sábado, junho 30, 2007

Preguiça


Como hoje é um sábado à noite bem cretino e eu adoro ficar só e completamente só, não tem ninguém pra atrapalhar meus pensamentos. Quão bom é isso, hein? Eu poderia escrever um livro inteiro só hoje.
Estou psicologicamente dominada pela preguiça nessa história de monografia. Queria um tema legal do tipo “a história do heavy metal no amazonas”, acho que isso iria me motivar. Mas ter que mexer em lei, pegar em constituição, declaração universal dos direitos humanos, lei de imprensa, código de ética dos jornalistas...
Já, já deu preguiça. Fazer o que, né? Imagina a bancada da monografia me olhando seriamente e eu explicando que o Glory Opera é uma das bandas fundamentais para difundir a cultura do heavy metal em nossa região, justamente um estilo tão underground, por assim dizer, mas que tem tantos adeptos na cidade (imagine, eu ia ter que fazer um “censo” pra descobrir seus true’s seguidores), mais até do que em muitos lugares do Brasil...
Nem, nem. A primeira coisa que eles iam falar assim que eu terminasse de falar: “Minha filha, você estudou quatro anos em uma faculdade federal pra explicar isso? Qual a importância disso?”. Sim, sim, concordo que haja importância, mas talvez não pra eles. Esses caras ouvem direto propostas para mudar a categoria, a cidade, o País, o mundo...

Ia ser motivo de piada.

...

posted by: Loy*

terça-feira, junho 26, 2007

Endless way home

Eu disse que era uma semana. UMA semana.
Não sei se o tempo me ludibriou ou se o coração ludibriou o tempo ou se o coração me ludibriou. Mas alguém se confundiu aí com certeza.
Agora, as tardes ociosas têm até trilha sonora. Me dá uma vontade louca de cantar música brega! Não que seja propriamente música de brega, mas aquele tipo de música que perpetua o style brega sem ser deste ritmo. D'u know what I mean?

Tipo...

"My love... there's only you in my life... the only thing that's right"

Cores que se perdem, cenários que se distorcem, oceanos que secam. Nuvens cinzas que cobrem o sol. Existe uma única palavra que martela na minha cabeça. Aquela. Simplesmente, ela não me deixa em paz. Devo considerar isso como um aviso de despejo. Só pode ser isso.

Não sei, acho que tô virando emo.


posted by: Loy*
ouvindo: Lionel Richie, o rei da rádio cidade.

terça-feira, junho 19, 2007

Antes do amanhecer

O dia passou, a tarde passou, a noite chegou. Veio a ansiedade, o nervosismo, a raiva e a tristeza, mas elas também passaram. O dia também veio e passou. As horas foram longas e ao mesmo tempo escassas. Não queria que a noite tivesse acabado, mesmo assim...
O que não mudou mesmo foi esse sorriso bobo na minha cara.
;)
"I get knocked down, but I get up again, you're never gonna leave me down!"


posted by: Loy*
recomendação de filme: Antes do Amanhecer (Ethan Hawke e Julie Delpy)

quinta-feira, junho 07, 2007

My reasons to be a murderer

“Cry a river for my enrapt
Behavior: one to random.
Leading the rank of all the rays, yet,
Fade out the sight, I'm afraid of the light
Fatherless for all my life
A reason to want and wait this alibi”



My reasons to be a murderer: Eu teria todas as características para ser uma serial killer. Não fosse pelo espírito superprotetor da minha mãe. Ao menos não fosse por ela...
A confusão de idéias na minha mente, uma onda sem fim que me deixa acordada e salta em meus olhos. São janelas que denunciam a desordem espiritual. Entrei no consultório do neurologista e ele logo entendeu o que se passava. Fico irriquieta. Minhas pernas não param um só segundo.
Vivo a sensação constante de estar fazendo tanto, até além da minha capacidade como ser humano, mas ao mesmo tempo não fazer o suficiente.
Se você me perguntar agora como ela era, não vou lembrar. Sei que ela riu da minha cara enquanto eu ouvia meu mp3 player e rabiscava neste caderno; deve ter me considerado uma louca, daquelas bem paranóicas, que não conseguem relaxar nem enquanto esperam para ser atendidas pelo neurologista. Querendo ou não era verdade, né?
Mas não gostei da forma como ela me olhou. Logo pensei em puxá-la pelos cabelos e joga-la no porta-malas do meu carro. Depois, iria segurar a faca...

