente passageiros. Como uma semana, tão dolorida, pode demorar eras; e o quanto mais eu gostaria que as horas, os dias, os meses se arrastassem pra que não esquecesse do cheiro, do gosto, do rosto... mais parece que eles voam.
O medo de esquecer as coisas especiais sempre atormenta. A gente tenta buscar no fundo da memória um jeito de refrescar os pensamentos, de se transportar para os momentos mais preciosos como uma maneira de não deixar apagar a chama que nos faz querer vencer obstáculos para revivê-los. Mas é difícil; justamente porque o tempo e a distância fazem parte de um ciclo vicioso que encontra na paixão sua antítese favorita. Então o ser humano cai nessa armadilha bem bolada (e traiçoeira), deixando para trás o que lhe movia, para dar lugar à comodidade e ao conformismo. Estes por si, afastam ainda mais a paixão... por coisas, pessoas, lugares, sonhos.
Isto, em ditas proporções bem maiores, pode soar loucura.
Ainda bem que em meio a esta quase-loucura, horário de fechamento (este sim é o rei: passa voando, incrível!) das edições, exigências... tenho algo que o tempo não pode lutar contra: a música. Sim, porque a música é uma forma de eternidade... e posso até vir a esquecer o cheiro, o gosto, a forma como se encaixam os braços que formam o abraço, mas sua voz eu nunca vou esquecer. Justamente porque está na música. Viva a paixão, a música, a voz.
Enquanto isso, só me cabe continuar esperando.

posted by: Loy*
ouvindo: Bush - Straight No Chaser

quarta-feira, julho 25, 2007

I'll risk!

I feel alone
But now, it doesn't matter cause
I still believe you lost in me, everything
Love, field of lull
And all I have been, I've been for you.
I believe in you.
Part of me will always be you.
Surrender to me
I'm ready to break all these walls.
Bring down to me
Untie me to live on dreams I've sold long ago
I'll risk all to see.


posted by: Loy*

sexta-feira, julho 06, 2007

Silêncio que atordoa

Vou usar esse canal para desabafar algo que, sinceramente, me deixa inconformada. Creio que este aqui é um veículo livre, cujo espaço pode servir para a dor, a alegria, a desilusão, o encantamento mas também para protestos.
Cara, a liberdade de expressão é algo incomensurável para o homem. Até que ponto um ser humano, utilizando-se do fato de que é dono de uma empresa de comunicação, pode vetar notícias porque não quer concorrentes para uma outra empresa sua, que nada tem a ver com a primeira, mas tira vantagem desta?
É um absurdo um repórter não poder CITAR o nome de uma banda que irá tocar na cidade só porque o dono do jornal vai ficar putinho. Pois ele deveria aprender que certos eventos, principalmente se forem deste estilo escroto que ele gosta, não possuem o mesmo publico que outros certos eventos. O caderno de cultura fica seco. Pobre. Restritíssimo. Bocas são fechadas; um silêncio que atordoa.
Quem perde? Não sei se os demais produtores da cidade ou o próprio veículo de comunicação, que falta com imparcialidade, ética e acima de tudo, NOÇÃO.
Esse tipo de jornalismo vendido é uma grande bosta e eu me vejo de mãos atadas por não poder reclamar pra ninguém. Aqui eu reclamo; e foda-se.


Posted by: Loy*
Ouvindo: Crossing enemy’s line