segunda-feira, maio 22, 2006

Pegue sua guitarra e vá à luta!


Quando você era pequeno, queria ser modelo? Eu queria. E aposto que muita gente também queria. Ganhar rios dinheiro com a beleza? Se você não queria ser modelo, queria ser pelo menos paquita, menudo ou alguma merda dessas que as pessoas acreditavam ser padrões da mais pura beleza. Ainda hoje, vejo que as pessoas ainda querem ser modelos. Fazem uma produção imensa, que vai desde chapinha no cabelo até maquiagens fortes. Tudo pra sair bem na foto, que na maioria das vezes, não passa a idéia da realidade. Será que estas pessoas são frustradas profissionalmente ou somente querem aumentar o ego olhando pra fotos "falsas"? Mas talvez nem os modelos profissionais sejam bonitos de verdade sem todo aqueles apetrechos que usam. Maquiadores famosos. Roupas de estilistas consagrados. Cabeleireiros caríssimos, que chegam a cobrar até U$1000 por corte. Com recursos como estes, é difícil não ficar bonito. Se falta dinheiro, você pode se inscrever no programa da Tyra Banks... ou se for brasileiro, pode tentar ser a princesa do Netinho. Mas esse não é o ponto. Outro dia desses estava discutindo com o Moysés que até o David Gilmour, lendário vocalista do Pink Floyd, era modelo. Não vou negar, ele era um rapaz bonito... forte, loiro de cabelos longos, voz bonita... e sorriso horrível. Dentes podres e os cacete. Creio eu que nas sessões de fotos que ele deve ter feito, não devem ter pedido pra ele sorrir. Gilmour não fazia parte de agência nenhuma, no entanto. Era free lancer. Pediam pra ele vestir algumas roupas ridículas e posar perto de um trator, e ele ia (palavras dele próprio). Dava pra ganhar algo legal, mas ele gastava somente em instrumentos musicais, coisa que ele acreditou sempre ser sua primeira paixão. E o David largou essa vida e foi ser o vocalista de uma das bandas mais famosas e aclamadas da história. Grande David, good choice. Falarei de outro David agora, esse é o Coverdale, vocalista do Whitesnake. Tem gente que não sabe que ele também foi vocal do Deep Purple um dia. Mas o Coverdale, segundo biografias que andei lendo, nunca foi o que não gostaria de ser (Que não foi o caso de Charles Foster Kane, que disse que gostaria de ter sido tudo que o tutor dele odiaria. Nem eu sei o que ele gostaria de ter sido. Pra quem não conhece a história do CFK, vale alugar "Cidadão Kane"). Coverdale sempre esteve na música. Ganhando pouco ou sendo milionário, ele sempre fez o que quis. Fez até faculdade de artes! Gosto muito quando ele explicita isso na música “Walking in the Shadow of the Blues”: “I never wait, or hesitate / 'Cos I love the life I live, I'm gonna live the life I choose / you gotta understand (…)”. Às vezes eu queria ter essa moral de chegar e dizer: porra, foda-se vou ser o que eu queria ser quando eu era pequena. Vou ser paquita, vou ser modelo, vou ser cantora, vou ser cabeleireira, vou ser bailarina (exemplos de coisas que as crianças querem ser quando crescerem). O Elvis era motorista de caminhão e olha só no que ele se transformou: no rei do rock. E eu queria ser a paquita da Xuxa e olha só no que me transformei: em repórter. Ok, daqui alguns anos eu não serei somente isso (espero!!), mas posso afirmar que não chega nem perto da minha primeira opção de carreira. Alguém aqui é o que sempre quis ser? Por que será que não seguimos nossos instintos profissionais? Sinto que isso é uma grande frustração... Mas até que é engraçado pensar... tanta gente queria ser modelo e o David Gilmour, um cara que nem de longe parecia ter vocação para ser modelo, seguiu esta carreira. E ainda largou, porque achava aquilo tudo ridículo. Respeito este rapaz. Ele foi o que queria ser, assim como o Coverdale. E é por isso que eu deixo uma citação do mestre, vocalista maravilhoso e que teve sucesso na vida, fazendo aquilo que sempre sonhou.

