sexta-feira, dezembro 29, 2006

Garotas simples X Garotas complicadas

Assisti semana passada “The Way We Were”. Claro que assisti sozinha, afinal este é um filme para “meninas”.

Fiquei enebriada pela melancólica história. E depois de enxugar algumas lágrimas vendo o final, não pude parar de pensar em tudo aquilo de que trata a trama.
Tive uma revelação, do tipo Carrie Bradshaw em Sex and the City (não vou negar que uma das razões pela qual aluguei o filme, que não é nenhum lançamento, foi a menção que ela fez dele no seriado).
Existem dois tipos de mulheres no mundo: as simples e as Katie’s.
As garotas simples são as melhores esposas, melhores donas de casa, pessoas super compreensíveis, sociáveis e que aparentemente se dão bem com todo mundo. Reclamar é o último verbo da lista destas mulheres. Sempre sorridentes, tudo está ótimo! (ou pelo menos é essa impressão que elas me passam). São pessoas simples em um geral. Não digo nem no quesito financeiro, mas a vida para elas é demasiadamente descomplicada e não há motivos para maiores reclamações. Paz, sempre paz... relaxar, curtir a vida. Sem maiores pretensões além destas.
Agora, as Katie’s são outra história...
Hubbell Gardner era completamente apaixonado pela Katie Morovksy em “The Way We Were”. Ela era uma revolucionária, politizada, reclamona, bate-pé, causuísta e idealista. Tinha um cabelo enorme todo enrolado e era uma pessoa difícil de lidar, pelo menos era o que pensava Hubbell e seus amigos.
O fato é que mulheres como Katie são o que eu chamo de mulher de verdade. Frequentemente, estas são as mulheres que têm as melhores idéias, que têm atitude, trabalham, dizem o que pensam e se recusam a sorrir em uma sala cheia de pessoas que só fazem piadas idiotas para ter algo para falar. São mulheres inteligentes, espertas, que sabem o que querem e não têm medo de parecem um pé no saco quando reclamam de alguma coisa que não as satisfaz ou que elas acham estar errado.Eu definitivamente devo dizer que sou uma Katie.
E francamente, os homens deveriam amar este tipo de mulher...
De qualquer forma, apesar toda essa coragem que temos dentro de nós, (nós, Katie’s) nos vemos frequentemente em situações nas quais não nos encaixamos. Não estou falando daquela sala cheia de pessoas idiotas que mencionei antes. Digo que quando o amor bate à nossa porta, parece ser um momento único.
De repente, isto é a melhor coisa que já poderia ter acontecido com a gente! De repente, as noites que passamos sozinhas em nossos quartos, ouvindo a música que amamos (e que provavelmente muita gente reclama por não entender nosso gosto único), vendo aqueles filmes que amamamos, tudo parece... sem sentido.
E então tudo que pensamos é em estar com o cara. Depois de um tempo, a gente nem reconhece mais tudo aquilo que foi e que tanto amava ser... nossas características únicas que nos definiam como pessoa.
Desculpe, odeio fazer comparações, mas uma das minhas melhores amigas simplesmente não consegue perceber que isso acaba com a gente e que está acabando com ela também. Amiga, quando você vai perceber que isso não tem futuro? Você só está adiando um sofrimento que será muito maior daqui um tempo... desculpe a sinceridade, mas mais do que eu, você sabe que falo é real.
Sabe por que? Porque somos demais para certas pessoas. Quando eles nos conheceram, já éramos demais, certo? Até tínhamos nome de heroínas, as supernovagirls! Mas ainda assim deixamos eles nos moldarem. Eu, me reinventar por conta de outro alguém? Não acho que tenho mais forças para tal. E outra...
No fim das contas, eles preferem as garotas simples. Hubbell preferiu a garota simples após deixar Katie, mesmo sabendo que atingiu seu auge quando estava com aquela que era uma mulher de verdade e que queria que ele fosse um homem melhor. Potencial ele tinha, só faltava agir, e era isso que ela queria que ele fizesse. Não, não eram reclamações à toa. Peraí, estou tendo um dèja vu...
De qualquer jeito, eu sou uma Katie. Só falta, daqui a um tempo (God knows when), achar um cavalo selvagem que queira correr junto comigo, sem querer me domar.

Have a good life, Hubbell.

posted by: Loy*

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Welcome (back) to the land of the broken-hearted

Ficar na merda sempre rende boas crônicas. Espera aí... eu já não disse isso antes?

Bem, provavelmente irei começar meus textos por muitos anos com esta frase. Sim, porque hoje me bateu aquela tristeza misturada com desespero ao pensar que ainda terei que enfrentar uns bons anos até achar o que é certo pra mim: todas as vezes terei de ficar na merda? Daí vou sentir como se um martelo estivesse batendo constantemente na minha cabeça e que só irá parar quando eu sentar para escrever.
Nessas horas, tudo quanto é clichê pipoca pra todos os lados. Levando em consideração o fato de que voltei ao ponto de partida, fico no trabalho encarando meu monitor e pensando o que diabos irei escrever hoje. Tenho duas pautas pra terminar, mas ainda não tenho idéia do que pensar. Me dá uma certa agonia ver as pessoas trabalhando ao meu redor e eu constantemente balançando minha perna, como uma descontrolada (minha mãe sempre me briga quando faço isto. Pra ela, é sinal de ansiedade). Pois é, perdi a linha, mas é isso: enquanto os outros estão trabalhando, eu fico procurando músicas e frases da Carrie em “Sex and the City” que encaixem com o que estou sentindo e sentir um momentâneo alívio por ver que não sou a única do mundo e que existem pessoas que me entendem porque já passaram exatamente pelo mesmo caso...
Logicamente que eu não sou a única do mundo. E provavelmente não a última e nem será esta a última vez que eu irei me sentir assim. Quando me dei conta disto, foi que fiquei triste e meio desesperada, como disse no início... me dá preguiça só de pensar o quanto ainda falta lutar e sofrer para então ficar na paz.
Esta é uma situação peculiar, diferente das outras. Me vejo em um túnel que não me dá o mínimo sinal de que haja saída e então eu corro, corro e não chego no fim. O que fazer?
O pior de tudo é saber que nada será como antes... não existirão abraços sinceros; talvez vindos daquelas pessoas que eram meu porto-seguro e por conta de situações da vida, ficaram distantes. Esse também é um ponto crucial e que me dá certa raiva. Como pude ficar tão longe das pessoas que eu dizia constantemente que amava e que estavam sempre comigo, me fazendo rir, me ajudando a crescer, sendo a minha felicidade?
E os abraços sinceros talvez não venham mesmo... só delas. Mesmo que braços sejam abertos e o abraço esteja ali querendo me envolver, não sei que vou acreditar muito nele, não. Não sei se irei conseguir me sentir confortável nesse abraço, se ele vier.
É uma nova queda. Deus sabe, o quanto odeio cair. Porque a cada queda, parece que depois de me levantar, tudo parece mais suspeito. Não me aventuro a correr pelas ruas, ou subir uma calçada alta e muito, muuuito menos escalar uma montanha. Por mais que livros e pessoas me digam que mesmo que eu me machuque na escalada, que mesmo com as pernas doendo, quando eu chegasse lá, saberia o que é ser feliz, já não me atrai muito esse tipo de aventura. Sinto que estou ficando velha e todas as canções que cantei, ecoam em distância... como o som do fazendo a curva.
Sabe como é, eu de vez em quando dou uma de lesa e acabo aceitando essa escalada. Mesmo receosa, penso que a subida não será tão ruim porque já conheço as pedras que estão no caminho. Me esquivo delas, me sinto bem. O jogo está dominado! O problema é que quando chego lá em cima, parece o paraíso!
Aí a gente esquece de tudo... Por que demorei tanto tempo pra subir? Tudo é lindo! E que lesa que eu fui de querer fugir desse sentimento maravilhoso.
É, meu colegas. Vira e mexe, aquele que te ajudou a subir, pode querer te jogar lá embaixo. Aquelas que ainda estão subindo ficam com raiva quando eu digo isso. Não quero desdenhar nada, minhas queridas. É que essa garota aqui sabe o quanto dói a queda e o quanto é desestimulante ter que iniciar uma nova escalada.

