quinta-feira, junho 07, 2007

My reasons to be a murderer

“Cry a river for my enrapt
Behavior: one to random.
Leading the rank of all the rays, yet,
Fade out the sight, I'm afraid of the light
Fatherless for all my life
A reason to want and wait this alibi”



My reasons to be a murderer: Eu teria todas as características para ser uma serial killer. Não fosse pelo espírito superprotetor da minha mãe. Ao menos não fosse por ela...
A confusão de idéias na minha mente, uma onda sem fim que me deixa acordada e salta em meus olhos. São janelas que denunciam a desordem espiritual. Entrei no consultório do neurologista e ele logo entendeu o que se passava. Fico irriquieta. Minhas pernas não param um só segundo.
Vivo a sensação constante de estar fazendo tanto, até além da minha capacidade como ser humano, mas ao mesmo tempo não fazer o suficiente.
Se você me perguntar agora como ela era, não vou lembrar. Sei que ela riu da minha cara enquanto eu ouvia meu mp3 player e rabiscava neste caderno; deve ter me considerado uma louca, daquelas bem paranóicas, que não conseguem relaxar nem enquanto esperam para ser atendidas pelo neurologista. Querendo ou não era verdade, né?
Mas não gostei da forma como ela me olhou. Logo pensei em puxá-la pelos cabelos e joga-la no porta-malas do meu carro. Depois, iria segurar a faca...

Drop the knife,
Dramatize;
A little of me wants a dramatic role...
Grow your lines,
Dragonfly.
A runaway guides to a locked room…”

… mas sei que iria bater o arrependimento. Não sou tão livre assim. Livre da falta de consciência humana, que nem é humana por assim dizer, é monstruosa. Eu iria querer o colo da minha mãe para dispensar todas as minhas mágoas, visto que ela, somente ela além de mim, conseguem me fazer sentir melhor quando ondas negativas me rodeiam.

“Hold me lilac rose and...
Hide inside my eyes.
Long run to learn me and live as one
Life: why me?”

Por que havia escolhido ela? Só porque me olhou torno com um risinho sacana enquanto eu expurgava meus demônios? Eis a resposta: não me olhe com essa cara sarcástica enquanto eu estiver expurgando meus demônios, ouvindo musicas raivosas e rabiscando no meu caderno, que é uma forma de organizar minhas idéias. Talvez não...

“Well, sometimes I think I only caught you because of your lipstick”.

Já estava meio alcoolizada ontem quando me bateu a terrível idéia de fazer um caminho diferente só pra ver se eu agüentava o rojão. A figura pálida me instigava ódio e eu tinha em minha mente todo o trajeto que faria desde o momento que considerasse concretamente a possibilidade de tirar sua vida. Que vida que nada. Ela era uma natureza morta desde sempre. Só iria tirá-la do convívio da sociedade, pois ela era tão insuportável.

“You listen to me! what a fool you are
Imagined I apologize for anything!

Nunca! A idéia continua me rondando. Então, cuidado... que eu posso seguir meus instintos.

Posted by: Loy*
Ouvindo: MindFlow – FOLLOW YOUR INSTINCT

3 comentários:

Anônimo disse...