Drop the knife,
Dramatize;
A little of me wants a dramatic role...
Grow your lines,
Dragonfly.
A runaway guides to a locked room…”

… mas sei que iria bater o arrependimento. Não sou tão livre assim. Livre da falta de consciência humana, que nem é humana por assim dizer, é monstruosa. Eu iria querer o colo da minha mãe para dispensar todas as minhas mágoas, visto que ela, somente ela além de mim, conseguem me fazer sentir melhor quando ondas negativas me rodeiam.

“Hold me lilac rose and...
Hide inside my eyes.
Long run to learn me and live as one
Life: why me?”

Por que havia escolhido ela? Só porque me olhou torno com um risinho sacana enquanto eu expurgava meus demônios? Eis a resposta: não me olhe com essa cara sarcástica enquanto eu estiver expurgando meus demônios, ouvindo musicas raivosas e rabiscando no meu caderno, que é uma forma de organizar minhas idéias. Talvez não...

“Well, sometimes I think I only caught you because of your lipstick”.

Já estava meio alcoolizada ontem quando me bateu a terrível idéia de fazer um caminho diferente só pra ver se eu agüentava o rojão. A figura pálida me instigava ódio e eu tinha em minha mente todo o trajeto que faria desde o momento que considerasse concretamente a possibilidade de tirar sua vida. Que vida que nada. Ela era uma natureza morta desde sempre. Só iria tirá-la do convívio da sociedade, pois ela era tão insuportável.

“You listen to me! what a fool you are
Imagined I apologize for anything!

Nunca! A idéia continua me rondando. Então, cuidado... que eu posso seguir meus instintos.

Posted by: Loy*
Ouvindo: MindFlow – FOLLOW YOUR INSTINCT

domingo, junho 03, 2007

A Thousand Miles From You

"A thousand miles from you, endless way home
I navigate on seas unknown.
Leave me so I can move on,
Build strength on my own.
Another time brand new for me starts...

A movie in slow motion
Frame loosing colors,
Drying the oceans

All there is... is a gray dark cloud,
Rising a shield facing my sun
But I won't take cover,
I look over my shoulder
Miles from you"

...

Vazio. Tomou o peito e o mundo em que vive; aquele, que parece só existir a milhas de distância, senão, se resume a uma contagem regressiva que não sabe o dia certo de parar. E ao se dar conta disso, chove, de todas as maneiras possíveis. Pressão. Mas de um tipo involuntário. Daquele jeito que dói no músculo, pressiona também a mente, escasseia as palavras e as reduz a uma coleção de termos batidos, rasgados, já antigos. Tão antigos que me fazem questionar porque ainda existem, mas acho que, talvez estejam em busca de se concretizar. Sair do mundo das idéias. Deixar de serem meros termos vazios.
Tardes cinzentas que só vejo pela janela do trabalho. Não é possível contemplá-las, então elas acabam se transformando em noites vazias. Caminhos alternativos para não ter que passar pelos mesmos prédios, mesmas pessoas, mesmas paisagens que só reforçam a necessidade do novo, mas aí vem a contagem regressiva sem prazo de validade, vem as milhas, vem a escassez. O ciclo é vicioso.
Por vezes, há como escapar, diminuir a distância e quebrar o ciclo. Neste instante raro, a escassez, que ainda significa existir alguma coisa, mesmo que pouca, encontra o esquecimento. Este sim, não dá espaço para nenhum termo batido. Emudece. Há tanto para falar, mas falta voz, porque diante de tanta beleza – agora despida da distância – palavras são o que menos vem à mente, pois há tanto ali para se absorver, daqui para a eternidade, a minha eternidade, que não existe maneira de medir palavras. Talvez devesse ter falado algo a mais, porém, acho que disse o bastante. Até porque, as mãos tremiam.
A escassez existia porque queria continuar existindo, mas em um plano concreto. Queria transformar cada pouca palavra que ainda restava no meu vocabulário, em mãos e braços, beijos e abraços. Concretos. Entretanto veio o esquecimento justamente quando as mãos abraçavam, os beijos tocavam e então não pude – não porque não quisesse, mas porque a beleza concreta emudecia – dizer que a contagem regressiva acabaria assim que pudesse levar para onde eu quisesse aquele sorriso, dentro de mim, na mente, no coração. Daí então, a distância passaria a ser um mero detalhe...

Lê com um pouco mais de atenção dessa vez, honey mine? Muitas, muitas, muitas saudades de você. Luv ya.

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posted by: Loy*
ouvindo: MindFlow - A Thousand Miles From You