Lembro de algo que eu escrevi no início do ano passado (vocês podem conferir se quiserem lá no dia 6 de fevereiro. Ou não, lê aqui mesmo):

"Eu sou uma pessoa boa, eu acho. Tenho vários defeitos, não sou uma lady, sei que xingo, que grito, que sou grossa às vezes, que sou impaciente e ansiosa ao extremo, mas fazer o quê?! Tratamentos psicológicos nunca me ajudaram.Costumo a dizer que nas pessoas que gostamos, certos defeitos são oque há de mais charmoso... de verdade.Também sei o que quero, como disse. Eu tenho planos traçados,aspirações e desejos que anseio realizar e trabalho para isso. Se isso quer dizer dar o melhor de mim, eu o farei".

E isso é ago que segue....

"E eu não hesitarei em fazer sempre isso. Eu não hesitarei em correr atrás do que quero. Eu não hesitarei nunca em fazer as coisas que desejo. Eu só hesitarei... em não fazê-las."

O fato é: não sei se acredito mais nisso aí não.
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uma que eu gostei:

I’ve been thinking about relationships. There are those that open you up to something new and exotic, those that are old and familiar, those that bring up lots of questions, those that bring you somewhere unexpected, those that bring you far from where you started, and those that bring you back. But the most exciting, challenging and significant relationship of all is the one you have with yourself. And if you find someone to love “the you” you love, well, that's just fabulous. Didn’t work out with that man you thought it was “the one”? Well, no matter who broke your heart, or how long it takes to heal, you'll never get through it without your friends. After all (and I’m gonna say this one more time) it's hard to find people who will love you no matter what. I found three of them.

(Carrie – Sex and the City)

posted by: Loy* - welcome to the land of the broken-hearted.

segunda-feira, maio 22, 2006

Pegue sua guitarra e vá à luta!


Quando você era pequeno, queria ser modelo? Eu queria. E aposto que muita gente também queria. Ganhar rios dinheiro com a beleza? Se você não queria ser modelo, queria ser pelo menos paquita, menudo ou alguma merda dessas que as pessoas acreditavam ser padrões da mais pura beleza. Ainda hoje, vejo que as pessoas ainda querem ser modelos. Fazem uma produção imensa, que vai desde chapinha no cabelo até maquiagens fortes. Tudo pra sair bem na foto, que na maioria das vezes, não passa a idéia da realidade. Será que estas pessoas são frustradas profissionalmente ou somente querem aumentar o ego olhando pra fotos "falsas"? Mas talvez nem os modelos profissionais sejam bonitos de verdade sem todo aqueles apetrechos que usam. Maquiadores famosos. Roupas de estilistas consagrados. Cabeleireiros caríssimos, que chegam a cobrar até U$1000 por corte. Com recursos como estes, é difícil não ficar bonito. Se falta dinheiro, você pode se inscrever no programa da Tyra Banks... ou se for brasileiro, pode tentar ser a princesa do Netinho. Mas esse não é o ponto. Outro dia desses estava discutindo com o Moysés que até o David Gilmour, lendário vocalista do Pink Floyd, era modelo. Não vou negar, ele era um rapaz bonito... forte, loiro de cabelos longos, voz bonita... e sorriso horrível. Dentes podres e os cacete. Creio eu que nas sessões de fotos que ele deve ter feito, não devem ter pedido pra ele sorrir. Gilmour não fazia parte de agência nenhuma, no entanto. Era free lancer. Pediam pra ele vestir algumas roupas ridículas e posar perto de um trator, e ele ia (palavras dele próprio). Dava pra ganhar algo legal, mas ele gastava somente em instrumentos musicais, coisa que ele acreditou sempre ser sua primeira paixão. E o David largou essa vida e foi ser o vocalista de uma das bandas mais famosas e aclamadas da história. Grande David, good choice. Falarei de outro David agora, esse é o Coverdale, vocalista do Whitesnake. Tem gente que não sabe que ele também foi vocal do Deep Purple um dia. Mas o Coverdale, segundo biografias que andei lendo, nunca foi o que não gostaria de ser (Que não foi o caso de Charles Foster Kane, que disse que gostaria de ter sido tudo que o tutor dele odiaria. Nem eu sei o que ele gostaria de ter sido. Pra quem não conhece a história do CFK, vale alugar "Cidadão Kane"). Coverdale sempre esteve na música. Ganhando pouco ou sendo milionário, ele sempre fez o que quis. Fez até faculdade de artes! Gosto muito quando ele explicita isso na música “Walking in the Shadow of the Blues”: “I never wait, or hesitate / 'Cos I love the life I live, I'm gonna live the life I choose / you gotta understand (…)”. Às vezes eu queria ter essa moral de chegar e dizer: porra, foda-se vou ser o que eu queria ser quando eu era pequena. Vou ser paquita, vou ser modelo, vou ser cantora, vou ser cabeleireira, vou ser bailarina (exemplos de coisas que as crianças querem ser quando crescerem). O Elvis era motorista de caminhão e olha só no que ele se transformou: no rei do rock. E eu queria ser a paquita da Xuxa e olha só no que me transformei: em repórter. Ok, daqui alguns anos eu não serei somente isso (espero!!), mas posso afirmar que não chega nem perto da minha primeira opção de carreira. Alguém aqui é o que sempre quis ser? Por que será que não seguimos nossos instintos profissionais? Sinto que isso é uma grande frustração... Mas até que é engraçado pensar... tanta gente queria ser modelo e o David Gilmour, um cara que nem de longe parecia ter vocação para ser modelo, seguiu esta carreira. E ainda largou, porque achava aquilo tudo ridículo. Respeito este rapaz. Ele foi o que queria ser, assim como o Coverdale. E é por isso que eu deixo uma citação do mestre, vocalista maravilhoso e que teve sucesso na vida, fazendo aquilo que sempre sonhou.

“My father said you're crazy,
He said what you gonna do?
I left with my guitar and said
I'll leave it up to you
I'm gonna live the life I love
And live the life I choose”
(Whitesnake)

posted by: Loy*
para ouvir lendo este texto: "Walking in the shadow of the blues" (Whitesnake)

quinta-feira, maio 18, 2006

Silly love songs

Se eu tivesse que falar de ti, começaria por aquele momento ordinário de chegar na faculdade, de abrir a porta da sala de aula para jogar o material em qualquer cadeira, depois sair da sala e ir beber água no bebedouro que fica no corredor.
Um gesto comum e mecânico, que fazia todos os dias. Até o momento em que te vi saindo da tua sala, indo falar no celular...
Vi os teus cachos negros e os teus óculos emoldurando o rosto. E o teu sorriso, a coisa mais linda que eu já tinha visto até aquele dia.
Lá estava você. Quantos anos tinhas? Foi há quanto tempo? Quase um ano? Parece que foi há tanto tempo...
Um começo um tanto peculiar aquele, não foi? E também um começo para as minhas segundas intenções de tomar-te emprestado como parceiro sentimental.
Depois é que a coisa começou a ganhar importância. Várias situações se passaram e
nossa “relação” enfrentou crises. Mas sempre me fazias rir, como fazes até hoje. Se eu não fosse tão idiota, teria aproveitado melhor o que me falas, teria rido mais ou evitado muitas situações chatas e desnecessárias.
Não era ainda a última vez naquele final de noite de dezembro. Estressante e confuso, a princípio, eu lembro, embora eu quisesse ficar contigo, quase te deixei ir naquele momento. Eu tinha ficado triste. De uma dor que eu não preferia que fosse vista nem sentida por ninguém. Eu, tentando te convencer de minha despreocupação, acabei me entregando. E depois chorei muito...E realmente não foi a última vez, talvez só um ensaio de despedida, que irá acontecer, eventualmente, algum dia (desapego, não é esse o nome?).
Desde que isto não aconteceu, não consigo imaginar como teria sido ficar sem ti. Se eu fosse falar sobre meu último olhar sobre ti, talvez fosse assim como o olhar de uma mulher míope sentada à sombra, observando o ir-se lento de um rapaz de cabelos negros ao sol, atravessando a avenida, com perguntas, com sorrisos, com agilidade que só você tem.
Mas prefiro não enxergar desta forma. Acontece que eu não sei mais falar de ti sem pensar em teus cachos negros, no brilho do teu sorriso. Tua imagem me convida sempre a pensar em chegadas, mesmo ensaiando as partidas...

