quinta-feira, maio 10, 2007

Um ensaio sobre o nada

Estou sem idéias. Sem paciência para palavras rebuscadas também. Logo eu, que nunca tive problemas em me expressar, não sei do que falar. Nos últimos tempos me entreguei de corpo e alma ao ofício que, ao que me parece, não está sendo bem compreendido. Brincando com termos para não transformar um texto em algo seco e óbvio, acabei dando voltas maiores para chegar ao assunto. O discurso direto quase não faz mais parte da minha escrita. Mas chega. Cansei das metáforas. Junto delas, mandei embora a criatividade. Beijo, não me liga.
Então resolvi sentar aqui e escrever sobre nada.
Não sei se agrado ou se incomodo. Não sei se estão por aí falando que eu não sei escrever, que não entendem como trabalho em um jornal tão grande, como faço o que faço, como consigo me desdobrar em tantas que acabo me perdendo em meio às atividades. Acumulo três cargos dentro de uma mesma área, mas a minha profissão de ser humano se confundiu tanto com esta primeira, que nem sei se alguém que não seja workaholic, exista aqui dentro. Então eu existo quando estou só e assim consigo avaliar o quanto ainda restou de mim, depois de terem sugado minha imaginação, minha criatividade, meu tempo, minha saúde, minhas palavras.
Mas o fato é que eu existo, em seja lá qual plano. Não dá para superar isso. Vou demorar existindo por aqui, quer queiram, quer não. Agora vai vir um(uma) fulana por aqui e vai dizer: “Porra Loyana, tu não tens nada melhor pra fazer não?”
Tenho, tenho sim. Quem ainda preserva a tradição de comprar jornal, deve imaginar o quanto tenho que fazer. Deveria estar pensando em uma boa frase em homenagem ao Dia das Mães em vez de ficar aqui dissecando sobre o que não consigo escrever. Tudo que eu quero está em minhas mãos, inclusive o que muitos consideram impossível (Não tô falando só de relacionamentos, é bom ressaltar. Escrevo muito sobre a paixão porque tenho uma inspiração linda – melhor dizendo, lindo – mas devo admitir que minha vida é completa impreterivelmente por minha única iniciativa e vontade), mas o tempo corre, tem gente cobrando e a inspiração não vem.
Incrível como certas pessoas conseguem tanto com tão pouco.


Posted by: Loy*
Ouvindo: intermináveis solos de guitarra (que me conquistam sim, ao contrário do que a Paula Toller possa acreditar).

4 comentários:

Anônimo disse...

I find the work pretty that u develop in the Newspaper, also I liked vry the substance on the mothers in the layer it Newspaper of the family.
th fact to have people that for happiness goes to always criticize u goes to occur, this I am good.

To speak of love is good, but I do not believe, I believe that two person are together, but not in love! True love is that one of hand pra son… love man and woman does not exist!


good start of week!

;)

Supernova disse...

Agradeço as palavras, mas eu ainda prefiro o bom e velho portugues... pra ser bem antipática, no máximo o francês... hahaha :P
Da próxima vez, assine com o seu nome, ok? :P

bjs

Anônimo disse...

C'est une possibilité!

Pénalité que mon Français est très faible!

Ps.: Por enquanto prefiro o anonimato, não tem problema não, certo?

;)

.´.

Renata Paula disse...

tem sim

/me terence