Uma arma carregada, arme e atire

Eu precisava te ver. Foi por isso que eu apareci na sua casa, nessa tarde. Você não estava lá, e uma força me prendia ali, mesmo sabendo que eu não deveria ficar. Eu não tinha a sua permissão. Parecia tão errado...
Da entrada, eu pude sentir o seu cheiro. A casa estava simetricamente silenciosa. Mas eu ainda sim conseguia te ver ali. Indo à cozinha e fazendo um café. Sentada no sofá, rindo escandalosamente (como você sempre ria e sempre assustava o meu sorriso tímido) da piada de algum filme na madrugada de alguma terça-feira. Ou me ligando às seis horas da manha, dizendo que isso não daria certo, e que não dava mais pra continuar desse jeito.
Eu subi as escadas. Sorri enquanto lia alguns dos vários post-it’s grudados na parede, notas corriqueiras do tipo “o rolo de papel higiênico precisa ser trocado. Troca logo agora, porque se você esperar sentar na privada você não vai levantar pra trocar”, ou então aqueles poemas que você escrevia quando estava bêbada, ou não conseguia dormir. Eu peguei o meu preferido:
“Eu estou precisando de você.
Com as palavras na sua doce voz.
Entre aquela longa e delicada respiração.
Suave e lenta.
Não me olhe agora.
Essas lágrimas egoístas são desmerecedoras dos seus olhos.
Eu sou tão desmerecedora de tudo aquilo que eu sinto falta em você.
Como esses pensamentos,
Tão desesperados para escapar desse lugar.
Eu estou sentindo a sua falta.”
Continuei a subir as escadas. O corredor me levava a um único fim. A luz era escassa ali, ou pouco de claridade que iluminava fracamente o chão vinha da porta do seu quarto que estava entreaberta. Eu hesitei um instante antes de entrar.
Eu olhei tudo. Havia cartas na mesinha ao lado da sua cama. (Eu não as li). Havia roupas jogadas no chão. (Isso tudo era tão você). Eu vi uma foto nossa pendurada na parede em frente a sua cama, ao lado do seu armário. Você beijava o meu rosto, enquanto eu sorria de olhos fechados. Você estava tão linda. O álcool era tudo nas minhas veias. Eu gostaria de saber como tudo isso começou.
Eu ouvi a porta fechar. Não sabia o que fazer. Eu ouvi você rindo da piada de alguma outra pessoa. Me sentei no seu armário e fechei as portas. Eu podia ver tudo dali. Havia buracos por toda parte. E eu o vi segurar o seu corpo junto ao dele enquanto te puxava para a sua cama. Eu me sentia deitar na grama, perto de algum túmulo. Havia mãos por todas as partes. (As partes que eu não podia tocar).
Você mantinha os olhos abertos, olhava sem piscar a parede. E eu pensava. E eu me fazia perguntas, as quais somente você poderia me dar as respostas. “Eu sou mais do que você pediu?”. Não se importe comigo. Eu só estou observando vocês dois do armário. Desejando ser o atrito na sua calça. Ele não entende a sua pele. Ele acha que tudo isso não passa de sangue irrigando o nervo entre as suas pernas. Mas é muito mais do que isso. Essa tensão está em todas as suas células. Como uma força que emana de todos os seus poros. Eu conseguia senti-la da onde eu estava. Era quase palpável. Era palpável. Os meus dedos, desejando ser os seus, a tocou. O ar nos meus pulmões faltou. Como quando a gente dá a primeira tragada num cigarro, e tudo gira, e tudo fica pesado. Não é estranho o quanto eu desejo ser ele?
Eu ouvi você deixar o seu coração cair. Eu vi você quebrar o meu nome entre os seus dentes. Por que você faz isso? A gente sempre inventa de dormir por aí, e nós estamos sempre dormindo com o time errado. E eu aqui, morrendo de vontade de dizer o que quer que seja que você queira ouvir.
Eu posso ser apenas um arranhão na madeira da sua cama, mas você não passa de uma linha numa carta. Não se esqueça disso.
A minha mão trabalhava, mas eu não me deixava ir enquanto você não fosse. Eu sabia que era assim que você queria que acontecesse. Eu gostaria de dizer que isso parecia errado, mas não é. Não importa o que você diga. Eu não me lembro de ter dito que te detestava, ou de ter passado a idéia de que eu queria deixar tudo isso para trás. Meu Deus, eu não conseguia parar de te olhar.
Quando tudo acabou, você pediu que ele se retirasse. Você o tirou de cima do seu corpo e o empurrou para fora do quarto. Eu vi tudo estampado na sua face. Quando você ouviu a porta ser fechada novamente, foi direto ao banheiro. Eu ouvi a água caindo na sua pele. Tirando ele de você. Eu sabia que era hora de ir embora. Ao sair do armário, percebi que o que você olhava o tempo inteiro era, na verdade, a nossa foto. Nós estamos indo para o fundo do poço. E meu amor, nós estamos indo dançando.
Ouvi você desligar o chuveiro. Enquanto eu saía do quarto, olhei para trás uma última vez, e vi, no espelho, a minha calça presa na minha cueca.

bom fim de semana

bj

Supernova disse...

Gostei... poser em seu modo único de ser.
Ah, quem sou eu pra falar de poser, também sou caralho.
No entanto parece meio irreal. Aconteceu mesmo?

eu só escrevo o que aconteceu de verdade...

Anônimo disse...

Eu tambem só escrevo o que aconteceu mas eu encremento um poucoo.....mas na sua essência ele eh real sim...aconteceu e foi fodaa....

ehh eu percebi esse seu lado poser....

bom domingo

.´.