posted by: Loy*

segunda-feira, maio 08, 2006

Save Michael Foundation


Faz tempo que ninguém posta nesse blogger... E eu, sem a minha internet tão amada – é, meus amigos, vão ter internet discada dependente da Telemar que vocês vão ver o que é dor de cabeça!! – não tinha como postar nada...
Então, no frio do meu quarto, com uma tosse que não acaba nunca mais, eu resolvi escrever alguma coisa de útil para postar por aqui, e por incrível que pareça não consigo pensar em nada... É, acho realmente que sob pressão não vai sair muita coisa.
Deixa-me perguntar uma coisa de você aí que ta lendo esse monte de abobrinhas... Já assistiu alguma vez esse canal Shoptime, TVUD... (seja lá como for chamado)? Que coisa não? A minha avó nos últimos tempos passa o dia todo assistindo esse canal – ininterruptamente! Ela aprendeu os nomes das apresentadoras, sabe as comidas que elas fazem e ainda sabe o nome dos objetos e os preços! E o melhor é que ela nunca comprou nada... Qual o objetivo então? Se ainda fosse engraçado, tivesse algum conteúdo e tal... Bem, se for pra ver um programa sobre nada, eu ainda prefiro Seinfield...
Uma outra coisa que eu descobri nesse meu tempo sem internet e fuçando o meu computador é que eu tenho várias músicas que eu nem imaginava que tivesse (o que o ócio não faz hein!!). É verdade, e isso inclui todos os ritmos – até mesmo pagode (que eu não faço a menor idéia de como veio parar aqui... mas shhh! Esse é um segredo nosso... meu e seu, que continua lendo esse monte de nada...). Na verdade, descobri na minha pasta de MP3 que eu tenho um vasto repertório do famoso eclético (o sem gosto especifico) sob o pseudônimo de uma pasta intitulada “Unknown Álbum”. Bem, pelo menos, assim, quando alguém vier mexer por aqui não vai ficar ouvindo a quantidade de besteiras que tem nela... (se bem que ia perder umas coisas muito boas – descobri que tenho várias músicas do Raul Seixas nessa pasta que eu nem imaginava que habitavam meu computador!-)
Mas ta rendendo mesmo esse texto! E eu achei que não ia conseguir falar sobre nada... É virei uma apaixonada por música – foi o parágrafo que mais rendeu...
Mudando de assunto, hoje nos aconteceu uma coisa muito interessante na Ufam... (falo na segunda pessoa do plural porque eu incluí a Bruna nesse parágrafo). Nós temos um professor que sempre nos trouxe problemas desde o período passado por uma série de fatores que nem é válido mencionar. Enfim, hoje, último dia da matéria dele deste período pós-greve e antes recesso/curso de férias (de recesso seria mais apropriado), tivemos uma conversa tão franca com ele que eu estou assustada até agora. Quer acertar as coisas com seus inimigos? Converse com eles... Assim você pode até descobrir que eles têm medo de você e você não sabe... (É... ele tem medo da Bruna e de seu olhar “inquisidor”)
Engraçado que descobrimos que a Loyana e a Bruna são os maiores desafios dele como professor: a Bruna – de forma a não avaliá-lo com seu olhar amedrontador – e a Loyana – de forma a não dormir durante as aulas dele... Ele até olhou o nosso Orkut para nos conhecer melhor... Interessante isso... Descreveu-nos como “as três meninas que sentam na delas no canto esquerdo da sala...”. É, to contente por termos nos acertado com ele, e to mais contente ainda por ter conseguido tecer um elogio à aula dele... (eu quase voei no pescoço desse homem semestre passado..., graças a deus as coisas tendem a melhorar...)
Uma outra coisa que me deixou intrigada é o fato de que algumas pessoas com quem eu nunca falei, e que eu achava que me odiavam resolveram falar comigo... Na verdade, pediram para que eu ligasse pra elas... Claro que eu não liguei..., mas to na curiosidade ainda para saber o que era... Até porque eu nunca tive nada contra essas pessoas, mas ainda assim, foi num choque...
Momento nada a ver bateu e eu lembrei agora... O Michael Jackson tá pobre.. Sabia disso? Eu fiquei chocada... Claro que não deve ser um pobre como as pessoas na África, ou que nem eu que não tenho 15 reais pra por crédito no celular, mas pô, o cara tinha 500 milhões de dólares e perdeu tudo... Cara, ele tinha as ações dos Beatles e teve que vender para a Sony para não perder a Neverland... Eu e a Bruna estávamos vendo um show dele muito antigo (lembro da primeira vez que vimos esse show: estávamos eu, Bruna e Loy na Bemol do Studio 5 quando começa a tocar Thriller... olhamos para a TV e lá estava ele, The King of the Pop, nos seus tempos áureos... ficamos dançando no meio da Bemol, tomamos conta do controle do DVD e ficamos assistindo o show até o final, com direito a Black or White, I’ll Be There, I want you back, Smooth Criminal, entre outras... claro que a Bruna comprou o DVD depois...). Enfim, no show devia ter 1 milhão de pessoas... todas amassadas, todo mundo desmaiando.. E ele louco ainda jogava o chapéu pro público... Tenho certeza que aquela cidade implodiu depois daquele chapéu e daquele show... Tanta gente brigando por um pedaço da indumentária do Michael...
Como que uma pessoa se destrói desse jeito? Eu e a Bruna decidimos que vamos criar a Save Micheal Foundation... Para arrecadar fundos pra ele, sabe.. Coitado... Tá sem grana e tal, tem filhos para sustentar... (hahahahahah) Eu era fã do Michael quando eu era criança... Gostava realmente dele... where did everything go wrong? Pois é... Triste né?
Acho que já chega.. Enrolei bastante, falei de coisas sérias... De besteiras. Se quiser que eu escreva mais sobre nada é só me falar...
Até mais minhas criancinhas...
(Ahhhh! O Shoptime vende bronzeadores... acabei de descobrir!)