“My father said you're crazy,
He said what you gonna do?
I left with my guitar and said
I'll leave it up to you
I'm gonna live the life I love
And live the life I choose”
(Whitesnake)

posted by: Loy*
para ouvir lendo este texto: "Walking in the shadow of the blues" (Whitesnake)

quinta-feira, maio 18, 2006

Silly love songs

Se eu tivesse que falar de ti, começaria por aquele momento ordinário de chegar na faculdade, de abrir a porta da sala de aula para jogar o material em qualquer cadeira, depois sair da sala e ir beber água no bebedouro que fica no corredor.
Um gesto comum e mecânico, que fazia todos os dias. Até o momento em que te vi saindo da tua sala, indo falar no celular...
Vi os teus cachos negros e os teus óculos emoldurando o rosto. E o teu sorriso, a coisa mais linda que eu já tinha visto até aquele dia.
Lá estava você. Quantos anos tinhas? Foi há quanto tempo? Quase um ano? Parece que foi há tanto tempo...
Um começo um tanto peculiar aquele, não foi? E também um começo para as minhas segundas intenções de tomar-te emprestado como parceiro sentimental.
Depois é que a coisa começou a ganhar importância. Várias situações se passaram e
nossa “relação” enfrentou crises. Mas sempre me fazias rir, como fazes até hoje. Se eu não fosse tão idiota, teria aproveitado melhor o que me falas, teria rido mais ou evitado muitas situações chatas e desnecessárias.
Não era ainda a última vez naquele final de noite de dezembro. Estressante e confuso, a princípio, eu lembro, embora eu quisesse ficar contigo, quase te deixei ir naquele momento. Eu tinha ficado triste. De uma dor que eu não preferia que fosse vista nem sentida por ninguém. Eu, tentando te convencer de minha despreocupação, acabei me entregando. E depois chorei muito...E realmente não foi a última vez, talvez só um ensaio de despedida, que irá acontecer, eventualmente, algum dia (desapego, não é esse o nome?).
Desde que isto não aconteceu, não consigo imaginar como teria sido ficar sem ti. Se eu fosse falar sobre meu último olhar sobre ti, talvez fosse assim como o olhar de uma mulher míope sentada à sombra, observando o ir-se lento de um rapaz de cabelos negros ao sol, atravessando a avenida, com perguntas, com sorrisos, com agilidade que só você tem.
Mas prefiro não enxergar desta forma. Acontece que eu não sei mais falar de ti sem pensar em teus cachos negros, no brilho do teu sorriso. Tua imagem me convida sempre a pensar em chegadas, mesmo ensaiando as partidas...

