sábado, janeiro 06, 2007

Vago na lua deserta das pedras do Arpoador...

Andei pensando em tudo que aconteceu. Há tanto tempo, em uma quantidade tão grande de minutos quanto os detalhes que ocorreram. Me pergunto se tudo foi verdade. Não preciso nem de uma música conhecida para fazer minha mente funcionar; basta uma nota em especial, um timbre específico e então tudo vem à tona. Parece mágica.
É engraçado falar disso... me dá vontade de rir. Sim, eu preciso falar desses sentimentos confusos e engraçados do meu coração. Faz parte do meu show.
Sim, eu preciso disso tudo. Remoí tanta coisa na cabeça, tantas frases soltas, tantos poemas e tantas metáforas que quando chegou a hora de falar, tudo escapou. Gastei tanto tempo escrevendo o roteiro que na hora esqueci das falas.
Fiquei falando sozinha e você me chamou de careta. Eu disse que ia embora porque eu não tinha tempo a perder. Disse pra mim mesma, mas disse. Então eu quero que tudo se foda, porque sei muito bem o que tem dentro do meu coração.
Estas coisas só mexem em partes comigo, partes que só eu sei, e mesmo que sua prepotência não te deixe ver isso, eu vejo. Isso que me importa. Não como na mão de ninguém. Somos objetos alheios. Ambos. E eu já vi que o meu golpe de menina de família não vai me levar a porra de lugar nenhum. Eu irei embora e você irá procurar uma outra pra curtir a sua vida “adolescente”. Eu ficarei aqui com toda a minha maturidade e meu dedo pra chupar.
A vida é uma festa? Então vamos festejar amanhã. Eu só poderia falar isso pra você e pagar pra ver se não vou ficar esperando sozinha.
Não sei se gosto mais de mim ou de tudo que te cerca. Escolhi a minha roupa, a mesma blusa preta de sempre, botei minhas coisinhas na bolsa e saí pela porta sem olhar pra trás. Feliz da vida por estar fazendo o que eu não devia fazer. Tudo foi o mesmo de sempre. Não tive paciência pra suas perguntas nem pras minhas explicações. Outra vez, tudo que eu tinha planejado pra conversar com você me pareceu extremamente chato. Empurrei pra debaixo do tapete. Tomara que não me arrependa disso, mas eu li na sua cartilha. Momento. O momento é tudo.
Eu não pude me ver de fora, no entanto tinha a imagem na minha cabeça. Queria que não tivesse acabado nunca. Então eu não teria que voltar pra minha realidade monótona. Minha casa monótona. Mas valeu. Uma das poucas vezes em que eu não esperei e não me decepcionei. Eu fui infantil, uma moleca infantil. Fazendo vingancinhas que não atingem ninguém mas que fazem a gente deitar a cabeça no travesseiro e apagar se sentindo capaz, além de ter um puta sono e uma dor no pescoço absurda.

posted by: Loy* - completamente sob o efeito de... não sei explicar.
ouvindo: Faz parte do meu show...

Bem vindo ao mundo de minhas frases soltas, onde as pessoas não têm nomes e nada do que eu escrevo faz sentido pra você, mas que nas entrelinhas significam tudo para mim.

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