Save Michael Foundation

Faz tempo que ninguém posta nesse blogger... E eu, sem a minha internet tão amada – é, meus amigos, vão ter internet discada dependente da Telemar que vocês vão ver o que é dor de cabeça!! – não tinha como postar nada...
Então, no frio do meu quarto, com uma tosse que não acaba nunca mais, eu resolvi escrever alguma coisa de útil para postar por aqui, e por incrível que pareça não consigo pensar em nada... É, acho realmente que sob pressão não vai sair muita coisa.
Deixa-me perguntar uma coisa de você aí que ta lendo esse monte de abobrinhas... Já assistiu alguma vez esse canal Shoptime, TVUD... (seja lá como for chamado)? Que coisa não? A minha avó nos últimos tempos passa o dia todo assistindo esse canal – ininterruptamente! Ela aprendeu os nomes das apresentadoras, sabe as comidas que elas fazem e ainda sabe o nome dos objetos e os preços! E o melhor é que ela nunca comprou nada... Qual o objetivo então? Se ainda fosse engraçado, tivesse algum conteúdo e tal... Bem, se for pra ver um programa sobre nada, eu ainda prefiro Seinfield...
Uma outra coisa que eu descobri nesse meu tempo sem internet e fuçando o meu computador é que eu tenho várias músicas que eu nem imaginava que tivesse (o que o ócio não faz hein!!). É verdade, e isso inclui todos os ritmos – até mesmo pagode (que eu não faço a menor idéia de como veio parar aqui... mas shhh! Esse é um segredo nosso... meu e seu, que continua lendo esse monte de nada...). Na verdade, descobri na minha pasta de MP3 que eu tenho um vasto repertório do famoso eclético (o sem gosto especifico) sob o pseudônimo de uma pasta intitulada “Unknown Álbum”. Bem, pelo menos, assim, quando alguém vier mexer por aqui não vai ficar ouvindo a quantidade de besteiras que tem nela... (se bem que ia perder umas coisas muito boas – descobri que tenho várias músicas do Raul Seixas nessa pasta que eu nem imaginava que habitavam meu computador!-)
Mas ta rendendo mesmo esse texto! E eu achei que não ia conseguir falar sobre nada... É virei uma apaixonada por música – foi o parágrafo que mais rendeu...
Mudando de assunto, hoje nos aconteceu uma coisa muito interessante na Ufam... (falo na segunda pessoa do plural porque eu incluí a Bruna nesse parágrafo). Nós temos um professor que sempre nos trouxe problemas desde o período passado por uma série de fatores que nem é válido mencionar. Enfim, hoje, último dia da matéria dele deste período pós-greve e antes recesso/curso de férias (de recesso seria mais apropriado), tivemos uma conversa tão franca com ele que eu estou assustada até agora. Quer acertar as coisas com seus inimigos? Converse com eles... Assim você pode até descobrir que eles têm medo de você e você não sabe... (É... ele tem medo da Bruna e de seu olhar “inquisidor”)
Engraçado que descobrimos que a Loyana e a Bruna são os maiores desafios dele como professor: a Bruna – de forma a não avaliá-lo com seu olhar amedrontador – e a Loyana – de forma a não dormir durante as aulas dele... Ele até olhou o nosso Orkut para nos conhecer melhor... Interessante isso... Descreveu-nos como “as três meninas que sentam na delas no canto esquerdo da sala...”. É, to contente por termos nos acertado com ele, e to mais contente ainda por ter conseguido tecer um elogio à aula dele... (eu quase voei no pescoço desse homem semestre passado..., graças a deus as coisas tendem a melhorar...)
Uma outra coisa que me deixou intrigada é o fato de que algumas pessoas com quem eu nunca falei, e que eu achava que me odiavam resolveram falar comigo... Na verdade, pediram para que eu ligasse pra elas... Claro que eu não liguei..., mas to na curiosidade ainda para saber o que era... Até porque eu nunca tive nada contra essas pessoas, mas ainda assim, foi num choque...
Momento nada a ver bateu e eu lembrei agora... O Michael Jackson tá pobre.. Sabia disso? Eu fiquei chocada... Claro que não deve ser um pobre como as pessoas na África, ou que nem eu que não tenho 15 reais pra por crédito no celular, mas pô, o cara tinha 500 milhões de dólares e perdeu tudo... Cara, ele tinha as ações dos Beatles e teve que vender para a Sony para não perder a Neverland... Eu e a Bruna estávamos vendo um show dele muito antigo (lembro da primeira vez que vimos esse show: estávamos eu, Bruna e Loy na Bemol do Studio 5 quando começa a tocar Thriller... olhamos para a TV e lá estava ele, The King of the Pop, nos seus tempos áureos... ficamos dançando no meio da Bemol, tomamos conta do controle do DVD e ficamos assistindo o show até o final, com direito a Black or White, I’ll Be There, I want you back, Smooth Criminal, entre outras... claro que a Bruna comprou o DVD depois...). Enfim, no show devia ter 1 milhão de pessoas... todas amassadas, todo mundo desmaiando.. E ele louco ainda jogava o chapéu pro público... Tenho certeza que aquela cidade implodiu depois daquele chapéu e daquele show... Tanta gente brigando por um pedaço da indumentária do Michael...
Como que uma pessoa se destrói desse jeito? Eu e a Bruna decidimos que vamos criar a Save Micheal Foundation... Para arrecadar fundos pra ele, sabe.. Coitado... Tá sem grana e tal, tem filhos para sustentar... (hahahahahah) Eu era fã do Michael quando eu era criança... Gostava realmente dele... where did everything go wrong? Pois é... Triste né?
Acho que já chega.. Enrolei bastante, falei de coisas sérias... De besteiras. Se quiser que eu escreva mais sobre nada é só me falar...
Até mais minhas criancinhas...
(Ahhhh! O Shoptime vende bronzeadores... acabei de descobrir!)

quarta-feira, março 29, 2006

Comédia Privada da minha Vida

"Life has a funny way

Engraçado isso...
Eu não dava a menor importância a essa frase, ou melhor, verso (porque afinal, é de uma música da Alanis) quando uma de minhas melhores amigas o escrevia em algum lugar... e hoje eu me pego procurando pelo meu caderno em todos os lugares do meu quarto, onde na última folha, toda rasgada, eu o anotei numa aula pouco interessante daquela faculdade menos interessante ainda... (não que eu não goste, mas simplesmente porque hoje, ela não faz tanta diferença na minha vida.. julgue quem quiser...)
E é engraçado também porque esse tipo de verso vem imediatamente a sua cabeça quando você não está se sentindo bem, acha que não se encaixa no mundo.. é um "creep, um weirdo" (já plagiando o Radiohead... mas se o negócio é suicidal tendency.. então vamos lá!), ou simplesmente quer mudar.. bem, acho que afinal de contas, foi pra isso que a compositora a escreveu...
É engraçado também que esse verso me remete a uma conversa recente que tive com um amigo.. em que ele me dizia não mais se sentir à vontade com as coisas que ele estava vivendo, com o trabalho dele, e simplesmente queria ir embora, ou ainda em suficiente trabalho, sumir!
É mais engraçado ainda perceber que há algumas semanas eu estava consolando esse amigo e dizendo que ele deveria parar e pensar nas decisões precipitadas que ele poderia tomar na vida dele... quando na verdade, acho que era contagioso...
É engraçado eu me sentir assim? Como ele se sentiu... ? Sou muito exigente comigo mesma e prefiro não permitir que esses sentimentos me acometam. Mas o que fazer? Talvez eu não seja uma "weirdo", talvez no momento, simplesmente, eu não me encaixe aqui... mas mesmo assim, é um sentimento doloroso e que faz as lágrimas cairem quando eu penso nisso.
É engraçado como algumas coisas não dão certo.. e logo elas que pareciam as mais prováveis de te fazer feliz!
É engraçado como as improváveis te surpreendem e te fazem ver que nem sempre o que você achava certo era o melhor caminho a seguir.
É engraçado como eu consigo ficar magoada com as coisas com facilidade - meus amigos que me perdoem a "hipersensibilidade", mas eu costumo apostar "todo o meu baralho" na vida -. É um defeito.. é um mal...
É engraçado como uma pessoa desperta esse meu mal..
É engraçado como que por essa pessoa eu simplesmente tive vontade de mudar.. porque infelizmente, depois de muito tempo, eu cheguei no meu "distúrbio bipolar" favorito... - não mais tão favorito...
Estou sendo contraditória? É... o mal me deixa assim.. sem saber que caminhos tomar.. mas se ao menos eu soubesse o que fazer, talvez isso passasse de uma vez..
Mas é assim mesmo... sempre engraçado, como eu disse esse tempo todo, como simplesmente, quando os caminhos parecem certos, a vida te mostra que você foi esperto demais pra tentar o mais simples e o mais curto.. quando a diversão do destino na verdade é te fazer pegar o mais sinuoso e brincar de marionetes com você!
Talvez a Alanis tenha pensado nos "funny ways" que a vida tem da mesma forma que eu, tavez não... quem sabe ela não tenha também achado tudo muito engraçado, como eu passei os últimos dez minutos achando... Talvez eu mesma te faça achar engraçado tudo isso - ironicamente falando, se é que você me entende... - depois que você terminar de ler tudo isso aqui...
E agora, depois de rir muito, espero que você não seja mais uma dessas marionetes.. porque eu já chorei, já ri e já desisti de brincar do mais fácil.. que venha todo o difícil, vou fingir na hora rir (como uma alusão a uma banda extraordinária) e ainda vou dizer pra tudo que me acontecer o que a minha amiga vem me dizendo há tempos através dessa canção...

"... of sneaking up when u think everything's ok..."

E eu só espero que tudo termine bem...

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Alta Fidelidade


O título remete a isso, mas não se trata só de um filme legal com o John Cusack.
Vocês sabem o que é alta fidelidade?

Bem, vou explicar.
Há exatos 30 anos e 1 dia, no dia 12 de fevereiro de 1976, Sílvio Santos avistou um jovem cabeleireiro, que cortava os cabelos de um grupo de teatro... ah, melhor ele contar a história por ele mesmo:

"Eu tinha combinado de cortar o cabelo dos personagens de uma peça de teatro e na peça quem estava vestindo os personagens era a mesma pessoa que vestia o Sílvio. Aí ele aproveitou e cortou o cabelo comigo. Eu cortei o cabelo dele numa quinta-feira, no domingo ele chegou na Rede Globo e falou durante doze minutos com 65 de Ibope. Na segunda-feira, minha agenda foi lotada por três meses, eu ganhava mais ou menos R$ 8 mil por mês passei a ganhar R$ 60 mil por mês".