posted by: Loy*

segunda-feira, maio 08, 2006

Save Michael Foundation


Faz tempo que ninguém posta nesse blogger... E eu, sem a minha internet tão amada – é, meus amigos, vão ter internet discada dependente da Telemar que vocês vão ver o que é dor de cabeça!! – não tinha como postar nada...
Então, no frio do meu quarto, com uma tosse que não acaba nunca mais, eu resolvi escrever alguma coisa de útil para postar por aqui, e por incrível que pareça não consigo pensar em nada... É, acho realmente que sob pressão não vai sair muita coisa.
Deixa-me perguntar uma coisa de você aí que ta lendo esse monte de abobrinhas... Já assistiu alguma vez esse canal Shoptime, TVUD... (seja lá como for chamado)? Que coisa não? A minha avó nos últimos tempos passa o dia todo assistindo esse canal – ininterruptamente! Ela aprendeu os nomes das apresentadoras, sabe as comidas que elas fazem e ainda sabe o nome dos objetos e os preços! E o melhor é que ela nunca comprou nada... Qual o objetivo então? Se ainda fosse engraçado, tivesse algum conteúdo e tal... Bem, se for pra ver um programa sobre nada, eu ainda prefiro Seinfield...
Uma outra coisa que eu descobri nesse meu tempo sem internet e fuçando o meu computador é que eu tenho várias músicas que eu nem imaginava que tivesse (o que o ócio não faz hein!!). É verdade, e isso inclui todos os ritmos – até mesmo pagode (que eu não faço a menor idéia de como veio parar aqui... mas shhh! Esse é um segredo nosso... meu e seu, que continua lendo esse monte de nada...). Na verdade, descobri na minha pasta de MP3 que eu tenho um vasto repertório do famoso eclético (o sem gosto especifico) sob o pseudônimo de uma pasta intitulada “Unknown Álbum”. Bem, pelo menos, assim, quando alguém vier mexer por aqui não vai ficar ouvindo a quantidade de besteiras que tem nela... (se bem que ia perder umas coisas muito boas – descobri que tenho várias músicas do Raul Seixas nessa pasta que eu nem imaginava que habitavam meu computador!-)
Mas ta rendendo mesmo esse texto! E eu achei que não ia conseguir falar sobre nada... É virei uma apaixonada por música – foi o parágrafo que mais rendeu...
Mudando de assunto, hoje nos aconteceu uma coisa muito interessante na Ufam... (falo na segunda pessoa do plural porque eu incluí a Bruna nesse parágrafo). Nós temos um professor que sempre nos trouxe problemas desde o período passado por uma série de fatores que nem é válido mencionar. Enfim, hoje, último dia da matéria dele deste período pós-greve e antes recesso/curso de férias (de recesso seria mais apropriado), tivemos uma conversa tão franca com ele que eu estou assustada até agora. Quer acertar as coisas com seus inimigos? Converse com eles... Assim você pode até descobrir que eles têm medo de você e você não sabe... (É... ele tem medo da Bruna e de seu olhar “inquisidor”)
Engraçado que descobrimos que a Loyana e a Bruna são os maiores desafios dele como professor: a Bruna – de forma a não avaliá-lo com seu olhar amedrontador – e a Loyana – de forma a não dormir durante as aulas dele... Ele até olhou o nosso Orkut para nos conhecer melhor... Interessante isso... Descreveu-nos como “as três meninas que sentam na delas no canto esquerdo da sala...”. É, to contente por termos nos acertado com ele, e to mais contente ainda por ter conseguido tecer um elogio à aula dele... (eu quase voei no pescoço desse homem semestre passado..., graças a deus as coisas tendem a melhorar...)
Uma outra coisa que me deixou intrigada é o fato de que algumas pessoas com quem eu nunca falei, e que eu achava que me odiavam resolveram falar comigo... Na verdade, pediram para que eu ligasse pra elas... Claro que eu não liguei..., mas to na curiosidade ainda para saber o que era... Até porque eu nunca tive nada contra essas pessoas, mas ainda assim, foi num choque...
Momento nada a ver bateu e eu lembrei agora... O Michael Jackson tá pobre.. Sabia disso? Eu fiquei chocada... Claro que não deve ser um pobre como as pessoas na África, ou que nem eu que não tenho 15 reais pra por crédito no celular, mas pô, o cara tinha 500 milhões de dólares e perdeu tudo... Cara, ele tinha as ações dos Beatles e teve que vender para a Sony para não perder a Neverland... Eu e a Bruna estávamos vendo um show dele muito antigo (lembro da primeira vez que vimos esse show: estávamos eu, Bruna e Loy na Bemol do Studio 5 quando começa a tocar Thriller... olhamos para a TV e lá estava ele, The King of the Pop, nos seus tempos áureos... ficamos dançando no meio da Bemol, tomamos conta do controle do DVD e ficamos assistindo o show até o final, com direito a Black or White, I’ll Be There, I want you back, Smooth Criminal, entre outras... claro que a Bruna comprou o DVD depois...). Enfim, no show devia ter 1 milhão de pessoas... todas amassadas, todo mundo desmaiando.. E ele louco ainda jogava o chapéu pro público... Tenho certeza que aquela cidade implodiu depois daquele chapéu e daquele show... Tanta gente brigando por um pedaço da indumentária do Michael...
Como que uma pessoa se destrói desse jeito? Eu e a Bruna decidimos que vamos criar a Save Micheal Foundation... Para arrecadar fundos pra ele, sabe.. Coitado... Tá sem grana e tal, tem filhos para sustentar... (hahahahahah) Eu era fã do Michael quando eu era criança... Gostava realmente dele... where did everything go wrong? Pois é... Triste né?
Acho que já chega.. Enrolei bastante, falei de coisas sérias... De besteiras. Se quiser que eu escreva mais sobre nada é só me falar...
Até mais minhas criancinhas...
(Ahhhh! O Shoptime vende bronzeadores... acabei de descobrir!)