Desde então, o jovem cabeleireiro, José Jacelino dos Santos, mais conhecido como Jassa, sempre cortou os cabelos (pintados de dois tons de loiro) do seu Sílvio, the godfather, arraiiii hihiii!
O mestre da televisão também teu seu mestre. E não o troca por nenhum outro.
Depois de ter me deparado com tanta fidelidade, não pude deixar de me perguntar... ao que somos fiéis de verdade?
Ao estilo de música que escutamos? A uma marca que gostamos? Aos nossos namorados? Aos nossos tão bem aprumados gostos em geral, comida, cores, roupas, carros, times, religião, política?
Fidelidade é uma coisa difícil para o ser humano. Falemos de relacionamentos: o ser humano NÃO foi feito para ser monogâmico, sabiam disso?
Às vezes acho que a fidelidade é um conceito parco e em decadência. Não seria inevitável que o fascínio nasça entre outras pessoas, outras coisas, várias pessoas, várias coisas que nos fascinam, nos apaixonam?
Aposto como você parou pra pensar nisso!
Fico vendo casais que têm 50 anos de casados... será que essas pessoas nunca enjoam uma da cara da outra, se vendo todo dia, as mesmas conversas, as mesmas vozes, a mesma maneira de pensar... e quando os gostos não são iguais? Como remediar isso?
Essa discussão, pelo menos pra mim, não é à toa. Às vezes eu acho que sofro de um sério problema de enjoar rápido das pessoas com quem mantenho relacionamentos afetivos. Não enjôo da minhas amigas, mas enjôo dos meus namorados. E rápido...
Então de vez em quando me pego pensando: como eu vou casar desse jeito? Será que vou conseguir ser fiel a uma pessoa cuja mesma cara eu vou ter que ver durante mil dias na minha vida, durante anos?
A paixão faz com que a gente tenha vontade de ficar perto o tempo todo, mas mal sabemos que quanto mais ficamos perto, mais rápido enjoamos das pessoas... então, será que num estágio de cega paixão, conseguimos fazer com que a razão fale mais alto e seguremos a onda?
Dizem para mim que depois que a paixão acaba, vem o amor. Mas aí pra mim quando é só o amor, perde a graça. E eis aí uma coisa que realmente me desperta medo e desilusão: quando as coisas perdem a graça.
Será que tudo um dia vai perder a graça?
Qual será o dia que a cor do meu cabelo vai perder a graça?
Qual será os dias em que as músicas que eu amo vão perder a graça?
Quando será que as minhas paixões vão perder a graça?

E agora algo que sempre me perguntei: o amor e a paixão podem andar juntos, na mesma medida?

Porque eu creio que amar alguém sem estar apaixonada, é algo que definitivamente, não tem graça.
E o que mais pode perder a graça?
Devemos ser fiéis até as coisas que já perderam a graça, só pelos bons costumes? Ou por birra e teimosia de mostrar que não erramos, que continuamos com nossas velhas convicções, mesmo que elas já tenham... perdido a graça?

As coisas perdem a graça.
Agora quero que alguém me mostre como manter a graça de certas coisas...
Porque até o seu Sílvio Santos, um dos homens mais ricos do Brasil e que com certeza tem (pelo menos quase) tudo que quer, não abre mão do seu velho e estimado cabeleireiro, o seu Jassa.

Afinal...

O Jassa simplesmente não perde a graça.


para fechar, uma citação do mestre, só pq... ele é o mestre:
"Ninguém nunca vai me sequestrar. Sou muito grande para esconderem. E minha risada é muito conhecida, qualquer um pode perceber". (Sílvio Santos)

posted by: Loy*
cantarolando aqui no trabalho: Mombojó (eu quero ver vc dançaaaarr em cimaaaa DUA faca molhada de sangue.. enfiada no meu coração!)

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

"I'm no good at loving, I'm a friend of pain..." (Whitesnake)

A pior coisa do mundo é sentar na cadeira do seu trabalho, ficar olhando pro monitor e ver o branco da tela tomar conta da sua visão, branco como a sua mente, sem um pingo de inspiração, sem a menor capacidade de produzir algo bom... e pensar que a cidade está te esperando pra tirá-la das trevas da ignorância através das tuas palavras... te faz sentir inútil.
E tudo que vc consegue escrever não pode ser publicado para tanta gente ler, o que no caso, é isso que estou escrevendo agora.
Pq apesar disto aqui ser público, pouca gente vai ler.
[...]
A inspiração dormiu até tarde hoje, esqueceu de me acompanhar pra faculdade, esqueceu de me acompanhar pro jornal...
Está todo mundo trabalhando, digitando rápido, olhando fixamente pros seus respectivos monitores, e eu faço o mesmo, só que com outras palavras e outros propósitos... e não consigo pensar em algo concreto pra começar meu trabalho.
De onde vem a inspiração? Vem quando estamos felizes e a gente começa a pensar o quão boa a vida é, os presentes que ela te dá... ou quando estamos na merda e ficamos bolando teorias que não têm respostas, tem um começo e fim em si mesmas?
O que nos inspira?
É engraçado pensar, mas ficar na merda sempre rende boas crônicas.
A gente começa a pensar no que está acontecendo conosco, e de repente, surgem várias teses sobre o assunto em questão.
Começam pelos questionamentos existenciais: por que isso está acontecendo comigo? o que eu fiz pra merecer isto? estou eu pagando por alguma coisa? será karma? será o destino que está sacaneando comigo?
Falar pra relaxar nessas horas, nem adianta. Questionamentos como estes tem que ser feitos. Um dia, quando sentados na mesa de jantar, podemos levantar com um pulo e falar: "Achei a raiz do meu problema!".
E então? Se não existissem esses momentos em que bancamos psicólogos e filósofos, nunca nenhuma das nossas questões seriam resolvidas. Chega a ser irônico eu começar a me perguntar o que fiz de errado.
Isso instantaneamente me coloca no grupo de pessoas chatas, losers e
depressivas, que só falam, ficam na merda, reclamam e nunca buscam
soluções para seus litígios. Eu busco as soluções que posso. Mas seria hipocrisia dizer que não fico com uma pulga atrás da orelha...

E eu?

Desculpa plagiar tua frase, Coverdale, mas... where did I go wrong?
Não quero pagar de modesta, mas eu sei o que sou. E sei o que quero.
Eu sou uma pessoa de índole positiva, não jogo ovos nas putas na rua
(só de vez em quando eu gosto de lembrá-las da sua condição),estou sempre disposta a ajudar quando me é requisitado ajuda, sempre
ouço dos outros e ainda ofereco meu ombro caso queiram chorar... Não
me importo em tirar do meu bolso pra ajudar meus amigos, não me
importo em ficar com fome mas dar comida pra quem eu sei que passou o
dia inteiro trabalhando e está sem dinheiro pra comprar qualquer coisa pra comer...
Eu sou uma pessoa boa, eu acho. Tenho vários defeitos, não sou uma lady, sei que xingo, que grito, que sou grossa às vezes, que sou impaciente e ansiosa ao extremo, mas fazer o quê?! Tratamentos psicológicos nunca me ajudaram.
Costumo a dizer que nas pessoas que gostamos, certos defeitos são o
que há de mais charmoso... de verdade.
Também sei o que quero, como disse. Eu tenho planos traçados,
aspirações e desejos que anseio realizar e trabalho para isso. Se isso quer dizer dar o melhor de mim, eu o farei.
E eu não hesitarei em fazer sempre isso.
Eu não hesitarei em correr atrás do que quero.
Eu não hesitarei nunca em fazer as coisas que desejo.
Eu só hesitarei... em não fazê-las.

Pelo menos eu pensava assim até um tempo. Hoje, com os meus botões,
começei a duvidar que essas atitudes positivas (no sentido contrário
de omissivas) me ajudam ou me fodem até que ponto. Me ajudam mais...
ou me fodem mais?
Me ajudam por que:
*por que só eu posso aprender com os meus próprios erros;
*por que a vida é só uma e se eu deixar de fazer o que quero, God
knows quando terei outras oportunidades...
*por que, pela minha natureza, eu não me conformo com a passividade
*por que desafios me movem
*por que me dão experiências de vida
*por que mais uma vez, de tudo pode se tirar um aprendizado. Bom, ou
ruim. Se bom, faço de novo. Se ruim...
Me fodem por que:
*por que o risco de sofrer é alto (quanto mais alto o pulo, mais fodida a queda)
*por que quando eu percebo que estou sofrendo, começo a fazer análises
idiotas que nem esta
*por que depois eu paro e penso... valeu a pena ter sofrido, se eu
poderia ter evitado?

É algo para se pensar. Afinal, a tarde passou correndo, já são 18h e eu não fiz absolutamente nada de produtivo no meu trabalho.

Como diria a Carrie Bradshaw...

Is it all worth it?

posted by: Loy*
cantarolando: Too Many Tears - Whitesnake (Some things are better left unsaid... but all I do is cry instead... now I've cried me a river... thinking how it used to be.)

domingo, janeiro 15, 2006


"A miracle life starts with the pain... forever this will be"
You know when you dream about something so hard, that the possibility of that coming true,is something so far away? You know when you wanna fell, touch something, you desire that so much that it souds impossible?
Love, passion, obsession, whatever, just something that takes your breath away, someone who just doesn’t get out of your mind, all musics you listen, everything you write and every fuckin' single sentence you say is about this person. Someone, you can't live without.
Hands cold, my lags shaking, and you cant't speak properly.
You know when you dream about something so hard, that the possibility of that coming true,is something so far away? You know when you wanna fell, touch something, you desire that so much that it souds impossible?
You know what is like to desire someone SO hard that your life just doesn’t make any senseuntil he’s around? You know how the city lose its grace just because he isn’t here? You know how awful a party can turn if he doesn’t show up? And the times you dreamed about him, that you kissed him and said all the things you dreamed to say?
You only dream that he kisses you. You only dream that one day, he will play the songs that make your heart alive. And you dream about saying how you fell about him.
One day, maybe, that day is gonne come.
But right now, I just stand here watchin' the fate laugh about me.
Well... "I don't blame the fate, but it's too hard to face the truth".

(algo que escrevi há um tempo, mas achei interessante compartilhar...
Foda-se se está em inglês, não vou traduzir pra não tirar a essência da coisa. Quem tiver que entender, vai entender)

posted by: Loy*
ouvindo/tocando: Symbols - Hard Feelings

sexta-feira, janeiro 06, 2006

I'm gonna have to move on...


Sempre penso mto antes de escrever um texto... e fico horas buscando as melhores palavras de forma q eu não pareça uma completa mente vazia escrevendo pra esse blogger (q por sinal eu nem sei se as pessoas visitam....)
Mas não sei... hhoje me deu vontade simplesmente de escrever e escrever por horas... tava pensando aqui "cá com meus botões" como diria a minha vó... como as coisas sao engraçadas... qtas mentiras e ilusoes o mundo vive, nós vivemos e ainda assim somos conformados com isso! Algumas sao tao absurdas de se acreditar q vc se pergunta várias vezes se é realmente falso... porque o falso é simplesmente mais conveniente que o verdadeiro... não sei se alguem entende o que eu to querendo dizer...
Mas as vezes não é simplesmente mais legal se a gente não soubesse a verdade? ahhh querem um exemplo? olha aí a Sarah Jessica Parker... uma amiga minha se chocou tanto com essa história que eu simplesmente nao consigo tirá-la da minha cabeça...
Bem, a Sarah estrelou o seriado americano Sex & The City. Neste, a mesma fazia o papel de Carrie Bradshaw, uma escritora, meio (pra não dizer completamente) frustrada com sua vida amorosa e eternamente fumante! O fato é que a atriz, a propria Sarah, odeia cigarros e fez inclusive uma campanha anti-tabaco... e a minha amiga se pergunta incessantemente até agora: como que a Sarah não fuma???? É mentira cara... não é possível... e na cabeça dela, o fato de que se atriz fumasse tudo faria sentido, mostra como para as pessoas as vezes o ilusorio, o irreal, o "fake" é muito mais real e convincente.
Sabe q no momento eu queria muito viver e sentir essa "conveniencia" que é você acreditar piamente que algo é verdadeiro e real.. às vezes é bom sentir isso...mas nao de forma a se viciar...
Não sei... talvez por um momento.. eu queria acreditar que a Sarah fumasse, eu queria acreditar que o amor existe, que ninguem engana ninguem, me enganando para q isso fosse possivel e me fazendo um pouquinho mais feliz numa vidinha de conto de fadas..
Sei não... talvez eu só esteja um pouco frustrada com as coisas que eu estou vendo, com a forma atraves da qual elas estão acontecendo... como as pessoas estão agindo e como elas se sentem... e eu eu sou apenas uma delas....
Move On

Well I been thinking about the future
But I'm too young to pretend
It's such a waste to always look behind you
Should be lookin' straight ahead
Yeah, I'm gonna have to move on
Before we meet again
Yeah, it's hard
If you had've only seen
10.34: Flinders Street Station
I'm lookin' down the tracks
Uniformed man askin' am I paid up
Why would I wanna be that?
Yeah gonna have to move on
Before we meet again
Yeah it's hard
If you had have only seen
Take control
Don't be afraid of me
'Cause every once in a while
You think about if your gonna get yourself together
You should be happy just to be alive
And just because you just don't feel like comin' home
Don't mean that you'll never arrive
Yeah I'm gonna have to move on
Before we meet again
Yeah it's hardIf you had have only seen
Take control
Don't be afraid of me
Well I been thinking Tbout the future
But I'm too young to pretend
It's such a waste to always look behind you
Should be lookin' straight ahead
Yeah, I'm gonna have to move on
Before we meet again
Yeah, it's hard
If you had've only seen

Jet...

Posted by Karla

quarta-feira, janeiro 04, 2006

TEMOS UM GRINCH EM MANAUS!