Save Michael Foundation

Faz tempo que ninguém posta nesse blogger... E eu, sem a minha internet tão amada – é, meus amigos, vão ter internet discada dependente da Telemar que vocês vão ver o que é dor de cabeça!! – não tinha como postar nada...
Então, no frio do meu quarto, com uma tosse que não acaba nunca mais, eu resolvi escrever alguma coisa de útil para postar por aqui, e por incrível que pareça não consigo pensar em nada... É, acho realmente que sob pressão não vai sair muita coisa.
Deixa-me perguntar uma coisa de você aí que ta lendo esse monte de abobrinhas... Já assistiu alguma vez esse canal Shoptime, TVUD... (seja lá como for chamado)? Que coisa não? A minha avó nos últimos tempos passa o dia todo assistindo esse canal – ininterruptamente! Ela aprendeu os nomes das apresentadoras, sabe as comidas que elas fazem e ainda sabe o nome dos objetos e os preços! E o melhor é que ela nunca comprou nada... Qual o objetivo então? Se ainda fosse engraçado, tivesse algum conteúdo e tal... Bem, se for pra ver um programa sobre nada, eu ainda prefiro Seinfield...
Uma outra coisa que eu descobri nesse meu tempo sem internet e fuçando o meu computador é que eu tenho várias músicas que eu nem imaginava que tivesse (o que o ócio não faz hein!!). É verdade, e isso inclui todos os ritmos – até mesmo pagode (que eu não faço a menor idéia de como veio parar aqui... mas shhh! Esse é um segredo nosso... meu e seu, que continua lendo esse monte de nada...). Na verdade, descobri na minha pasta de MP3 que eu tenho um vasto repertório do famoso eclético (o sem gosto especifico) sob o pseudônimo de uma pasta intitulada “Unknown Álbum”. Bem, pelo menos, assim, quando alguém vier mexer por aqui não vai ficar ouvindo a quantidade de besteiras que tem nela... (se bem que ia perder umas coisas muito boas – descobri que tenho várias músicas do Raul Seixas nessa pasta que eu nem imaginava que habitavam meu computador!-)
Mas ta rendendo mesmo esse texto! E eu achei que não ia conseguir falar sobre nada... É virei uma apaixonada por música – foi o parágrafo que mais rendeu...
Mudando de assunto, hoje nos aconteceu uma coisa muito interessante na Ufam... (falo na segunda pessoa do plural porque eu incluí a Bruna nesse parágrafo). Nós temos um professor que sempre nos trouxe problemas desde o período passado por uma série de fatores que nem é válido mencionar. Enfim, hoje, último dia da matéria dele deste período pós-greve e antes recesso/curso de férias (de recesso seria mais apropriado), tivemos uma conversa tão franca com ele que eu estou assustada até agora. Quer acertar as coisas com seus inimigos? Converse com eles... Assim você pode até descobrir que eles têm medo de você e você não sabe... (É... ele tem medo da Bruna e de seu olhar “inquisidor”)
Engraçado que descobrimos que a Loyana e a Bruna são os maiores desafios dele como professor: a Bruna – de forma a não avaliá-lo com seu olhar amedrontador – e a Loyana – de forma a não dormir durante as aulas dele... Ele até olhou o nosso Orkut para nos conhecer melhor... Interessante isso... Descreveu-nos como “as três meninas que sentam na delas no canto esquerdo da sala...”. É, to contente por termos nos acertado com ele, e to mais contente ainda por ter conseguido tecer um elogio à aula dele... (eu quase voei no pescoço desse homem semestre passado..., graças a deus as coisas tendem a melhorar...)
Uma outra coisa que me deixou intrigada é o fato de que algumas pessoas com quem eu nunca falei, e que eu achava que me odiavam resolveram falar comigo... Na verdade, pediram para que eu ligasse pra elas... Claro que eu não liguei..., mas to na curiosidade ainda para saber o que era... Até porque eu nunca tive nada contra essas pessoas, mas ainda assim, foi num choque...
Momento nada a ver bateu e eu lembrei agora... O Michael Jackson tá pobre.. Sabia disso? Eu fiquei chocada... Claro que não deve ser um pobre como as pessoas na África, ou que nem eu que não tenho 15 reais pra por crédito no celular, mas pô, o cara tinha 500 milhões de dólares e perdeu tudo... Cara, ele tinha as ações dos Beatles e teve que vender para a Sony para não perder a Neverland... Eu e a Bruna estávamos vendo um show dele muito antigo (lembro da primeira vez que vimos esse show: estávamos eu, Bruna e Loy na Bemol do Studio 5 quando começa a tocar Thriller... olhamos para a TV e lá estava ele, The King of the Pop, nos seus tempos áureos... ficamos dançando no meio da Bemol, tomamos conta do controle do DVD e ficamos assistindo o show até o final, com direito a Black or White, I’ll Be There, I want you back, Smooth Criminal, entre outras... claro que a Bruna comprou o DVD depois...). Enfim, no show devia ter 1 milhão de pessoas... todas amassadas, todo mundo desmaiando.. E ele louco ainda jogava o chapéu pro público... Tenho certeza que aquela cidade implodiu depois daquele chapéu e daquele show... Tanta gente brigando por um pedaço da indumentária do Michael...
Como que uma pessoa se destrói desse jeito? Eu e a Bruna decidimos que vamos criar a Save Micheal Foundation... Para arrecadar fundos pra ele, sabe.. Coitado... Tá sem grana e tal, tem filhos para sustentar... (hahahahahah) Eu era fã do Michael quando eu era criança... Gostava realmente dele... where did everything go wrong? Pois é... Triste né?
Acho que já chega.. Enrolei bastante, falei de coisas sérias... De besteiras. Se quiser que eu escreva mais sobre nada é só me falar...
Até mais minhas criancinhas...
(Ahhhh! O Shoptime vende bronzeadores... acabei de descobrir!)