Rapaz, esse aqui vai ser o primeiro texto que eu vou postar nesse nosso blogger tão especial, criado por uma pessoa tão especial quanto é minha irmã querida Karla Rebecca. Eu já estou tendo a ligeira impressão que todo mundo vai começar com um texto bonito, sobre sentimentos, coisas que mudaram nas suas vidas etc etc etc... Bem, eu sendo como sou, Bruna a tranqueira, a maluquinha, a cover do Medina versão feminina e acima de tudo a engraçadinha da paróquia, não poderia decepcionar meus inúmeros fãs e começar com esse texto bonito. Não! Vou me rebelar e escrever um texto engraçadinho (pelo menos eu espero que as pessoas percebam o humor tão refinado nele...).
Tudo começou em algum dia lá pelo meio de dezembro, quando eu tinha ido dar uma volta solitária aí pela cidade, sem rumo, apenas buscando meu horizonte distante (ah, essa é sim uma música dos los hermanos). Provavelmente era até isso que eu devia estar ouvindo no estimado rádio do meu estimado Honda Civic que em breve deve estar batendo as botas, porque ele tá me dando muito azar no que diz respeito a minha vida afetiva (mas isso é outro texto, não quero entregar o ouro assim tão rápido). Enfim, carro, passeio solitário, marlboro, los hermanos de fundo. Até aí tudo bem... O passeio deve ter durado mais ou menos uma hora e nesse curto espaço de tempo eu vi pessoas em outros carros extremamente estressadas no trânsito...Até aí você vai me dizer: “Porra Bruna, tudo bem estar estressado no trânsito, afinal engarrafamentos e tráfego não são lá os lugares mais relaxantes do mundo...” “Sim sim eu respondo, é claro, todos que já tiveram a oportunidade de pegar um engarrafamento lá pela Djalma ou pela Recife em horário de pico já sentiu vontade de mandar alguém para aquele lugar... Eu entendo”. Mas nesse episódio em questão que eu estou relatando, tratava-se de um horário por volta da meia noite, perto do natal, onde não há razão para se estressar tanto assim...
Explicarei melhor: como já falei e repito, esse meu passeio foi lá pelo meio de dezembro (19 se não me engano, ou seja, seis dias para o natal). Abro aqui um parêntese para dizer o óbvio – Natal é a data em que se comemora oficialmente o nascimento do JC, porra esse foi um cara gente fina acredito, que falava umas coisas bonitas, era muito eloqüente, um cara com ideais e determinação, um cara que mudou a vida no Ocidente e fez com que essa tradição do Natal se tornasse uma data bastante celebrada. De tradições estranhas é verdade, afinal que outra data consagra o pobre peru em alimento oficial? (aliás, a minha ignorância acabou de me bater aqui no ombro e me perguntou o porquê do peru, não sei e sempre quis saber... alguém, por favor, me conte porque o peru se tornou tudo isso no natal, tenho a impressão que deva estar relacionado com o Thanks Giving norte americano... enfim, se eu descobrir conto depois). Mas acima de tudo Natal é uma época em que comumente as pessoas inexplicavelmente se tornam mais caridosas, se abraçam mais, trocam presentes, enfim se sentem bem consigo mesmas. Então aí meu espanto em ver que naquele meu passeio de uma hora pelas ruas de Manaus, as pessoas furavam sinais vermelhos, buzinavam constantemente umas pras outras, proferiam palavras de ódio e gestos obscenos. Tava tudo muito estranho, procurei muito o espírito natalino nesse meu passeio e ele teimava em se esconder.
Voltei para casa me sentindo meio mal por ter visto as pessoas naquele estado, impacientes umas com as outras, inquietas como se estivesse faltando algo no ar. Foi então que me veio a revelação – as pessoas estavam nesse estado de nervos por causa da decoração de natal escolhida para nossa cidade esse ano! Porra, vocês já viram uma coisa mais bizarra que isso? A gente associa o natal a coisas bonitas, o tal do White Christmas, neve, árvores cheias de luzes e bengalinhas de pirulito, papai Noel gente fina deixando presentes nas meias sobre lareiras incandescentes... Opa, errei... isso é natal lá pros paises nórdicos, porque aqui abaixo da Linha do Equador meu filho, não tem neve nem lareiras incandescentes. Porra, sem essas coisas (podem me chamar de fútil agora se quiserem), mas fico com a sensação de que o natal se torna menos natal por aqui e o povo ainda coloca uma decoração medonha como essa? Quem foi esse cara que planejou essa decoração? O Grinch? Sim, pois só posso crer que ele esteja querendo roubar o natal das pessoas... Vejam só, uns índios (nada contra os povos indígenas do Amazonas, mas teoricamente nem natal eles devem comemorar, afinal o rei deles é Tupã, não JC) com cara de serial killers, papai Noel com cara de usuário de heroína (nada contra os usuários de heroína também, mas desculpem-me, papai Noel no máximo toma um chocolate quente na minha visão) e estuprador, e uns desenhos em tribal que se assemelham a toalhas de mesa... que que é isso minha gente? Lugar de toalha de mesa é na mesa, oras, não pairando sobre nossas cabeças fazendo com que a gente pense que está num tipo de universo paralelo (vai lá na estrada do aeroporto pra você ver do que eu estou falando)... E as cores desses enfeites, eram muitas, tudo muito confuso – azul, vermelho, amarelo, branco, até roxo devia ter naquela porra... queremos apenas cores de natal, que merda, isso é uma tradição secular. Cadê o respeito a JC, ô Grinch maldito? No mais, apenas mais uma historinha... Lembra que eu disse que tem um papai Noel que lembra um estruprador?... Pois é, coisa negativa atrai coisa negativa e não podia dar outra. Eis que nosso prestigioso shopping contrata uns bons rapazes para se fantasiarem de papais noéis e fazerem a alegria da criançada por lá. Alegria uma porra, porque um deles, espelhado no exemplo do enfeite do papel Noel estuprador, acabou por molestar uma pobre menina que estava por lá (quem leu os jornais sabe)... Apenas ocultaram o fato de que esse ano tudo foi uma conspiração para arruinar o natal das pessoas, ou vocês acham que essas coisas não estão relacionadas?... Não sonhem meus amigos, isso foi uma obra calculada, meticulosamente planejada pra tornar esse natal num natal, no mínimo atípico, sem o espírito natalino. Mas não se preocupem, isso aqui vai ser mandado pra prefeitura porque se tem uma coisa que não pode faltar no natal aqui dos trópicos é uma decoração de natal, no mínimo, elegante!
Na foto: a toalha de mesa usada como decoração de natal na Avenida Djalma Batista!!!
Posted by Bruna Medina (sim! pq baixou o proprio tecladista do Los Hermanos aki!!)

terça-feira, janeiro 03, 2006

As revistas que lemos nas salas de espera

Em cabelereiros, consultórios de dentistas, recepções... enfim, quando estamos a espera de algo mais importante e não temos muito com o que nos distrair, avistamos aquelas revistas. Sim, aquelas. Sentados, nos vemos diante de uma grande pilha de exemplares velhos de fofoca, que por impulso, pegamos a fim de preenchermos nosso tempo com fotos e declarações de artistas, sempre dizendo que a vida está uma maravilha.
"Eu acho que vc deve seguir seus sonhos. Eu segui os meus e veja só, estou na Malhação", diz alguma neo-estrela. "Nunca vou esquecer das minhas origens", diz o pseudo-moralista. "Este homem é o amor da minha vida, que estava tão são razão quando eu o conheci...", diz uma Débora Secco, pseudo-apaixonada.
É meus amigos, a vida destas pessoas sempre parece uma maravilha. Enquanto folheamos as revistas Caras, Contigo, Tititi, Quem e outras do gênero, nos perguntamos porque aquele mar de sorrisos e principalmente, de dinheiro, não nos acomete. Quem algum dia não se imaginou naquela merda de Castelo de Caras, que eu nem sei onde fica?! Ou em um roupão branco de banho, ostentando uma xícara de ouro, pisando em pétalas de rosa e com aquele sorriso colgate estampado no rosto, como quem diz: "Tira logo essa foto zé buceta, antes que este esforço me provoque rugas indesejáveis e que não devem aparecer nem um pouco na novela das 8!"
Eu andei pensando nisso enquanto estava comendo, sozinha, minha torta de Sonho de Valsa lá no Millenium. Eram 12h e eu tinha que estar no trabalho mais ou menos 12:30, então estava engolindo com verocidade a comida. Fiz um pratinho saudável, sem muitos exageros e comprei um pedaço pequeno da torta. Não comprei água, refrigerante ou qualquer líquido, porque minha mãe veio me dizer que a origem do meu buxo era porque eu tomava líquido enquanto comia. Isso faz a barriga inchar e te dá a impressão que vc está mais cheio, mais rápido.
Enfim, por estar atrasada, resolvi comer super rápido e me concentrar para tomar água (sim, água, porque Baré não vende no Millenium e em nenhum outro restaurante de grande porte, o que me causa até cerca revolta, mas isso é assunto para outro dia e outro texto) somente depois de certo tempo após o completo término da refeição. Em meio a tal contexto, eu parava pra admirar o clima de natal que me cercava: casais de mãos dadas, sorrisos nos rostos das crianças serelepes (bonita essa palavra não é?! serelepe...), sinos e bengalinhas vermelhas e brancas espalhadas em meio à decoração temática do shopping, pessoas indo e vindo com sacolas enormes. E notei que os casais me lembravam aquelas pessoas que estavam naquelas revistas idiotas de fofoca, que dizem que a vida só está completa quando acham a sua "metade da laranja", a sua "tampa da panela", a sua "bolinha pro desodorante roll-on", and so on. Ri sozinha da limitação da mente daquelas pessoas. E pensei comigo mesma que a felicidade depende de nós mesmos, e não dos outros, recordando-me de um antigo texto que havia escrito dizendo que devemos procurar alguém para somar com a gente e não nos completar. O ser humano é completo e sempre foi, quem disse que temos necessidade de outra pessoa pra podermos ser felizes?!
Nessa mesma hora, eu me engasguei. Meus olhos enxeram de lágrimas (não de emoção, e sim de desespero), e eu começei a tossir incansavelmente. Na fração de menos de um segundo, senti mais falta de um copo de água mais do que qualquer outra coisa nesse mundo e me senti uma idiota de não ter comprado nada pra beber em uma situação daquelas. Eu não tinha muito o que fazer, estava sozinha, sem dinheiro e sem água, entalada com um pedaço de sonho de valsa na garganta, chorando e tossindo no meio àquela decoração tão singela de Natal!
Foi aí que eu me levantei e fui embora. Sim, nem paguei o estacionamento porque foi tudo tão rápido que nem deu o tempo necessário para me fazerem as cobranças (creio que no Millenium, o tempo limite seja entre 15 a 30 min).
Saí correndo até o carro, tranquei a porta e terminei de dar o meu show de tosse lá mesmo. Até que passou... por um milagre de Cristo, eu consegui expelir o pequeno pedaço de sonho de valsa que tanto incomodava minha garaganta. Nojento?! É meus amigos, mas o drama tem que ser passado com realidade!
Dirigindo a caminho do jornal, pensei... se eu estivesse ali com alguém, uma pessoa que me estimasse, isso teria acontecido da forma como aconteceu?! Teria essa pessoa corrido pra comprar um copo de água pra mim (contanto que não fosse de coca cola, poderia ser até água da privada), batido nas minhas costas e depois que a agonia passasse, dissesse que estava tudo bem?
Até que ponto eu não dependo de ninguém? Até que ponto estar sozinha me satisfaz? Até que ponto almoçar sozinha no Natal, vendo casais felizes de mãos dadas, ao som de "i'm dreaming of a white christmas...", não me atinge?
E pensei nas revistas de fofoca... naquelas pessoas que sempre aparentam serem mais felizes que nós. Porque elas têm dinheiro e nunca se fodem em relacionamentos. Porque sempre que os terminam, parece ter uma fila inacabável para elas, como uma fila de banco, onde a próxima senha sempre está a um número astronômico da senha da vez.
Essas pessoas almoçam sozinhas?
Podem até almoçar, mas tenho certeza de que se elas se engasgarem, alguém correrá para ajudá-las ou elas mesmas terão forças e principalmente, dinheiro, para comprar um simples copo de água (que deve custar no máximo R$1).
Senhores... onde eu quero chegar com isso? Bem, é que percebi que a carência me afetou de uma forma peculiar dessa vez. Eu quis ser a Débora Secco por um momento. Ridícula comparação, eu sei, mas pq a vida de pessoas como ela sempre parece mais legal que a minha?!
Não que eu precise de um Falcão do meu lado. Não é esse meu ponto. Mas digo, às vezes é bom compartilhar da companhia de alguém que se importe com vc, certo? E não de uma foto que de alguém que diz que se importa com vc, mas não sente isso (pra bom entendedor, meia palavra basta).
Eu, que sou a última pessoa a me importar com a vida de famosos, parei pra pensar o quanto essas revistas exercem influência nas nossas vidas. Na minha, nunca exerceu. Mas esse dia que eu me engasguei sozinha, um momento trágico em meio a tanta felicidade de natal, desejei compartilhar da companhia de alguém que se importasse comigo e que depois me levasse para dar uma volta no Castelo de Caras, só pra esquecer aquele episódio horrível.
É, life has a funny way...

by: Loyana Camelo

Working on...


Ahh nada de especial a nao ser que esse querido blogger não gostou muito da casa da minha amiga bruna e se recusou a postar o texto dela sobre o transito de manaus!! pow.. soh pq o negocio tava bem escrito pela nossa engraçadinha da paróquia mais querida!
Dia produtivo o de hoje... e essa minha vida sem internet nao dá!! Perco todas as coisas boas do dia! Pelo menos hoje ocupei meu ócio com trabalho...
É... finalmente as coisas andam para a Supernova... e eu fico muito feliz com isso... e pelo menos escolhemos o nosso logo!! q é muito lindo!
Vale ressaltar que é criação de André Marques, nosso amigo publicitário que num momento de Epifania (como diria o saudoso george... outro designer maravilhoso) criou a nossa estrela difusa bem ao estilo OASIS + MENINAS + ESTRELA + EXPLOSÃO + Nos!
e aí pra vcs que visitam esse humilde blogger, dessas tres humildes jornalistas/produtoras em primeira mão o nosso logo! Deleitem-se.. e tenham todos uma boa noite!


Posted by Karla
ao som de Champagne Supernova - OASIS (qq aparição dessa música nesse momento é mera coincidência!!)

segunda-feira, janeiro 02, 2006

"Numa moldura clara e simples SOMOS aquilo que se vê"


FELIZ ANO NOVO....

Não sei porque às vezes me dá uma simples vontade de sair escrevendo coisas a respeito da vida e da minha vida... mas sempre acho que serão insignificantes aos olhos das outras pessoas...
Mas é tão engraçada a forma como a vida "apronta" com a gente....
Essas últimas semanas eu vim observando as coisas e como elas vêm acontecendo... simplesmente uma reviravolta na vida de todos... e o mais interessante: como as coisas estão extremente entrelaçadas.
Esse ano para mim foi um ano de mudanças... não só no campo profissional, mas principalmente em minha vida pessoal, no que diz respeito aos meus relacionamentos (não só aqueles amorosos, mas também nas amizades...).
Eu mudei que nem mesmo sei explicar como isso ocorreu e o porquê de tudo ter ocorrido (meio repetitivo, não?). Ora estou eu, em um realcionamento estável (?), ora estou vivendo uma vida de solteira/boêmia/girls night out / party all day long....
Eu mudei de forma que amadureci em vários sentidos - sentidos esses que não choram a perda de um relacionamento longo e duradouro que fora. Sentidos que me permitiram uma reviravolta profissional e uma escolha definitiva sobre o que eu quero fazer de minha vida.
Eu mudei no sentido de ser mais fria com relação às pessoas... desenvolvi uma "capsula protetora", como diria Adriana Calcanhoto. Será que serei capaz de me entregar totalmente a outro alguém... sei lá...
Eu mudei no sentido de que minha vida passou a ser meus amigos...os quais eu descobri não saber viver sem... em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer circunstancia.
Eu mudei até mesmo meu gosto musical... para mim ele está mais apurado... mais inteligente, mais maduro... pode ser que para você que está lendo ele não seja, mas é só o que eu penso!
E até de filmes dramáticos e "esquizofrenicos", como eu sempre digo, eu passei a gostar... Trainspotting, Alta Fidelidade e o Igby que resumiu muito a minha vida... o que me fez esvair-me em lágrimas - talvez por peso na consciencia, talvez por saber que é verdade, talvez por gostar mesmo da pessoa.... talvez...
Estou mais sentimentalóide, apesar de fria (faz sentido???). Não sei, mas sinto essa necessidade de expressar meus sentimentos a todo momento...
Estou mais grosseira com determinadas pessoas... com certeza eu cansei de sofrer um pouco... (não que eu seja um dramalhão mexicano, mas todo mundo tem seus momentos...)
Não sei bem explicar o que foi 2005... mas posso afirmar que foi o MEU ano de transição.. para um fase mais adulta, eu acho. Momentos de decisao fizeram parte desse ano, momentos de tristezas que não se expressaram em lágrimas, mas em ensinamentos cada vez mais profundos sobre o que sou, como eu ajo e o que eu penso... momentos em que nem mesmo eu pude compreender o que se passava dentro de mim...
Mas de uma coisa eu sei: a minha vida mudou, sim, e usando um dos maiores e mais velhos clichês das historinhas romanticas e das novelinhas que entretêm meu país, mudou para melhor...
Mudou para Los Hermanos, Oasis, MPB, dramas e esquizofrenicos, arte e produção musical...
Mudou para Rio de Janeiro
Mudou para a boêmia, amigos e conversas inteligentes pela madrugada ou até mesmo com um cappucino no aeroporto...
Mudou porque encontrei duas irmãs especiais que me mostraram que a vida não é só o que eu havia vivido até aquele momento... tinha muito mais! E hoje eu sei disso..
Mudou para eu amadurecer e ter certeza do que eu quero para mim...
Mudou para ninguem me entender e me compreender, simplesmente porque assim é mais interessante...
Mudou para acordes, composições, compassos, Tulipas, Porões, Letras e também Expressoes...
Mudou com um objetivo
Mudou comigo
Mudou porque eu quis
Mudou por que essa sim, sou eu... e talvez.... se melhorar estraga...
Mudou porque a minha vida está nos trilhos e nunca fui tão feliz assim...
Mudou porque eu sou a Deusa do meu Mundo (como diz um querido amigo meu...)
Mudou só porque eu amo viver assim...
E que venha 2007 (porque 2006 é apenas um preparativo para eu viver de verdade...)
Feliz Ano Novo...

PS: Nada como esse dia para começar um blogger...
posted by Karla